sexta-feira, 29 de junho de 2007

APITO ABAFADO - SINFONIA Nº6

Hoje trago à liça uma notícia que passou desapercebida pela CS em geral e também por Sua Excelência a Adjunta, que continua a ignorar (ela lá sabe porquê... e eu tenho as minhas suspeitas!) tudo o que se relaciona com os clubes da capital.

17.03.2007 Jornal O Jogo

Investigue-se: questões em torno do Apito Dourado

Há dias, O PATO recebeu um e-mail de uma senhora que - é ela quem começa por dizê-lo - “não se pode expor com receio de represálias internas”, uma vez que é “pessoa ligada às investigações do processo Apito Dourado, cujas intenções iniciais” - acrescenta - “eram as melhores”, rematando contudo: “Estou profundamente desiludida”.

E avança porquê: porque, segundo ela, essas investigações “foram completamente direccionadas” - indica por quem - “escolhidos alvos previamente definidos e cometidas uma série de ilegalidades e notórios erros processuais, que necessariamente vão matar o processo, em que muitos trabalharam de boa fé”. Levantando em seguida muitas questões que enumera, e que, segundo ela, foram deixadas de lado; para adiantar um conjunto de “elementos para uma investigação que deveria ter sido feita e não ocorreu, mas que está muito a tempo de se fazer”, embora “ninguém tenha mostrado interesse em investigá-las”.
Por exemplo:

- Investigue-se a realização de reuniões secretas em Lisboa, e outras no Bar Privado, também em Lisboa (...), testemunhadas por muitos funcionários deste local;
- Investigue-se quanto pagou quem alojou Carolina Salgado para esta dizer o que disse, e quem na PJ deu suporte a essa estratégia;
- Investigue-se, agora que se fala tanto da Bragaparques, qual a ligação dessa empresa (a um determinado clube e ao seu presidente e às sociedades de um outro presidente de clube);
- Investigue-se a ligação (de um árbitro a uma determinada Câmara Municipal) e as ligações do presidente dessa Câmara ao presidente do clube da terra a uma grande empresa, etc., etc., etc. Tudo isso, continuando na EPUL, no caso-João Pinto, na transferência do jogador Marcel para o Benfica, mas (também) ligações de um presidente de um clube com a PJ de Lisboa, e por aí fora.

Eu esperava que a justiça fosse aplicada de forma similar, afinal... é o que se vê!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

APITO ABAFADO - SINFONIA Nº5

Aparentemente a PJ parecia interessar-se na investigação do caso do jogo "combinado" para o Algarve.

A Maré corria de feição:

Valentim impedido de ocupar o seu lugar na Liga deixava a Cunha Leal espaço para "manobrar" à vontade.

Os dirigentes do Estoril eram ex-directores do Benfica. Veiga era um dos donos da Sad ao possuir “camufladamente” uma boa parte das acções. Era simultânea e ilegalmente director dos lampiões.

O cenário estava montado. O Benfica lutava pelo título que lhe escapava há onze anos, o Estoril lutava pela permanência.

A notícia abaixo é elucidativa... mas trata-se apenas de manobra de diversão porque a intenção é abafar o caso.
A MJM não quer perder tempo com isto!


2007-02-03 - 00:00:00 Correio da Manhã

PJ VOLTA À CARGA NO ESTORIL-BENFICA

O Estoril-Benfica, de 2005, realizado no Estádio Algarve, voltou à agenda da Polícia Judiciária. Litos e Carlos Xavier, na altura treinador e adjunto do Estoril, foram recentemente interrogados pelas autoridades, na qualidade de testemunhas, tendo reiterado as impressões recolhidas naquela noite polémica. E novas inquirições estão na calha, já sob a batuta de Maria José Morgado, coordenadora das investigações do ‘Apito Dourado’.

Recorde-se que os técnicos estranharam alguns comportamentos não só na noite do jogo, como também na semana que o antecedeu. Então, José Fernando, primo de Veiga, ainda em funções no Benfica, ter-se-á deslocado ao Estoril e convidado jogadores para almoçar. Tais factos caíram como uma bomba entre os estorilistas e logo despoletaram a suspeita. O Benfica acabaria por vencer por 2-1, numa partida em que a arbitragem mereceu duras críticas. “Chegou a uma altura em que me fui embora porque estava enojado”, disse Xavier, após a partida.

Durante a inquirição, Litos e Carlos Xavier esclareceram o teor de algumas declarações proferidas e relataram alguns episódios passados longe de olhares indiscretos, como um em que José Veiga, então director dos encarnados, terá ameaçado Litos com um desemprego... perpétuo.

Passados quatro meses não mais se falou no assunto!...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

APITO ABAFADO - SINFONIA Nº4

Hoje vou desenterrar um excerto de uma entrevista dada por Jorge Coroado ao CM, bastante elucidativa e que merecia melhor atenção:

2006-12-23 - 00:00:00 Correio da Manhã


Apito Dourado

Correio Sport – Depois de mais de 25 anos na arbitragem, o que soube pelo ‘Apito Dourado’ que não conhecesse já?

Jorge Coroado – De tudo o que saiu até agora, nada foi novidade. São coisas antigas e práticas velhas. A única matéria menos conhecida era a existência de uma relação tão directa entre autarquias e futebol.

– Que conselho dá a Maria José Morgado?

– Que esteja atenta, que evite chamuscar-se neste processo.

– Nunca esteve em casa de Pinto da Costa?

– Nunca. Nem faço ideia onde mora.

– Leu o livro de Carolina?

– Não conheço a senhora nem privei com ela. Se se tratasse de um homem diria que estava ali um corno atraiçoado. Como é uma mulher, trata-se do testemunho de um coração traído.

As ameaças...

– Foi ameaçado?

– Fui, no Estádio da Luz, em 1991, no final de um Benfica-Torreense, pelo sr. Gaspar Ramos. Em 1995 o mesmo dirigente disse aos berros que iria fazer de tudo para acabar com a minha carreira.

– De que clube recebeu mais pressões?

– Do Benfica e dos seus dirigentes. Inquestionavelmente. Estou convicto de que se mais carreira não tive foi por influência de gente do Benfica. De Gaspar Ramos a Luís Filipe Vieira, que vetou o meu nome, em 2002, para vice-presidente do Conselho de Arbitragem.

As prendas e os...apitos!

– Qual foi o presente mais caro que já recebeu de um dirigente?

– Um serviço de porcelana da Vista Alegre, que o então presidente do Beira-Mar, Silva Vieira, mandou entregar em casa de minha mãe. Pedi-lhe que fosse levantar o embrulho porque não o queria e comuniquei o caso ao Conselho de Arbitragem. A notícia saiu num jornal, Silva Vieira resolveu insultar-me e foi responder a Tribunal. Ao fim de dez anos foi condenado e indemnizou-me. Com esse dinheiro e um bocadinho mais comprei um carro, um Citroën C 3.


– Tem apitos dourados?

– Seis. Um que recebi do Sporting, no tempo de Sousa Cintra, e os outros foram-me dados por jornais.

– E relógios?

– Cerca de 50 relógios que me foram oferecidos pelos clubes, dos mais variados valores. A minha regra para aceitar estes presentes foi sempre simples: apenas aceitava ofertas que eu pudesse comprar e só as recebia depois dos jogos. Porque muitos dirigentes apareciam antes dos jogos e no final, se a equipa perdia, esqueciam-se.

Pergunto-me como é possível uma entrevista deste teor ter passado ao lado da equipa de investigação do Apito Dourado quando em contrapartida valorizou um livro da autoria (?) de uma alternadeira ressabiada!

terça-feira, 26 de junho de 2007

APITO ABAFADO - SINFONIA Nº3

A sinfonia que hoje recordo tem como protagonista mais uma figura de peso no futebol nacional, defensor acérrimo da transparência e dos bons costumes, tal e qual o lampião-mor!

12.09.2006 - 08h04 : Tânia Laranjo, Jornal O Público


Director-geral do Benfica era administrador da SAD do Estoril
Veiga apanhado nas escutas a pedir favores a Valentim

José Veiga, actual director-geral do Benfica e, em 2004, o maior accionista da SAD do Estoril, foi outra das figuras do futebol português a ser apanhada nas escutas do Apito Dourado.

O dirigente desportivo foi interceptado em pelo menos duas conversas telefónicas com Valentim Loureiro, à data presidente da Liga de Clubes. Foi em Março de 2004 e o objectivo do ex-empresário de jogadores com licença da FIFA era conseguir que a interdição do estádio do Marco de Canaveses coincidisse com o jogo do Estoril Praia. Veiga queria evitar que a sua equipa se deslocasse a um terreno tradicionalmente difícil e facilitar assim a tão almejada pontuação que nesse mesmo ano lhe viria a possibilitar a subida ao principal escalão do futebol.

Antes desse jogo, que aconteceu a 28 de Março de 2004 e em que o Estoril ganhou por 3-2 ao Marco de Canaveses, José Veiga fez dois telefonemas a Valentim Loureiro. No primeiro pediu que o estádio do Marco fosse interditado. A possibilidade tinha sido aberta devido ao incidente ocorrido cerca de um mês antes (quando Avelino Ferreira Torres pontapeou as placas de publicidade e cadeiras do recinto, ameaçando ainda o árbitro) e José Veiga pretendia então que a interdição coincidisse com o jogo da sua equipa.


Valentim Loureiro ainda tentou que o dirigente do Estoril falasse directamente com Gomes da Silva, então presidente da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, ou que utilizasse a sua influência através dos jornais. "Pressiona-os", aconselhou o presidente da Liga, acabando por aceder, mais tarde, a dirigir ele próprio o pedido ao juiz desembargador Gomes da Silva. "Eu falo com o gajo", prometeu.

Dias depois, Veiga conheceu a decisão da Liga. O estádio do Marco havia sido interditado por dois jogos e a equipa teria de ir jogar em campo alheio, quando recebesse o Estoril Praia. E não se esqueceu de agradecer a ajuda de Valentim Loureiro. "Vou-lhe dar uma beijoca", brincou Veiga, ao que Valentim respondeu: "Se não fosse eu...".

Ainda na sequência da mesma interdição, o Marco teve de ir jogar a casa emprestada. E o curioso é que acabou por ser o Boavista, clube dirigido pelo filho de Valentim Loureiro, a ceder o campo. Marco e Estoril defrontaram-se no Bessa a contar para a 28.ª jornada e a vitória dos canarinhos permitiu ao clube da Linha reforçar a liderança, passando a ter 11 pontos sobre o quarto classificado.

Os relatos da altura mostram também que a arbitragem do jogo foi polémica. O Estoril marcou primeiro, o Marco empatou. O "caso" do jogo aconteceu quando, pouco antes do intervalo, o árbitro perdoou um segundo cartão amarelo a um jogador do Estoril que, no tempo de compensação e ainda antes da paragem do jogo, fez o passe para o segundo golo dos estorilistas. Nos primeiros minutos da segunda parte, o Estoril aumentou para 3-1 de penálty, mas não existe nos jornais da época qualquer referência ao castigo máximo. O primeiro golo do Estoril também foi por auto-golo do Marco.

O árbitro desse jogo foi João Ferreira, o mesmo que esteve envolvido nas escutas noticiadas a semana passada pelo PÚBLICO, como tendo sido aceite por Luís Filipe Vieira para arbitrar as meias-finais da Taça de Portugal, na época 2003-2004.

Na sequência destas e de outras escutas, José Veiga foi interrogado e constituído arguído no processo Apito Dourado, tendo sido extraídas pelo menos duas certidões para o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.

A Sra. Adjunta esqueceu-se deste processo! Estará abafado? Pensei que o apuramento da verdade era o objectivo da justiça! Desculpem se me enganei!


segunda-feira, 25 de junho de 2007

APITO ABAFADO - SINFONIA Nº2

Face ao alheamento estratégico e selectivo dos agentes da justiça (?) portuguesa para a investigação dos indícios claros de corrupção que ocorreram num certo sector (intocável) da vida desportiva portuguesa, sinto-me na obrigação de recordar algumas escutas que foram timidamente anunciadas e completamente ignoradas pelos pasquins amestrados:

08.09.2006 – 08:48 Jornal O Público

As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados.


Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...(...)

Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?

LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!

VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?

LFV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!

VL - E o Duarte?

LFV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.(...)

VL - Talvez o Lucílio, pá!

LFV - Não, não quero Lucílio nenhum!(...)

VL - E o Proença?

LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!

VL - E o João Ferreira?

LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.

Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...

VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?

PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!".(...)

VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!

PS - É... Por acaso é verdade...

VL - O Porto quer lá saber disso!

PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...

VL - Ao Porto qualquer um serve!

Isto sim, é transparência!

domingo, 24 de junho de 2007

APITO ABAFADO - SINFONIA Nº1

Na falta de futebol jogado nas quatro linhas, das emoções próprias dos ambientes dos estádios e ainda porque os pasquins amestrados procuram a todo o transe ABAFAR o que se vai, dificilmente conhecendo, dos movimentos passíveis de configurar ilícitos e que estranhamente (ou talvez não) vão sendo sistematicamente (ou estrategicamente?) relegados para o esquecimento, decidi relembrar algumas dessas notícias a que pomposamente baptizei de SONS ABAFADOS.

SINFONIA Nº 1

20.01.2006 (In "comunicado do FCP, colocado em www.fcp.pt )

O director-geral do Benfica, José Veiga, esteve ontem a jantar com Devesa Neto no restaurante O Sapo, em Penafiel. À mesma mesa, sem pruridos, reforçando o despudor dos últimos tempos.

O dirigente abandonou o estágio que a sua equipa está a realizar para o compromisso com o Gil Vicente para participar num repasto que, seguramente, não deve ter servido para conversar em exclusivo sobre da qualidade das iguarias. O Benfica, profissão de um e paixão do outro, terá dado para falar de muitos outros temas".

Numa altura em que a Adjunta anda muito preocupada com o alegado encontro de PC com um árbitro em sua casa não será estranho que estes encontros no restaurante não a preocupem do mesmo modo?

Devesa Neto foi um dos auxiliares do escandaloso jogo do Algarve e mais tarde um dos convidados na deslocação dos lampiões a Liverpool. (Ainda diz o "Parabólicas" que no clube dele não há Calheiros!)


Coincidências!...
Andará a "justiça" distraída ou apenas a nanar?

sexta-feira, 22 de junho de 2007

OS DIFERENTES SONS DO “TAL” APITO

São variados os sons que podemos tirar de um instrumento musical ou mesmo de um vulgar Apito. Tal variedade está directamente ligada à destreza do músico, ou no caso, do “apitador”.

Há os que apenas conseguem reproduzir o assobio ou silvo mas há também os que produzem grandes concertos com o “tal” Apito.

Como nos instrumentos nobres, os sons produzidos pelo Apito podem ser agudos, graves ou simplesmente…abafados!

Vem isto a propósito das grandes serenatas que de há uns três anos a esta parte o MP tem realizado, patrocinados pelos “Pasquins amestrados” e pela “CS subserviente”, que parece terem descoberto o filão da captação de vendas e audiências.

Os sons agudos e graves correspondem a tudo o que alegadamente envolve os clubes a norte do rio Liz, os sons abafados o que alegadamente envolve os clubes a sul desse rio.

Depois de analisados e arquivados alguns processos (os dos primeiros sons) os “figurões” que alegadamente protagonizaram os sons da última espécie (os abafados) saíram a terreiro, servindo-se dos Pasquins amestrados e da CS subserviente, a clamar por justiça! Pasme-se, justiça!...Desenvolvendo as suas influências no sentido de alterar o rumo dos acontecimentos.

Para que a estabilidade deste cantinho à beira mar plantado não fosse gravemente afectado, o (des)Governo descobriu a fórmula mágica na pessoa de uma adjunta que plantou no MP com a atribuição principal de “descobrir” e reabrir os sons agudos e graves do “tal” Apito, desprezando e ignorando os sons já de si abafados.

Numa entrevista à RTP 1 o próprio PGR não teve pejo em afirmar que o intuito era esse: Condenar VL e PC! Assim mesmo!

Abafados continuam os sons que relatam os casos das escutas ao LFV a pedir certo árbitro para um jogo da taça; da "beijoca" do Veiga para o major; dos encontros no Restaurante "O Sapo" entre Veiga e o árbitro assistente Devesa Neto, quando ainda no activo; do jogo Estoril-Benfica no Algarve e todos os antecedentes; da entrevista dada por Jorge Coroado onde fala de apitos dourados oferecidos pelos clubes do regime e os conhecidos mais recentemente e divulgados envergonhadamente pelo CM que os blogs “Sou Portista Com Muito Orgulho” e “Bicampeões do Mundo”nos deram a conhecer.

Chama-se a isto descaramento, falta de rigor e isenção, desrespeito pelos contribuintes que pagam os seus impostos e têm direito a ver a justiça funcionar sem facciosismo, proteccionismo mas também sem movimentos selectivos e persecutórios.

Cabe ao MP representar o Estado, defender os interesses que a lei determinar, participar na execução da política criminal definida pelos órgãos de soberania, exercer a acção penal orientada pelo princípio da legalidade e defender a legalidade democrática, nos termos da Constituição, do presente estatuto e da lei.

Não é com um olho aparentemente aberto e outro aparentemente fechado que cumpre a sua missão.

Sr. PGR e Adjunta, como cidadão e contribuinte exigo critério, isenção e justiça. Só assim defenderão a lei!