Cerca de 48.000 espectadores, entre os quais 3.000 ruidosos e entusiastas bracarenses, coloriram e criaram um ambiente digno de um verdadeiro espectáculo de futebol de alto nível.
Ambas as equipas evidenciaram respeito e algum temor pelo adversário, tornando o jogo muito pausado, algo lento e muito táctico. O Sp. de Braga dominou o meio campo durante a primeira vintena de minutos, sem no entanto importunar a baliza portista. As defesas iam tapando o caminho, não dando grandes hipóteses de remate e as jogadas de ruptura quase não existiam.
Foi, por isso, de bola parada que o marcador funcionou. Aos 15' Fernando é obrigado a incorrer em falta para travar Vandinho e na marcação do livre directo, Luis Aguiar apontou superiormente inaugurando o marcador.
O FC Porto reagiu de pronto e aos 20' Hulk, na cobrança de um livre fez a bola estourar na barra, para aos 33' inventar um espaço e centrar na direita para o desvio de cabeça de Silvestre Varela. Estava restabelecida a igualdade num jogo que crescia de intensidade e emoção.
Os Dragões entraram melhor no segundo tempo com Hulk endiabrado, mas a sorte voltaria a bafejar para os visitantes.
Lima flectiu da esquerda para o centro e rematou fortíssimo. Helton ainda esboçou a defesa, mas atrasado, só conseguiu ver a bola no fundo da baliza. O Braga voltava a adiantar-se no marcador sem ter feito muito para isso.
Não demorou a resposta portista. Dois minutos volvidos, Falcao tocou em habilidade, Elderson escorregou e Hulk aproveitou para fuzilar Felipe. Novo empate num jogo empolgante.
Mas o FC Porto ambicionava mais enquanto o Braga parecia mais preocupado em manter o empate.
Aos 70' Falcao ganha a Moisés, vai buscar a bola à esquerda e flecte para o centro, pressionado por Miguel Garcia. Cai na área, a bola sobra para Varela. Dois toques e um disparo fulminante fazendo a bola beijar as malhas, provocando uma explosão de alegria nas hostes portistas que assistiam a um espectáculo repleto de emoção.
Os azuis e brancos estavam finalmente à frente do marcador, dando-lhe uma expressão mais justa. Afinal, pertenceram-lhe as mais claras situações de golo.
Foi um jogo, ainda que sem grandes primores técnicos valeu pela intensidade e emoção. Houve desempenhos que merecem destaque. Hulk, o homem do jogo. Esteve particularmente bem em todos os capítulos do jogo. Rematou muito, mandou algumas bombas, driblou, correu, assistiu Varela no primeiro golo e marcou. Que pedir mais a um avançado? Fernando, Belluschi e Silvestre Varela (seja bem-vindo desde a supertaça), foram os mais regulares.
André Villas-Boas, passou incólume a esta prova de fogo, mantendo o Clube na senda vitoriosa, ganhando pontos a todos os directos competidores na luta pelo título, acumulando uma vantagem pontual que começa a ser confortável mas não decisiva.
Uma menção também ao conjunto do Sp. de Braga que vendeu cara a derrota e mostrou estar de novo na luta pelo campeonato.























