quinta-feira, 17 de maio de 2007

PEDIR APOIO? NÃO HAVIA NECESSIDADE...

Os capitães da equipa do FC Porto acharam necessário apelar ao apoio dos seus associados para que não lhes faltem com o apoio no próximo e derradeiro encontro do campeonato.

Confesso que, como associado, me surpreendeu esta atitude, tanto mais que apoio é coisa que à equipa não tem faltado. Não havia necessidade...


A confiança na equipa, ficou ontem mais uma vez demonstrada inequivocamente ao esgotar a lotação do Dragão em apenas dois dias de venda de ingressos.

Com muita pena minha mais não podemos fazer. Bem que gostaria de, em certos momentos, descer ao relvado e ajudar a resolver, com aplicação e garra portista, os jogos que alguns profissionais não parecem dispostos a fazê-lo.

Ao contrário dos capitães não vou fazer apelos. Vou isso sim, mais uma vez, acreditar que tudo farão para, parafraseando a letra da marcha, nos dar "mais uma alegria, mais uma vitória".

Domingo lá estarei para emprestar o meu apoio, para assistir a um bom espectáculo de futebol e naturalmente a mais um triunfo no campeonato.

Vamos a isso rapazes, só faltam 90 minutos para a consagração!

domingo, 13 de maio de 2007

SERVIÇOS MÍNIMOS...

PAÇOS DE FERREIRA 1 FC PORTO 1

A tremenda responsabilidade que pesava em cima dos atletas azuis e brancos foi notória na exibição produzida hoje na Mata Real.

Perante um adversário difícil, especialmente porque fechou bem e defendeu muito, o FC Porto sentiu desde cedo as dificuldades em encontrar linhas de passe para provocar roturas na defensiva pacense. Quaresma tão apagado quanto desastrado, Anderson falho de inspiração, Lisandro demasiado complicativo e Adriano abandonado na luta com os defesas foram facilitando a tarefa de um adversário que se limitava a destruir.

Apesar de tudo, o golo esteve iminente num remate de Lucho à entrada da área a fazer a bola bater no ferro, aos 13'.

O Paços de Ferreira que apenas defendia foi brindado com um livre muito discutível, aos 21' que Antunes marcou directo à baliza, com ligeiro ressalto na barreira batendo Helton, inaugurando o marcador.

Paraty voltaria a estar em foco aos 24' ao perdoar uma grande penalidade cometida por Luis Carlos ao cortar com a mão uma bola cruzada na sua área que ia na direcção de Lisandro muito bem posicionado na área.

Todos sabemos que o FC Porto para ganhar os seu jogos tem de defrontar muitas vezes duas equipas, a do adversário e da arbitragem, razão pela qual tem que possuir um caudal de jogo muito mais intenso que o dos seus rivais.

Também é verdade que o futebol produzido na primeira parte foi demasiado desgarrado, tristonho, sem grande confiança e algo temeroso.

A perder Jesualdo tinha que intervir. Aos 38' fez sair Paulo Assunção e entrar Jorginho, mas até ao final da 1ª parte não se registaram lances de perigo.

Na segunda metade o Porto tudo fez para alterar o rumo dos acontecimentos mas mais com o coração do que com a cabeça.

Aos 55' nova alteração com a saída de Lisandro para a entrada de Postiga que veio dar outra movimentação ao ataque portista.

Mas foi dos pés de Bosingwa que saíram os lances mais perigosos (57' e 61').

Postiga aos 68' acertou no poste para desespero de todos os portistas e aos 69' Raúl Meireles entrou para o lugar de Anderson. Era a reacção final de uma equipa que sabia que perder aquele jogo era o equivalente a morrer na praia.

Aos 75', na sequência de um canto marcado do lado esquerdo, Pepe desviou de cabeça, a bola foi a Bruno Alves que rematou na passada fazendo a bola embater no guarda-redes Peçanha que instintivamente tocou a bola para a frente onde apareceu Adriano bem colocado a fazer o empate.

A esperança renascia e os atletas sentiram que ainda era possível chegar à vitória. Postiga esteve bem perto de o conseguir ao desviar de cabeça, defeituosamente um bom cruzamento de Quaresma.

O empate final castiga, a incapacidade de entrar no jogo com decisão, alguma apatia, faltas de inspiração e concentração e também o já referido temor, pela responsabilidade do jogo.

Falta agora uma vitória contra o Aves no Dragão!

Jogo disputado no Estádio da Mata Real em Paços de Ferreira com inicio às 19:15 h.

Equipa de arbitragem chefiada por Paulo Paraty - Porto

FC PORTO: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção (Jorginho 38'), Lucho Gonzalez, Anderson (Raúl Meireles 69') e Quaresma; Lisandro (Postiga 55') e Adriano.

Suplentes não utilizados: Baía, Ricardo Costa, Vieirinha e Renteria.

PAÇOS DE FERREIRA: Peçanha; Mangualde, Geraldo, Luis Carlos e Antunes; Paulo Sousa, Elias e Fahel; Edson, Pedrinha 88'), João Paulo e Cristiano (Renato Queirós 77').

Suplentes não utilizados: Coelho, Emerson, Mojica, Tiago Valente e Leanderson.

Marcadores: Antunes 21' e Adriano aos 75'

O DIA "D"

A difícil deslocação da nossa equipa a Paços de Ferreira será a chave do título.

Somos os únicos que dependemos de nós e temos vontade e talento para garantir o triunfo que nos colocará a um ponto do êxito.

São muitos os portistas que acompanharão a equipa e lhe dispensarão o apoio que necessita.

Pela primeira vez Jesualdo tem todo o plantel à disposição.

Saiba ele escolher os mais aptos, que a magia, a coesão, a ambição e o querer ser campeão dos atletas farão o resto.

Força rapazes, não tenham medo de ser felizes que o título está à espreita. Agarrem-no!

Nós torceremos e acreditamos!

sábado, 5 de maio de 2007

O Título cada vez mais perto

FC PORTO 2 NACIONAL 0

Sem fazer uma exibição de encher o olho, os azuis e brancos encararam este jogo com a responsabilidade que se exigia. O adversário, consciente do árduo trabalho que o esperava tratou de tapar os caminhos da sua baliza tentando impedir que o assalto se tornasse num flagelo.

A verdade é que conseguiu aguentar a baliza inviolável durante 66', muito por culpa da ineficácia dos "atiradores" João Paulo (7' e 23'), Lucho (22'), Lisandro (31' e 39'), Adriano (33' e 45'), Cech (43'), Anderson (58') que desperdiçaram ocasiões flagrantes e ainda por culpa de um homem vestido de negro que anulou mal um golo a Lisandro, aos 10' por pretenso fora de jogo, tendo ainda escamoteado uma grande penalidade sobre Lucho aos 43'.

Mas contra a força não há resistência. A magia de Anderson libertou-se e depois do seu ameaço já referido, aos 66' numa boa combinação com Jorginho fez saltar de contentamento um estádio que aguardava já com alguma ansiedade esse momento sublime, o golo!

"CAMPEÕES OLÉ, CAMPEÕES OLÉ, CAMPEÕES OLÉ" ouviu-se então no Dragão num coro de cerca de 40.000 portistas. Lindo!

O resultado continuava curto e o Nacional não parecia conformado, mas o Porto, já com mais discernimento procurou ampliar e veio a conseguir por Fucile aos 88' depois de assistido por... quem havia de ser? o prodigioso Anderson, suscitando a segunda explosão da noite.

Bosingwa, com uma grande exibição, (foi à linha cruzar repetidas vezes, deixando o seu marcador nas covas, proporcionando muitas das ocasiões acima descritas) foi para mim o melhor em campo. Fucile e Anderson foram os outros destaques pela positiva.

Negativa foi a actuação da equipa de arbitragem chefiada por Cosme Machado de Braga bem como os assobios de alguns portistas mais impacientes e incrédulos.

Jogo no Estádio do Dragão com inicio às 19h15.

F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, João Paulo e Fucile; Paulo Assunção (Raul Meireles 56'), Lucho Gonzalez (Ibson 70'), Marek Ceche (Jorginho 56') e Anderson; Adriano e Lisandro Lopez.

Suplentes não utilizados: Vítor Baía, Pepe, Alan e Renteria

NACIONAL: Diego Benaglio; Patacas, Cardoso, Ávalos, Ricardo Fernandes e Alonso; Cléber (Pateiro 61'), Bruno (Leandro do Bomfim 72') e Juliano; Diego José e Rodrigo (Cássio 74').

Suplentes não utilizados: Rafael Bracalli, Bruno Basto, Zé Rui e Zé Vítor.

Marcadores: Anderson (66') e Fucile (88')

quarta-feira, 2 de maio de 2007

terça-feira, 1 de maio de 2007

História do Pentacampeonato - Época 1998/1999

FINALMENTE O PENTA

O então treinador do Estrela da Amadora Fernando Santos, foi o técnico que Pinto da Costa convidou para orientar a equipa principal rumo a mais uma jornada histórica quer para o clube quer para o futebol nacional. Ficou por isso conhecido como o engº do penta.

A estrutura sofreu alterações. A equipa técnica foi completamente modificada e o plantel viu sair para Itália Sérgio Conceição, com destino à Lázio de Roma e também para Itália sairia Doriva na reabertura do mercado, altura em que apareceram Esquerdinha, Deco e o regressado Vítor Baía.

PLANTEL




Guarda-redes: Rui Correia, Costinha, Kralj e Vítor Baía.

Defesas: Nélson, Secretário, Jorge Costa, Aloísio, Ricardo Carvalho, João Manuel Pinto, Fernando Mendes e Esquerdinha.

Médios: Peixe, Doriva, Chainho, Paulinho Santos, Panduru, Carlos Manuel, Zahovic, Chippo, Lipcsei, Ricardo Sousa, Rui Barros e Deco.

Avançados: Mielcarski, Folha, Drulovic, Artur, Miki Fehér, Jardel, Capucho e Quinzinho.

EQUIPA TÉCNICA: Fernando Santos (treinador principal), Rodolfo Reis, Jorge Rosário e André (treinadores adjuntos), Mlynarckzic (treinador de guarda-redes), Roger Spry (preparador físico), José Carlos Esteves (médico) e Rodolfo Moura (fisioterapeuta).


O Campeonato teve o seu inicio nas Antas frente ao Rio Ave, com vitória portista por 4-0 e terminou também no nosso Estádio frente ao Estrela da Amadora por 2-0.

Jardel ao apontar 36 golos, foi o melhor marcador da Europa conquistando a bota de ouro, consagrado em Munique.

História do Pentacampeonato - Época 1997/1998

O TETRA

Nunca o FC Porto partiu para um novo campeonato com o desafio como o que se colocava nesta época. Depois de três vitórias claras e consecutivas era legítimo aspirar a novo êxito, não só pelo poderio demonstrado face à concorrência mas também pelo significado histórico que representaria o tetracampeonato. A estrutura técnica manteve-se e o esqueleto do plantel também.

PLANTEL

Guarda-redes:Rui Correia, Hilário, Erikson e Taborda.

Defesas: Butorovic, Jorge Costa, Lula, Aloísio, Fernando Mendes, Gaspar, João Manuel Pinto e Kenedy.

Médios: Sérgio Conceição, Barroso, Rui Barros, Costa, Folha, Zahovic, Chipo, Wetl, Neves, Paulinho Santos e Doriva.

Avançados:Capucho, Mielcarski, Drulovic, Artur e Jardel.

O campeonato arrancou na Póvoa de Varzim, com vitória por 2-0 e terminou na Madeira com a derrota por 3-2, contra o Marítimo. O título tinha já sido revalidado nas Antas frente ao Boavista com uma vitória por 3-2 na 31ª jornada. Jardel voltaria a ser o rei dos marcadores ao apontar 26 golos.