domingo, 30 de março de 2008

ESTRELA DE BELÉM ANUNCIA O TRI

Palco do Jogo: Estádio do Restelo - Lisboa
Competição: Bwin Liga - 24º jornada
Hora do jogo: 19:00 h
FC Porto: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raúl Meireles (Kazmierczak 86' ) e Lucho Gonzalez; Quaresma, Farías (Adriano 68') e Lisandro Lopez
Suplentes não utilizados: Nuno, João Paulo, Lino, Bolatti e Hélder Barbosa
Treinador: Jesualdo Ferreira
Árbitro: Lucílio Baptista - Setúbal
Marcadores: Lisandro Lopez (49') e Lucho Gonzalez (90' g.p.)
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Pedro Emanuel (73')


Depois de uma paragem de quinze dias, havia alguma expectativa sobre o estado do ritmo competitivo que os bicampeões apresentariam no Restelo, sabendo-se que os Dragões não costumam dar-se muito bem com este tipo de paragens. Pelo menos da minha parte ela existia.

Confesso que temia também os frequentes desacertos de que o Porto tem sido vítima por parte do árbitro indigitado para o encontro.

Porém, felizmente, as respostas às minhas dúvidas foram dadas de forma positiva quer pela equipa do FC Porto, quer pelo arbitro que até, pasme-se, assinalou uma grande penalidade a favor, contrariando a sua tendência bem como a de outros artistas do apito que nos vão escamoteando de forma despudorada lances que não suscitam quaisquer dúvidas.

Na primeira parte o Belenenses teve o mérito de ocupar bem os espaços, trocou melhor a bola, criou o primeiro lance de perigo, esteve bem melhor nas transições pelo que o resultado parcial de 1-0 a seu favor foi merecido, apesar do Porto ter "acordado" a partir talvez dos 25' com três remates muito perigosos, de Bosingwa e Lisandro que o guarda-redes lisboeta desviou para canto e por Raúl Meireles num centro-remate que levou a bola a embater na barra.

A disposição portista na segunda metade foi completamente diferente. A atitude de campeão veio ao de cima com Lucho e Lisandro a acelerarem o ritmo e então as oportunidades começaram a aparecer.

Foi o melhor período do jogo tanto mais que o Belenenses nunca virou a cara à luta, mesmo depois do empate alcançado pelo incontornável Lisandro Lopez que arrancou mais um belo momento de futebol, recebendo um passe de Lucho, numa posição central da entrada da área, dominou o esférico, evitou um adversário e fuzilou por entre as pernas de Rolando, batendo o guarda-redes contrário.

Outras oportunidades surgiram para ambos os lados. Farías e Quaresma estiveram perto de fazer o segundo, que acabaria por surgir num dos últimos lances do encontro quando Quaresma foi derrubado por Rolando dentro da área de rigor. Lucílio desta vez assinalou! Milagre!
Lucho chamado a cobrar não perdoou. Estava consumada mais uma vitória, tão difícil quanto saborosa, que nos coloca a uma vitória do TRI.

Os destaques positivos vão para Helton, Lisandro e Lucho Gonzalez. Os negativos para o abúlico Farías, que regressou à mediocridade das primeiras jornadas e também para Quaresma que apareceu muito pouco em jogo, continuando a esbanjar livres directos! Quem lhe disse que tinha jeito para esse tipo de lances enganou-o.

A festa está cada vez mais próxima pelo que o Dragão vai vestir fato de gala na próxima jornada.

sábado, 29 de março de 2008

PASTEIS DE NATA ANTES DO CHAMPANHE

Depois de mais um interregno, o caminho do título tem este Domingo passagem pelo Restelo onde os Dragões se vão deslocar para defrontar a equipa da Cruz de Cristo.

Deslocação que se afigura de dificuldades acrescidas, tendo em conta em primeiro lugar, que o Belenenses foi, até agora, a única formação que não saiu derrotada do Estádio do Dragão, conseguindo um empate a uma bola; A presença de um "artista" do apito de quem mantenho sempre uma elevada reserva e absoluta desconfiança; E por último esta paragem de quinze dias, que espero, não tenha servido para danificar o ritmo que a equipa apresentava. Sabemos quão nefastas têm sido as paragens longas.

Jesualdo Ferreira já vai poder contar com Bosingwa que esteve lesionado e com Paulo Assunção que esteve castigado mas não terá Tarik, engripado nem Cech, lesionado.

Lista dos convocados: Helton, Nuno, Bosingwa, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Fucile, João Paulo, Lino, Paulo Assunção, Raúl Meireles, Lucho Gonzalez, Bolatti, Kazmierczak, Quaresma, Farías, Lisandro Lopez, Hélder Barbosa, Adriano e Rabiola.

EQUIPA PROVÁVEL


O jogo da 24ª jornada da Bwin Liga começará às 19:00 h, será apitado pelo setubalense Lucílio Baptista e transmissão televisiva na SporTv1.

Confesso que não estou à espera de assistir a um grande jogo pelas três razões evocadas acima mas, com maior ou menor dificuldade, espero amealhar os três pontos, para podermos festejar frente ao Estrela.

quarta-feira, 26 de março de 2008

BAÚ DE MEMÓRIAS

O slogan da campanha de Pinto da Costa à presidência do FC Porto, em Abril de 1982 era: «SE QUERES UM FC PORTO FORTE EM PORTUGAL E NA EUROPA, VOTA NA LISTA B»

E realmente o Presidente cumpriu a promessa.

A CONQUISTA DA EUROPA

Conseguída a supremacia a nível nacional, a ambição de Pinto da Costa e sua equipa renovava-se e crescia a cada dia.

Demonstrar que a performance manifestada em termos europeus na época de 1983/1984 com a disputa da final da Taça das Taças, não tinha acontecido por acaso, era agora um dos objectivos prioritários.

Com Artur Jorge ao leme, apoiado pelos dirigentes e massa associativa, o FC Porto foi refinando os métodos de treino, reforçando o plantel devidamente e partiu definitivamente à conquista da Europa.

1986/1987 foi a época da concretização desse objectivo que foi sendo cimentado à medida que os adversários foram caindo, um após o outro até à vitória final.

O primeiro a tombar foi o acessível clube maltês Rabat Ajax.

Na primeira-mão, jogada em casa emprestada, no Estádio dos Arcos em Vila do Conde, face às obras do rebaixamento do Estádio das Antas, o desempenho portista foi de tal forma avassalador que o resultado final de cifrou nuns claros 9-0, ficando desde logo sentenciada a sorte da eliminatória.

O Porto voltou a ganhar na visita a La Valleta mas apenas por 1-0. O resultado do primeiro jogo aliado ao mau estado do relvado, bem como a exibição do guarda-redes maltês explicam a magreza do resultado.

Seguiu-se o campeão da Checoslováquia, o Vitkovice, que tinha eliminado o Paris Saint German. Praticante de um futebol mais evoluído, tornou-se um "osso" duro de roer.

A jogar em casa na primeira-mão os campeões checos foram uma equipa perigosa e difícil, infligindo a única derrota nesta campanha ao FC Porto. Os Dragões perderam por 1-0, ficando obrigados a corrigir nas Antas.

E o Porto rubricou efectivamente uma exibição de luxo, perante uma assistência de cerca de 80.000 pessoas (é verdade, o renovado Estádio das Antas permitia tal lotação). Aos rasgos de génio individual juntou-se uma notável mecanização do conjunto, numa harmonia perfeita que embelezou o espectáculo. Que belo jogo e que resultado. 3-0, mas até podiam ter sido mais!

Nessa noite saímos das Antas convictos que com este futebol poucas equipas seriam capazes de nos travar.

O sorteio para os quartos-de-final ditou o campeão dinamarquês, o Brondby.

Embora desconhecidos, os dinamarqueses mostraram muita qualidade e deram muito trabalho.
No primeiro jogo, nas Antas, o FC Porto não foi além do magro 1-0, apesar de ter tido hipótese de conquistar um resultado bem mais tranquilo. Mas também neste jogo a exibição do guarda-redes contrário aliado a alguma ineficácia nos remates ditaram o resultado.

Esperava-se tarefa complicada em Copenhaga, num clima adverso, com um frio de arrepiar. Mas a formação azul e branca apresentou-se disposta a ultrapassar as contrariedades, que se foram avolumando com a lesão de Casagrande e o golo dinamarquês que igualava a eliminatória.

Aos 70' Juary tornou-se no herói ao concretizar o golo que nos colocou nas meias-finais.
Foi um jogo onde imperou a experiência, valor, humildade, talento e ambição dos atletas portistas.

Nessa madrugada a equipa pode sentir à chegada o calor e o reconhecimento de uma pequena multidão que se deslocou ao aeroporto.

O sorteio de Zurique colocou-nos no caminho um teste ainda mais difícil para esgrimir nas meias-finais: O Dínamo de Kieve, o mais lidimo representante do futebol soviético. Era na altura uma das melhores equipas do mundo, servida por vários jogadores internacionais com destaque para Belanov e Blokhine.

O primeiro jogo disputou-se nas Antas e o Porto conseguiu mais uma excelente exibição, tendo tido momentos de grande brilhantismo e criando inúmeras ocasiões para construir um resultado condizente e tranquilo. Contudo, umas vezes por manifesta infelicidade outras por menor acerto no remate , os azuis e brancos concretizaram apenas por duas vezes e ainda sofreram um comprometedor golo adversário deixando aos soviéticos margem para algumas esperanças de rectificação na URSS.

Mas a equipa portista era ambiciosa e não se limitou a jogar para o empate. Celso, o defesa central do Porto, quase no início da partida, na marcação de um livre directo, abriu o activo. Os soviéticos ficaram atarantados e Madjer logo a seguir quase fazia novo golo. A confiança subia à medida que o tempo avançava. Gomes, uns minutos mais tarde fez o segundo. Foi o delírio! O sonho estava cada vez mais perto. Mikhailitchenco ainda reduziu mas os Dragões já controlavam a partida e o resultado não mais se alterou.

Estava consumada a passagem a mais uma final nas competições europeias, a segunda em três anos do historial portista.

Bayern de Munique era o colosso, o Golias com que tínhamos de medir forças na grande final.
O seu historial não deixava dúvidas: Tri campeão europeu, vencedor de um Taça das Taças e de uma Taça Intercontinental, os alemães pareciam condenados ao triunfo.

27 de Maio de 1987 foi o dia que ficou gravado a letras de ouro na história do FC Porto e na vida dos seus adeptos.

Disputado no Estádio do Prater, em Viena de Austria, paredes meias com a Alemanha, os adeptos bávaros encontravam-se em esmagadora maioria nas bancadas.

O Porto entrou timidamente a estudar os movimentos alemães que encararam esta partida com alguma arrogância e sobranceria, convencidos da fragilidade dos seus opositores.

Marcaram primeiro num lance fortuito e esse facto ainda mais os convenceram, chegando ao intervalo com essa vantagem.

Na segunda parte os Dragões transfiguraram-se por completo. Entraram a mandar no jogo pois só restava tentar dar a volta ao resultado, partindo para uma exibição memorável, com lances bem construídos protagonizados por Frasco, Futre, Madjer e Juary, num espectáculo de rara beleza que todo o mundo apreciou.

O corolário dessa bela transfiguração foi a marcação de dois golos de belo recorte técnico que vale a pena recordar.

O primeiro ficaria no compêndio do futebol por ter sido marcado de calcanhar, de costas para a baliza, pelo argelino Madjer, depois de uma bonita jogada colectiva.

Só uma equipa com grande ambição poderia ter capacidade para construir uma nova logada, mais uma vez por Madjer, que lançado pela esquerda conseguiu cruzar, no limite, colocando a bola na área à disposição do ladino, rápido e oportunista Juary que não perdoou.

Estava consumada uma saborosa e brilhante vitória, frente aos atordoados e incrédulos alemães, dando a conhecer ao mundo a existência de um clube do Norte de Portugal, capaz de ser o melhor da Europa e com a ambição de se tornar o melhor do mundo.

A loucura que se seguiu por todo o mundo onde se encontravam portugueses foi indescritível.

Na cidade do Porto festejou-se até às tantas da madrugada à espera dos heróis que se deslocaram ao Estádio das Antas para receberem as merecidas e calorosas homenagens, onde exibiram o troféu

sábado, 22 de março de 2008

FESTEJAR É A NOSSA VOCAÇÃO

Festejar passou a ser, principalmente desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do Clube (vai para 26 anos), para os adeptos e simpatizantes azuis e brancos, um hábito cada vez mais frequente.

De tal forma se enraizou, que nos últimos anos temos tido sempre motivos para sair à rua.

Até mesmo na época mais atípica em termos nacionais, o ano de Del Neri, Fernandez e Couceiro, um triunfo na Supertaça e outro na Taça Intercontinental fizeram as nossas delícias e deram-nos oportunidade para manifestarmos o nosso contentamento, ainda que estivéssemos à espera de mais.

Ganhar é o lema da equipa e do Clube. Apoiar e festejar, a nossa vocação!

Este ano não será diferente. As reservas do champanhe estão já preparadas pra que o estoiro das rolhas se façam ouvir e mais jornada menos jornada o povo sairá às ruas numa exultação e comunhão de felicidade.

A Alameda das Antas voltará a ser o palco privilegiado da festa. E que melhor cenário poderíamos nós ambicionar tendo como fundo o maravilhoso templo dos sonhos, onde os atletas irão receber os aplausos da multidão.

Festejei muitos títulos na Av. dos Aliados, considerada a sala de visitas da cidade.
Mas a existência da Alameda constitui para mim o local ideal para as comemorações.

A festa dos campeões não tarda. Eu estou preparado! E tu?

Por falar em festa, aproveito para desejar a todos uma feliz Páscoa.

quarta-feira, 19 de março de 2008

BAÚ DE MEMÓRIAS

Nem só de futebol se cimenta prestígio aquém e além fronteiras do FC Porto. Também as modalidades de alta competição têm dado a sua contribuição.

O Hóquei em patins há muito que era uma modalidade querida dos adeptos portugueses em geral e dos portistas em particular. Pinto da Costa passou mesmo pela secção em 1952, no início do seu percurso de dirigente desportivo.

O CONSUMAR DE UM SONHO

Quando tomou posse como Presidente, com a colaboração de Ilídio Pinto, Director da secção de hóquei em patins, acarinhou de forma muito especial e dotou-a de argumentos para discutir a hegemonia que o Clube viria a conquistar.

A partir da época de 1981/1982, o FC Porto encetou uma caminhada imparável rumo à invejável colecção de títulos nacionais e internacionais que hoje possui. Tornou-se numa potência mundial na modalidade.

Começou a nível nacional logo com um "Penta" (1982/1983 a 1986/1987), enquanto isso teve ainda arte e engenho para vencer duas Taças das Taças (1981/1982 e 1982/1983), várias Taças de Portugal e Supertaças nacionais.

Faltava-lhe a mais cobiçada: A Taça dos Clubes Campeões Europeus.

28 de Junho de 1986 foi então uma data inesquecível. Finalmente o tão desejado troféu viajava para as Antas!
Comandados por Cristiano, um ex-atleta prodigioso, que dava os seus primeiros passos como treinador, os jogadores portistas (na imagem de cima para baixo) Alves, Tó Neves, Domingos Carvalho, Vítor Bruno, Realista, Almas, Vale, Domingos, Franquelim e Vítor Hugo, depois de terem afastado nas meias-finais o colossal Barcelona, receberam a 21 de Junho a equipa italiana do Novara, no pavilhão Dr. Américo de Sá, na primeira-mão da final. O resultado foi de 5-3 para as nossas cores. Demasiado curto para o inferno que previsivelmente iríamos encontrar em Itália.

A segunda-mão foi mesmo o que se esperava.Um ambiente hostil e assustador marcaram demasiadamente o desenrolar da partida com o Porto a sair para o intervalo com o resultado desfavorável de 5-1. O Novara conseguíra anular e superar a desvantagem da primeira-mão. Chegamos a pensar que o sonho iria ser mais uma vez adiado.

Porém é na adversidade que se mede a estatura de uma equipa. O "cinco" portista regressou ao rinque disposto a alterar o rumo dos acontecimentos. Com quatro golos em 13 minutos chegou à igualdade.

O Porto passava então a respirar capacidade física, anímica e desportiva e não foi com surpresa que a sua performance rendeu mais dois golos fixando o resultado final em 5-7.

Os Tiffosi italianos exageraram no seu mau perder, inviabilizando o prosseguimento do jogo que esteve interrompido durante 10 minutos, no fim dos quais, por falta de condições para prosseguir, o árbitro suíço Francis Brulhart, cumprindo os regulamentos, deu por concluída a partida.

O público não consentiu a cerimónia de entrega da Taça que foi entregue no balneário.

Estava consumado o sonho!

ILÍDIO PINTO

Dirigente dedicado e exemplar, comandou a secção de Hóquei em Patins desde 1973. Projectou a secção a um nível invejável criando uma verdadeira escola.

É o mentor de todos os êxitos da sua modalidade de eleição, cujo departamento organizou, apetrechou com recursos humanos de muita competência, valorizou e modernizou, transformando o Clube numa referência mundial no hóquei patinado e a segunda modalidade em ordem de preferência dos associados, coleccionando títulos sem parar, razão pela qual é conhecido por "papa títulos".

Em 1986 viu o seu trabalho reconhecido pelo Clube ao ser galardoado com um DRAGÃO DE OURO, prémio para o Dirigente do ano.
Actualmente faz parte da Administração da Sad.

sábado, 15 de março de 2008

EM MAR REVOLTO COM O TRI À VISTA

Palco do jogo: Estádio do Mar - Matosinhos
Competição: Bwin Liga - 23ª jornada
Hora do jogo: 21:15 h
FC Porto: Helton; Fucile, Pedro Emanuel, Bruno Alves e Marek Cech (Kazmierczak 75'); João Paulo (Tarik Sektioui 54'), Raúl Meireles e Lucho Gonzalez; Quaresma, Farías (Adriano 67') e Lisandro Lopez
Suplentes não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Castro
Treinador: Jesualdo Ferreira
Árbitro: Jorge Sousa - Porto
Marcadores: Lisandro Lopez (76') e Tarik Sektioui (85')
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Fucile (83')


Que as deslocações ao Mar são tradicionalmente difíceis já todos o sabíamos. O Leixões a necessitar de pontos como de pão para a boca conseguiu em alguns períodos colocar o Porto em dificuldades, que até eram escusadas se nos primeiros vinte minutos, em que o domínio do jogo pertenceu inteiramente aos Dragões, Quaresma e Lisandro tivessem conseguído bater o destemido Beto que se impôs nesses dois lances. Já para não falar dos lances perigosos que o incompetente árbitro auxiliar interrompeu por pretensos fora de jogo.

Os matosinhenses saíram inspirados para o segundo tempo e obrigaram o Porto a árduo trabalho defensivo, como ainda não se tinha visto. O golo inaugural foi o corolário desse maior atrevimento, resultante do único lance perigoso criado pelos leixonenses em toda a partida.

Foi um período de menor acerto dos azuis e brancos.
Jesualdo respondeu com a entrada de Tarik para a saída de João Paulo e um pouco mais tarde com a saída de Farías, de novo mergulhado na penumbra da mediocridade que já mostrara nas primeiras utilizações, para a entrada de Adriano, concluindo com a retirada do jogo de Marek Cech para a entrada de Kazmierczak.


A resposta foi eficaz na medida em que não só devolveu o domínio do jogo ao FC Porto como também permitiu que o marcador se alterasse positivamente por duas vezes, por Lisandro assistido por Tarik Sektioui e pelo marroquino, bem desmarcado por Lucho Gonzalez, ainda que em posição irregular que o bandeirinha não vislumbrou.

Exibição com altos e baixos, mais contrariada pela arbitragem que pelo próprio adversário, ainda que a reacção do Leixões na segunda parte tivesse algum mérito.

Embora não tivesse feito esquecer Paulo Assunção, gostei do João Paulo. Tarik Sektioui e Lucho Gonzalez estiveram também em maior evidência.

sexta-feira, 14 de março de 2008

IR AO MAR... E NO TRI PENSAR!

O caminho do Tri tem passagem por Matosinhos, no Estádio do Mar, onde o FC Porto se vai deslocar para defrontar o Leixões na 23ª jornada da Bwin Liga.

Os Dragões não podem contar com Bosingwa (lesionado) e Paulo Assunção (a cumprir castigo por limite de amarelos).

O jogo antevê-se de alguma dificuldade face à rivalidade e também à costumada entrega que os vareiros costumam utilizar no seu reduto.

A equipa parece estar preparada para enfrentar a oposição e ultrapassar com maior ou menor dificuldade os obstáculos que vão encontrar. O discurso da semana aponta para uma vontade de conquistar os pontos que faltam para mais um título o mais depressa possível. A ambição passa por mais uma vitória.

Jesualdo convocou os seguintes jogadores: Helton, Nuno, Fucile, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Marek Cech, João Paulo, Stepanov, Lino, Kazmierczak, Raúl Meireles, Lucho Gonzalez, Castro, Quaresma, Lisandro Lopez, Tarik Sektioui, Farías e Adriano.

EQUIPA PROVÁVEL

Não creio em surpresas na composição da equipa, mas com Jesualdo podem acontecer.

O jogo realizar-se-à amanhã pelas 21:15 h, será apitado pelo portuense Jorge Sousa e será transmitido pela TVI.