sábado, 11 de abril de 2009

COM TRANQUILIDADE

FICHA DO JOGO

(Clicar no quadro para ampliar)

Foi com toda a tranquilidade que o FC Porto venceu o Estrela da Amadora, uma equipa que apesar de treinar pouco em função dos problemas financeiros que assolam a equipa, joga um pedaço mais do que outros que treinam todos os dias e que se não têm o habitual colinho da arbitragem... perdem.

O Estrela também perdeu mas bateu-se muito bem. Entrou até melhor no jogo, aproveitando bem a apatia geral dos jogadores portistas. Foi atrevido e mostrou bons pormenores técnicos, quiçá aqueles de que uma semana antes fizera alarde, num estádio da capital do império, aí sem qualquer êxito exclusivamente por acção de um árbitro apostado em favorecer outras cores.

Apresentando-se com algumas alterações no seu xadrez, como era de esperar, Andrés Madrid, no lugar de Fernando, Farías no de Lisandro e Mariano em vez de Hulk, só por volta dos vinte minutos o FC Porto conseguiu encontrar o melhor ritmo e partir para uma exibição mais consistente.

Bruno Alves abriu a contagem aos 29' na marcação de um livre directo a cerca de 30 metros da baliza e até ao intervalo o sinal mais foi sempre do FC Porto ainda que sem grandes lances a assinalar.

A segunda parte começou com nova gestão do plantel, com as saídas de Meireles e Rodríguez entrando para os seus lugares Guarín e Hulk. Com o «incrível» em campo, obviamente subiu a qualidade do espectáculo, a quantidade de oportunidades e os golos. Neste particular Farías foi o mais esclarecido facturando à sua conta mais dois tentos, colocando o marcador em números claros, permitindo à equipa gerir o esforço e controlar o adversário.
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Lucho Gonzalez foi o maestro que comandou toda a manobra portista. Temperou os ritmos, calibrou a cadência de jogo, ora mais lenta ora mais rápida e cotou-se, em minha opinião, como o melhor em campo. Sapunaru e Farías foram outros expoentes desta equipa.

A contagem decrescente para o tetra continua assim em bom ritmo.

Antes do início da partida, o Sr. Hermínio, aproveitando a época pascal, lá se decidiu a percorrer a via sácra, debaixo de uma vaia monumental, para entregar de forma apressadíssima, não uma mas as duas taças que a Liga nos estava a dever.








quarta-feira, 8 de abril de 2009

CAMPEÕES EM DUAS RODAS

O Ciclismo foi uma modalidade muito acarinhada pelos portugueses em geral e os portistas em particular.

Apareceu no Clube em 1945 sendo suspensa em 1984. Ao longo dos 39 anos de actividade o FC Porto formou grandes campeões da modalidade, de que destaco Fernando Moreira o primeiro ciclista dos azuis e brancos a vencer a Volta a Portugal em Bicicleta no ano de 1948, prova que começou a ser disputada desde 1927, ainda que com algumas interrupções (1928, 1930, 1936,1937,1942,1943,1944 e 1945, foram anos em que não houve prova), com domínio absoluto dos corredores do Sul do país.

Equipa que venceu individual e colectivamente a Volta a Portugal em 1948. Da esquerda para a direita: Fernando Moreira, Moreira de Sá, Dias dos Santos, Aniceto Bruno, Joaquim Costa, Joaquim Sá, Amândio Cardoso, Grausse e Berrendero.

A aposta do FC Porto nesta modalidade fez virar essa tendência, uma vez que o entusiasmo em redor do ciclismo proporcionou um investimento sério na formação de uma equipa forte, capaz de por em causa a supremacia sulista, onde pontificavam para além do referido Fernando Moreira, ciclistas como Onofre Tavares, Moreira de Sá e Dias dos Santos entre outros.

Na imagem, da esquerda para a direita: Fernando Moreira (de amarelo), Moreira de Sá e Sousa Cardoso

O FC Porto ganhou por doze vezes a Volta a Portugal, prova rainha da modalidade em Portugal, quer individual quer colectivamente.

Fernando Moreira (1948), António Dias dos Santos (1949 e 1950), Moreira de Sá (1952), Carlos Carvalho (1959), Sousa Cardoso (1960), Mário Silva (1961), José Pacheco (1962), Joaquim Leão (1964), Joaquim Santos (1979), Manuel Zeferino ( 1981) e Marco Chagas (1982) foram os vencedores individuais enquanto colectivamente o FC Porto triunfou em 1948, 1949, 1950, 1952, 1955, 1958, 1960, 1964, 1969, 1979, 1980 e 1981.

Na imagem, da esquerda para a direita: Sousa Santos, Joaquim Leão e Marco Chagas

Ainda hoje detém o maior número de Voltas ganhas (12) contra 9 do Benfica e também 9 do Sporting.

Fontes: Figuras e Factos 1893 - 2005, de J.Tamagnini Barbosa e Manuel Dias; Memorial FC Porto 100 Glórias, de Júlio Magalhães e Fotobiografia, de Rui Guedes.

terça-feira, 7 de abril de 2009

DIMENSÃO INTERNACIONAL

FICHA DO JOGO

Ao rubricar uma exibição fortemente personalizada em Old Trafford, o FC Porto demonstrou mais uma vez ser a única equipa portuguesa com dimensão internacional.

Os Dragões apresentaram-se na sua máxima força, mas ainda sem Fucille. Mal o jogo começou, foi evidente a disposição portista de mostrar a dimensão do seu futebol, colocando em respeito o todo poderoso Campeão mundial, europeu e inglês, o Manchester United, de tal maneira que logo aos 4' minutos de jogo logrou adiantar-se no marcador por Rodriguez que aproveitou um bom passe de Lucho Gonzalez, atirando a contar. Já um pouco antes Lisandro Lopez avisara com um potente remate que Van der Sar defendeu com uma estirada espectacular.

Era o sinal mais dos tricampeões nacionais que não se deixaram impressionar com o ambiente ensurdecedor do repleto estádio de Old Trafford, registando a presença de cerca de 2.000 vibrantes portistas, cujas manifestações calaram em muitos momentos a maioria britânica.

Em vantagem no marcador e com o jogo controlado, Bruno Alves, num momento de rara desconcentração e desatenção, com a bola perfeitamente dominada, ofereceu o ouro ao bandido, com uma assistência inacreditável a Rooney que não se fez rogado. Um balde de água gelada que fez arrefecer a confiança e a forma autoritária com que os azuis e brancos iniciaram a partida.

Mas o Dragão recompôs-se e voltou a importunar o último reduto inglês com remates perigosos que não surtiram o efeito desejado.

No segundo tempo o Manchester entrou mais perigoso obrigando o FC Porto a recuar mais no terreno. A defesa portista foi dando conta do recado mas as saídas para o contra-ataque pecaram por falta de ligação, muita precipitação e sobretudo por muita ansiedade. Hulk, muito bem anulado por Vidic, Lisandro algo trapalhão e Rodriguez precipitado, juntando-se Raul Meireles desastrado no passe, não conseguiam manter a mesma coesão e perigosidade da primeira metade.

Carlos Tévez a poucos minutos do fim fez explodir o Old Trafford com um golo de oportunidade concluindo uma bela jogada, dando a ideia que a tradição afinal ainda é o que era. Puro engano, o Dragão arranjou um último folego e, com classe chegou ao empate por Mariano Gonzalez que tinha entrado para o lugar de Rodriguez. A festa era agora azul e branca.

Numa exibição colectiva muito interessante, Fernando foi enorme e para mim o melhor elemento em campo. Também Cissokho esteve em alta bem como Helton.

O resultado embora favorável, pois os golos marcados fora são sempre importantes, vai exigir um FC Porto em alta na segunda mão para eliminar esta excelente equipa inglesa.

O CONTADOR DA «CORAGEM»!



sábado, 4 de abril de 2009

MAIS TRÊS «ENVELOPES» NO CAMINHO PARA O TÍTULO


FICHA DO JOGO

O título deste post é, como devem ter percebido, a transcrição da tarja que os Super Dragões exibiram em Guimarães após o terceiro golo portista que «sentenciou» o resultado da partida. Oportuna e contundente! Adorei.

Sem Lucho Gonzalez e Rodriguez, de início no banco em gestão de esforço e Lisandro Lopez, castigado, o FC Porto entrou decidido no jogo transmitindo que pretendia resolver cedo para poder gerir o tempo e o esforço, face ao importante compromisso europeu que se avizinha.

O guarda-redes vimaranense Nilson negou por duas vezes o golo nos instantes iniciais, ao defender os potentes e surpreendentes remates de longa distância de Ernesto Farías e Hulk, aos nove e doze minutos, respectivamente. O FC Porto continuou a «cavalgada» à baliza minhota, mas acabaria por ser o Guimarães a marcar por Roberto, aos 19', num lance fortuito que nasceu de um cruzamento da esquerda que tabelou em Sapunaru, fazendo Rolando falhar a intercepção de cabeça, sobrando a bola para o avançado adversário que num toque subtil surpreendeu Helton. Duro revés para quem tinha assumido as despesas da partida, prémio imerecido para quem tudo fazia para evitar a derrocada, recorrendo de forma sistemática ao jogo faltoso com a passividade de Carlos Xistra que, só depois de sexta ou sétima falta sobre Hulk, lá se dicidiu a assinalar.

Os tricampeões nacionais continuaram com o seu futebol mais perigoso e esclarecido que Nilson foi resolvendo.

No reatamento o FC Porto voltou a entrar forte e deu ao marcador a expressão mais justa ao labor desenvolvido, com a reviravolta do marcador em seis minutos fulminantes. Raúl Meireles cruzou com conta, peso e medida para o coração da área onde Ernesto Farías apareceu lesto e decidido a dar a melhor sequência, impondo a igualdade aos 52' para seis minutos depois Mariano Gonzalez desviar, dentro da área , um remate defeituoso de Tomás Costa e enganar Nilson.

O Guimarães quebrou durante algum tempo e o Porto pode então descansar um pouco.

A dois minutos do final Rolando acorreu de forma fulgurante a um canto da esquerda marcado por Lucho Gonzalez e de cabeça bateu Nilson pela terceira vez.

Ficou assim desbravado de forma categórica o caminho rumo ao tetra. Hulk merece a distinção neste jogo pela sua forma enérgica de jogar, só travada à custa da «sarrafada» que os homens do apito fingem não perceber.

Jesualdo Ferreira consegue, com esta vitória, a oitava consecutiva fora de casa, superar o marca de Mourinho que era de sete, mas ainda longe das onze de António Oliveira.

Estamos a sete jogos (nem tanto) de se voltar a fazer a festa.





sexta-feira, 3 de abril de 2009

CONDENADO NA PRAÇA PÚBLICA, ABSOLVIDO NOS TRIBUNAIS

A verdade ainda é como o azeite, vem sempre ao de cima.

Conforme a esmagadora maioria dos portistas esperavam, Pinto da Costa viu o Tribunal absolvê-lo dos crimes de que era acusado pela equipa especial da PGR, chefiada pela Dra. Maria José Morgado.


Foi o epílogo lógico contra a atitude persecutória de quem tem a obrigação de zelar pela justiça, em vez de proteger gente sem carácter e escrúpulos, capaz de se vender para manter o "status" que tão nobremente lhe tinha sido oferecido e não soube preservar.

É inaceitável que num país democrático a Procuradoria Geral da República tenha tido uma actuação tão parcial, defendendo e aceitando versões não provadas, ditadas pela sede de vingança de testemunha pouco ou nada credível, qualidade alias posta em causa pela própria equipa de investigação que utilizando esse argumento lhe desvalorizou a confissão de um crime grave de agressão e tentativa de homicídio, ignorando entre outros factos um dossier anónimo, aparentemente emanado da PJ, que levantava outros suspeitos e outros crimes.

Ficou mais uma vez demonstrado, para quem ain
da tivesse dúvidas, que o Apito Dourado não passou de uma mera tentativa de assassinato desportivo contra a maior figura do desporto nacional de todos os tempos.

Jornalistas oportunistas, despidos de ética e de deontologia profissional, serviram-se cobardemente dos lugares privilegiados que ocupam na Comunicação Social, para lançar uma forte campanha de intoxicação da opinião pública, procedendo a um autêntico linchamento popular, usando e abusando das mais diversas ficções, inventadas por uma alternadeira frustrada, que Pinto da Costa ingenuamente sonhou recuperar e transformar numa senhora digna de todo o respeito, devidamente manipulada
e instrumentalizada por uma pseudo jornalista que modificou ao sabor de interesses inconfessáveis o teor dos textos originais do livro que serviu de base a toda a tramóia.

Esta decisão do Tribunal constitui por isso, uma derrota pesada, clara e inequívoca para as intenções evidentes dos Cartaxanas, Delgados, Santos, Manhas, Baptistas, Tadeias, Pinhões, Vasconcelos e demais medíocres deste país, puxa-sacos e aduladores do principal mentor e patrocinador desta artimanha, o hipócrita mascarado de defensor da verdade desportiva e transparência, apanhado em escutas telefónicas a escolher o árbitro para um jogo do seu clube e no balneário da equipa de arbitragem num encontro no seu estádio.

Também para os responsáveis desportivos que precipitadamente, pressionados e chantagiados por chico-espertos, cometeram o maior erro jurídico, castigando prematuramente, baseados em certidões da PGR e em relatos de uma mentirosa compulsiva, sem direito a contraditório, ambos ridicularizadas posteriormente pelos magistrados que apreciaram e arquivaram quase todos os processos.


Ainda para a PGR e PJ que apostaram forte, em meios humanos e financeiros, frenética e obsessivamente empenhados em oferecer ao país um «troféu» de inegável qualidade como bandeira da sua eficácia.


Para que a justiça se complete deve o FC Porto exigir a anulação do injusto castigo desportivo, a suspensão imediata do mandato da direcção da Liga, a irradiação do futebol dessa figura prepotente e ridícula que lidera a Comissão de Disciplina da Liga, bem como o pagamento de uma indemnização exemplar, que jamais reparará os estragos que a imagem de Pinto da Costa e o FC Porto sofreram.

Deve igualmente exigir desculpas públicas a Platini pela leviandade das suas injustas insinuações.

Pinto da Costa vê finalmente a sua honestidade reconhecida mas não ficará nunca livre de novas ameaças da escumalha que avidamente lhe preparará no futuro.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

HÓQUEI EM CAMPO - MODALIDADE DE CAMPEÕES EXTINTA

Outra modalidade com grandes tradições dentro do FC Porto foi o Hóquei em campo, que conquistou vários campeonatos nacionais e regionais. Jogado em campos pelados as equipas eram compostas por onze jogadores.

Esta modalidade teve o seu início de actividade no Clube em 1929, graças aos esforços de José Teixeira Júnior, Carlos Diogo Moreira e do jornalista Rodrigues Teles, secundado pelo súbdito inglês Brunel Evans. O jogo de baptismo realizou-se em 1929, em Vila Nova de Gaia, no Campo Soares dos Reis frente ao Vilanovense. Forneceu excelentes jogadores, casos de Mário Capitão, Victor Ramalho, dr. Lino Ferreira, Agostinho Pena, engº Hugo Lopes, F. Trindade, A. Saraiva, Venceslau, Rui Baptista, entre outros.

A equipa dominadora da modalidade foi e é o Ramaldense, equipa com quem o FC Porto se bateu galhardamente e que ainda se mantém em actividade. Ainda assim, dos chamados três grandes são os Dragões que registam maior número de títulos (7).

Palmarés: Campeões nacionais da 1ª Divisão em 1951/52, 1961/62, 1963/64, 1967/68, 1973/74, 1975/79 e 1977/78.Vencedor da Taça de Portugal em 1979/80.

Em 1989 por falta de apoios a modalidade foi suspensa.

Equipa que venceu o campeonato de 1951/52. Da esquerda para a direita, em baixo: Manuel Verde, José Guedes, Fernando Moura, Wenceslau Teixeira, Lino Ferreira e Mário Capitão; Em cima: Belmiro Medeiros (Chefe de Secção), José Luis, Manuel Pires, Júlio Silvano, José Pinto, Eugénio Soares, Artur Pereira, Carlos Pinto e Francisco Gonçalves (Massagista).

Fontes: Figuras e Factos 1893-2005 de J. Tamagnini e Manuel Dias; História Oficial do FC Porto de Alfredo Barbosa e Revista Dragões