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terça-feira, 22 de maio de 2007

ANÁLISE AO BICAMPEÃO

Terminado o campeonato com a vitória mais que justa do FC Porto, importa reflectir à guisa de análise o percurso que, como sabemos, não foi propriamente o passeio de outras épocas recentes em que não demos hipóteses aos nossos rivais de sonhar.


O início desta época foi atribulada, ainda antes do arranque do campeonato, face à irresponsabilidade de um treinador que tendo sido feliz na introdução de um esquema de jogo ousado, que deu os seus frutos a nível interno, ganhando tudo o que havia para ganhar (não esquecer que a Super taça foi ganha nesse sistema por Rui Barros) mas que não resultou a nível externo (derrotas claras no torneio de Amesterdão).

A sua fuga na pré-época condicionou o arranque do campeonato, não tanto ao nível dos resultados, mais ao nível das exibições. Obrigado a contratar um novo treinador, viu-se obrigado a uma adaptação a novos conceitos, com a agravante de acontecer em cima da competição.

Contudo, graças ao fraco nível competitivo do n/campeonato foi possível instalarmos-nos na liderança desde a primeira jornada, não obstante a onda de lesões que afectou um bom lote de jogadores influentes (Pedro Emanuel, Bruno Moraes, Ibson, Anderson, Lisandro, Assunção e Pepe) e ainda alguns castigos injustos (Quaresma).

A embalagem da primeira volta foi determinante para o êxito final, constituindo uma almofada valiosa, já que a fase complementar da prova foi marcada por uma irregularidade que ninguém ousaria prever.

As lesões e os castigos terão sido, segundo Jesualdo Ferreira, os factores preponderantes para a menor prestação uma vez que não foi possível repetir a mesma formação nos 30 jogos disputados, limitando de algum modo a coesão da equipa. Outros apontam ainda uma paragem demasiado prolongada por alturas do Natal. Eu acrescento algum temor e porventura algumas apostas erradas do Professor Jesualdo que, no meu entender, ainda não possui a filosofia de campeão.

Apesar de todas as críticas que são dirigidas à Sad, principalmente pela sua política, aparentemente pouco criteriosa, no que diz respeito ao reforço do plantel, que em alguns casos também subscrevo, não podemos negar que o FC Porto dispõe do melhor plantel da Liga. Qualquer treinador neste clube arrisca-se a ser campeão, mesmo que antes nunca tenham ganho nada. Foi o caso de Adriaanse na época passada, que se repetiu agora com Jesualdo Ferreira, como alias já tinha acontecido com outros antes.


Num campeonato diferente dos anteriores, desde logo pelo menor numero de participantes, este Bicampeão, apesar de tudo o que ficou dito, conseguiu ser mais concretizador em termos de golos, utilizando um sistema de jogo que variou entre o 4x4x2, o 4x3x3 em alguns momentos o 4x2x4, mas paradoxalmente sofreu mais golos.


Adriano, que na reabertura do mercado, pasme-se foi considerado dispensável (?) terminou como o nosso melhor marcador ao apontar 11 dos 65 golos em apenas 1326' que lhe foram concedidos. Fica no meu coração não só pelas suas prestações mas também pela vontade em continuar de azul e branco, quando "alguém" o empurrava para outros clubes.


Helton foi o único atleta chamado a participar em todos os jogos como
titular e por isso acumulou o maior numero de minutos. Foi no geral um guarda-redes seguro, demonstrando toda a sua categoria. Mas se no melhor pano pode cair a nódoa, no caso o "frango" contra o Chelsea para a CL, foi demasiado penalizador porque ditou o afastamento da prova.


Jesualdo Ferreira, saboreou finalmente, nos seus 60 anos de idade, o doce sabor da consagração:

"Não houve nenhuma euforia especial, apenas o sentido do dever cumprido e de uma grande injustiça. Acho que mereço este título. Pronto, já está, já que mais ninguém o diz, digo eu: mereci este título. E mereceu-o o clube que mais trabalhou para o conseguir".


Assim fala um verdadeiro campeão!

Vítor Baía, com os seus simbólicos 4´engrossou o seu pecúlio de jogador mundial com mais títulos (31), mas ainda que não os tivesse jogado era igualmente merecedor pelo contributo importante que deu, quer no balneário quer no banco, para o 22º campeonato ganho pelo FC Porto.

Estamos todos de parabéns, sócios e simpatizantes, os atletas, a equipa técnica e a Sad chefiada por Pinto da Costa, recentemente reeleita.

Para a nova época esperamos por mais e se possível melhor!


Nota: Estatísticas recolhidas do site zero a zero


domingo, 20 de maio de 2007

UNS SONHAM, NÓS REALIZAMOS!

FESTA DO TÍTULO


FC PORTO 4 AVES 1

Com o estádio do Dragão completamente cheio e em ambiente de festa, o jogo começou pausado, apesar de logo no primeiro minuto Adriano ter desperdiçado uma boa ocasião rematando fraco, numa assistência perfeita de Anderson.

O Porto entrou nervoso e foi mesmo o Aves a criar dois lances muito perigosos, primeiro por Paulo Sérgio e depois por Mércio, a dar a sensação que, para ganhar, os portistas teriam que apelar a todo o seu empenhamento e concentração.

A primeira parte não foi nada famosa em termos de futebol bem jogado porque se falharam muitos passes e alguns jogadores pareceram demasiado precipitados.

Lisandro e Lucho tiveram boas oportunidades para abrir o marcador mas foi Adriano que aos 26', acorrendo a um bom cruzamento de Quaresma, cabeceou de forma certeira para o fundo das redes, para contentamento da grande plateia de portistas.

Este golo parece ter devolvido aos jogadores azuis e brancos a serenidade de que necessitavam para encarar o resto da partida. Contudo, o Aves aos 30', na sequência da marcação de um livre cobrado por Jorge Ribeiro, fez a igualdade por Moreira que desviou de cabeça fora do alcance de Helton.


Foi um balde de água fria no Dragão e uma explosão de alegria em pelo menos dois estádios bem longínquos, onde os "sonhadores" davam largas às suas preces, fazendo cálculos e contabilizando os segundos em que virtualmente se sentiam campeões! E assim chegou o intervalo.

A pausa parece ter feito bem aos jogadores do Porto já que apareceram no terreno com outra disposição e uma confiança muito mais forte.

Foi por isso com grande naturalidade que aos 51' Lisandro com um remate bem colocado e forte colocou o FC Porto em vantagem na partida e no campeonato, obrigando os "sonhadores" a cair na realidade!


Foi uma explosão de contentamento no Dragão e a certeza que estávamos definitivamente lançados para a conquista do nosso único objectivo (os outros tinham dois! O possível e o imaginário).

Seis minutos mais tarde, na sequência de um canto Paulo Ribeiro introduziu a bola na própria baliza havendo ainda tempo para Quaresma falhar escandalosamente novo golo e o mesmo Jorge Ribeiro fazer estremecer o travessão de Helton, na marcação de um livre em posição frontal.

Aos 85', depois de ouvir o seu nome gritado pelos mais de 50.000 espectadores, Vítor Baía aplaudido de pé, substituiu Helton.

Quatro minutos depois Lisandro parou uma bola com o peito, rematando pronta e espontâneamente não dando hipótese de reacção ao guarda-redes Nuno.

Estava feito o resultado e a conquista do Bicampeonato. A festa era já a seguir.

Jogo no estádio do Dragão, dirigido pela equipa de arbitragem de Leiria comandada por Olegário Benquerença.

FC PORTO: Helton (Vítor Baía 85'); Bosingwa, Pepe, Buno Alves e Fucille; Raúl Meireles, Lucho ( Marek Cech 84') e Anderson (Jorginho 65'); Lisandro, Adriano e Quaresma.

Suplentes não utilizados: Ricardo Costa, Ibson, Renteria e Hélder Postiga.

Desp. Aves: Nuno; Sérgio Carvalho,William, Sérgio Nunes e Pedro Geraldo; Mércio (Octávio 87'), Jocivalter Dill 57') e Jorge Ribeiro; Paulo Sérgio, Moreira e Artur Futre (Leandro 71').

Suplentes não utilizados: Mota, Marcelo, Vítor Manuel e Rui Figueiredo.

Marcadores: Adriano (26'), Moreira (33'), Lisandro (51' e 89') e Jorge Ribeiro (57' p.b.)


domingo, 13 de maio de 2007

SERVIÇOS MÍNIMOS...

PAÇOS DE FERREIRA 1 FC PORTO 1

A tremenda responsabilidade que pesava em cima dos atletas azuis e brancos foi notória na exibição produzida hoje na Mata Real.

Perante um adversário difícil, especialmente porque fechou bem e defendeu muito, o FC Porto sentiu desde cedo as dificuldades em encontrar linhas de passe para provocar roturas na defensiva pacense. Quaresma tão apagado quanto desastrado, Anderson falho de inspiração, Lisandro demasiado complicativo e Adriano abandonado na luta com os defesas foram facilitando a tarefa de um adversário que se limitava a destruir.

Apesar de tudo, o golo esteve iminente num remate de Lucho à entrada da área a fazer a bola bater no ferro, aos 13'.

O Paços de Ferreira que apenas defendia foi brindado com um livre muito discutível, aos 21' que Antunes marcou directo à baliza, com ligeiro ressalto na barreira batendo Helton, inaugurando o marcador.

Paraty voltaria a estar em foco aos 24' ao perdoar uma grande penalidade cometida por Luis Carlos ao cortar com a mão uma bola cruzada na sua área que ia na direcção de Lisandro muito bem posicionado na área.

Todos sabemos que o FC Porto para ganhar os seu jogos tem de defrontar muitas vezes duas equipas, a do adversário e da arbitragem, razão pela qual tem que possuir um caudal de jogo muito mais intenso que o dos seus rivais.

Também é verdade que o futebol produzido na primeira parte foi demasiado desgarrado, tristonho, sem grande confiança e algo temeroso.

A perder Jesualdo tinha que intervir. Aos 38' fez sair Paulo Assunção e entrar Jorginho, mas até ao final da 1ª parte não se registaram lances de perigo.

Na segunda metade o Porto tudo fez para alterar o rumo dos acontecimentos mas mais com o coração do que com a cabeça.

Aos 55' nova alteração com a saída de Lisandro para a entrada de Postiga que veio dar outra movimentação ao ataque portista.

Mas foi dos pés de Bosingwa que saíram os lances mais perigosos (57' e 61').

Postiga aos 68' acertou no poste para desespero de todos os portistas e aos 69' Raúl Meireles entrou para o lugar de Anderson. Era a reacção final de uma equipa que sabia que perder aquele jogo era o equivalente a morrer na praia.

Aos 75', na sequência de um canto marcado do lado esquerdo, Pepe desviou de cabeça, a bola foi a Bruno Alves que rematou na passada fazendo a bola embater no guarda-redes Peçanha que instintivamente tocou a bola para a frente onde apareceu Adriano bem colocado a fazer o empate.

A esperança renascia e os atletas sentiram que ainda era possível chegar à vitória. Postiga esteve bem perto de o conseguir ao desviar de cabeça, defeituosamente um bom cruzamento de Quaresma.

O empate final castiga, a incapacidade de entrar no jogo com decisão, alguma apatia, faltas de inspiração e concentração e também o já referido temor, pela responsabilidade do jogo.

Falta agora uma vitória contra o Aves no Dragão!

Jogo disputado no Estádio da Mata Real em Paços de Ferreira com inicio às 19:15 h.

Equipa de arbitragem chefiada por Paulo Paraty - Porto

FC PORTO: Helton; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção (Jorginho 38'), Lucho Gonzalez, Anderson (Raúl Meireles 69') e Quaresma; Lisandro (Postiga 55') e Adriano.

Suplentes não utilizados: Baía, Ricardo Costa, Vieirinha e Renteria.

PAÇOS DE FERREIRA: Peçanha; Mangualde, Geraldo, Luis Carlos e Antunes; Paulo Sousa, Elias e Fahel; Edson, Pedrinha 88'), João Paulo e Cristiano (Renato Queirós 77').

Suplentes não utilizados: Coelho, Emerson, Mojica, Tiago Valente e Leanderson.

Marcadores: Antunes 21' e Adriano aos 75'

O DIA "D"

A difícil deslocação da nossa equipa a Paços de Ferreira será a chave do título.

Somos os únicos que dependemos de nós e temos vontade e talento para garantir o triunfo que nos colocará a um ponto do êxito.

São muitos os portistas que acompanharão a equipa e lhe dispensarão o apoio que necessita.

Pela primeira vez Jesualdo tem todo o plantel à disposição.

Saiba ele escolher os mais aptos, que a magia, a coesão, a ambição e o querer ser campeão dos atletas farão o resto.

Força rapazes, não tenham medo de ser felizes que o título está à espreita. Agarrem-no!

Nós torceremos e acreditamos!

sábado, 5 de maio de 2007

O Título cada vez mais perto

FC PORTO 2 NACIONAL 0

Sem fazer uma exibição de encher o olho, os azuis e brancos encararam este jogo com a responsabilidade que se exigia. O adversário, consciente do árduo trabalho que o esperava tratou de tapar os caminhos da sua baliza tentando impedir que o assalto se tornasse num flagelo.

A verdade é que conseguiu aguentar a baliza inviolável durante 66', muito por culpa da ineficácia dos "atiradores" João Paulo (7' e 23'), Lucho (22'), Lisandro (31' e 39'), Adriano (33' e 45'), Cech (43'), Anderson (58') que desperdiçaram ocasiões flagrantes e ainda por culpa de um homem vestido de negro que anulou mal um golo a Lisandro, aos 10' por pretenso fora de jogo, tendo ainda escamoteado uma grande penalidade sobre Lucho aos 43'.

Mas contra a força não há resistência. A magia de Anderson libertou-se e depois do seu ameaço já referido, aos 66' numa boa combinação com Jorginho fez saltar de contentamento um estádio que aguardava já com alguma ansiedade esse momento sublime, o golo!

"CAMPEÕES OLÉ, CAMPEÕES OLÉ, CAMPEÕES OLÉ" ouviu-se então no Dragão num coro de cerca de 40.000 portistas. Lindo!

O resultado continuava curto e o Nacional não parecia conformado, mas o Porto, já com mais discernimento procurou ampliar e veio a conseguir por Fucile aos 88' depois de assistido por... quem havia de ser? o prodigioso Anderson, suscitando a segunda explosão da noite.

Bosingwa, com uma grande exibição, (foi à linha cruzar repetidas vezes, deixando o seu marcador nas covas, proporcionando muitas das ocasiões acima descritas) foi para mim o melhor em campo. Fucile e Anderson foram os outros destaques pela positiva.

Negativa foi a actuação da equipa de arbitragem chefiada por Cosme Machado de Braga bem como os assobios de alguns portistas mais impacientes e incrédulos.

Jogo no Estádio do Dragão com inicio às 19h15.

F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Ricardo Costa, João Paulo e Fucile; Paulo Assunção (Raul Meireles 56'), Lucho Gonzalez (Ibson 70'), Marek Ceche (Jorginho 56') e Anderson; Adriano e Lisandro Lopez.

Suplentes não utilizados: Vítor Baía, Pepe, Alan e Renteria

NACIONAL: Diego Benaglio; Patacas, Cardoso, Ávalos, Ricardo Fernandes e Alonso; Cléber (Pateiro 61'), Bruno (Leandro do Bomfim 72') e Juliano; Diego José e Rodrigo (Cássio 74').

Suplentes não utilizados: Rafael Bracalli, Bruno Basto, Zé Rui e Zé Vítor.

Marcadores: Anderson (66') e Fucile (88')