domingo, 12 de setembro de 2010

VITÓRIA IMPORTANTE NUM JOGO EMOCIONANTE

FICHA DO JOGO

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O Estádio do Dragão engalanou-se para assistir à primeira grande prova de fogo de André Villas-Boas, esta época, sim porque como se viu o jogo da Supertaça, não passou de um jogo bem conseguido frente a uns «sarrafeiros» que nem correr sabem.

Cerca de 48.000 espectadores, entre os quais 3.000 ruidosos e entusiastas bracarenses, coloriram e criaram um ambiente digno de um verdadeiro espectáculo de futebol de alto nível.

Ambas as equipas evidenciaram respeito e algum temor pelo adversário, tornando o jogo muito pausado, algo lento e muito táctico. O Sp. de Braga dominou o meio campo durante a primeira vintena de minutos, sem no entanto importunar a baliza portista. As defesas iam tapando o caminho, não dando grandes hipóteses de remate e as jogadas de ruptura quase não existiam.

Foi, por isso, de bola parada que o marcador funcionou. Aos 15' Fernando é obrigado a incorrer em falta para travar Vandinho e na marcação do livre directo, Luis Aguiar apontou superiormente inaugurando o marcador.

O FC Porto reagiu de pronto e aos 20' Hulk, na cobrança de um livre fez a bola estourar na barra, para aos 33' inventar um espaço e centrar na direita para o desvio de cabeça de Silvestre Varela. Estava restabelecida a igualdade num jogo que crescia de intensidade e emoção.

O incrível Hulk começava a espalhar o pânico na defesa bracarense e até ao intervalo ainda deixou algum frisson, primeiro num remate que Felipe encaixou, depois noutro que passou violentamente a rasar a baliza arsenalista.

Os Dragões entraram melhor no segundo tempo com Hulk endiabrado, mas a sorte voltaria a bafejar para os visitantes.

Lima flectiu da esquerda para o centro e rematou fortíssimo. Helton ainda esboçou a defesa, mas atrasado, só conseguiu ver a bola no fundo da baliza. O Braga voltava a adiantar-se no marcador sem ter feito muito para isso.

Não demorou a resposta portista. Dois minutos volvidos, Falcao tocou em habilidade, Elderson escorregou e Hulk aproveitou para fuzilar Felipe. Novo empate num jogo empolgante.

Mas o FC Porto ambicionava mais enquanto o Braga parecia mais preocupado em manter o empate.

Aos 70' Falcao ganha a Moisés, vai buscar a bola à esquerda e flecte para o centro, pressionado por Miguel Garcia. Cai na área, a bola sobra para Varela. Dois toques e um disparo fulminante fazendo a bola beijar as malhas, provocando uma explosão de alegria nas hostes portistas que assistiam a um espectáculo repleto de emoção.

Os azuis e brancos estavam finalmente à frente do marcador, dando-lhe uma expressão mais justa. Afinal, pertenceram-lhe as mais claras situações de golo.

Foi um jogo, ainda que sem grandes primores técnicos valeu pela intensidade e emoção. Houve desempenhos que merecem destaque. Hulk, o homem do jogo. Esteve particularmente bem em todos os capítulos do jogo. Rematou muito, mandou algumas bombas, driblou, correu, assistiu Varela no primeiro golo e marcou. Que pedir mais a um avançado? Fernando, Belluschi e Silvestre Varela (seja bem-vindo desde a supertaça), foram os mais regulares.

André Villas-Boas, passou incólume a esta prova de fogo, mantendo o Clube na senda vitoriosa, ganhando pontos a todos os directos competidores na luta pelo título, acumulando uma vantagem pontual que começa a ser confortável mas não decisiva.

Uma menção também ao conjunto do Sp. de Braga que vendeu cara a derrota e mostrou estar de novo na luta pelo campeonato.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PROVA DE FOGO!

Esta sábado regressa ao Estádio do Dragão a Liga Zon Sagres. Será, em minha opinião, a primeira grande prova de fogo de André Villas-Boas, frente à forte equipa do Braga, moralizada e orientada por um técnico competente e ambicioso.

As interrupções do campeonato ocasionaram, num passado recente, momentos de perda de rendimento, concentração e algum desgaste, principalmente nos diversos internacionais portistas, alguns deles sujeitos a longas viagens intercontinentais. Desta vez só Falcao se pode queixar.

Uma vitória isolaria ainda mais a liderança portista, sendo esse o objectivo.


A paragem permitiu a recuperação física de Sapunaru e Varela e ainda deu algum tempo para que o recente reforço argentino se pudesse aclimatar. Nicolas Otamendi é mesmo a grande novidade na convocatória do F.C. Porto para este jogo e poderá, quem sabe, fazer a sua estreia.

O técnico deixou de resto de fora das opções James Rodriguez (trabalhou com limitações durante a pausa na Liga) e Sereno. Mariano González e Guarín, a cumprirem treino condicionado, são os únicos clientes do departamento clínico dos Dragões.


Lista de convocados

Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Sapunaru, Fucile, Rolando, Maicon, Otamendi e Alvaro Pereira;
Médios: Fernando, João Moutinho, Belluschi, Souza e Rúben Micael;
Avançados: Hulk, Falcao, Walter, Cristian Rodríguez e Silvestre Varela.

EQUIPA PROVÁVEL


Competição: Liga Zon/Sagres - 4ª Jornada
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 11 de Setembro de 2010 às 21
:15 h
Árbitro: Pedro Proença - A.F. Lisboa
Transmissão: Tvi

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FRAGMENTOS DA HISTÓRIA EM LIVRO

A elaboração do meu primeiro livro, «BAÚ DE MEMÓRIAS» (recordação dos momentos mais altos, por mim vividos desde 1969, ano da minha filiação ao Clube) despertou em mim uma vontade incomensurável de recolher num só volume, uma série de fragmentos da história do FC Porto, desde a sua fundação, até agora dispersas em várias publicações.

«FRAGMENTOS DA HISTÓRIA DE UM CLUBE SECULAR», é este o nome do meu segundo trabalho, representa um esforço de pesquisa moroso, paciente, minucioso, por vezes difícil face a divergências verificadas entre as várias fontes, mas no final muito gratificante.

Estudar e descobrir a recheada história de um grande Clube, que desde a primeira hora se propôs ser um dos melhores de Portugal e dar-se a conhecer aos quatro cantos do mundo, foi no mínimo tarefa tão emocionante quanto apaixonante.

A evocação dos momentos, personagens, equipas e atletas que contribuíram para elevar bem alto o nome e prestigio do FC Porto, naturalmente não esgotam o rico historial do Clube, tão só representam parte dessa história, quiçá ínfimas parcelas a que eu tive acesso.


Apresentação:

Livro com 90 páginas em formato A4
Interior impresso a 4/4 cores em couché brilho 135 g
Capa impressa em 4/0cores em couché 250 grs
Acabamentos em brochado


Os interessados devem contactar-me pelo mail Dragaopentacampeao@gmail.com

Aproveito para divulgar também o meu primeiro trabalho, para quem ainda não conhece.

«BAÚ DE MEMÓRIAS» constituiu para mim uma espécie de veículo, que me transportou numa viagem de sonho, aos êxitos inesquecíveis e reais do FC Porto, vividos de forma efusiva e orgulhosa, por pertencer desde cedo a este tão prestigioso Clube.

Aqui ficam recordados momentos, personagens, equipas e atletas que contribuíram para elevar bem alto o nome e prestígio do FC Porto e cujos destaques são obviamente da minha inteira responsabilidade.

Sócio por vontade própria desde 1969, altura em que pude disponibilizar o dinheirinho indispensável para dedicar a esta paixão, foi pois natural que esta "viagem" começasse com a visita aos primeiros êxitos pós filiação, sem desprezar naturalmente alguns dos anteriores, que de forma menos directa fui capaz de acompanhar e viver com o mesmo entusiasmo e que terão de algum modo, apesar de escassos, contribuído para fazer crescer em mim essa vontade irreversível de me tornar membro de tão ilustre família.

Foi um trabalho que me deu muito gozo executar, exigindo alguma pesquisa no sentido de precaver eventuais traições de memória, tantos os momentos gloriosos saboreados ao longo destes anos.


Apresentação:

Livro com 120 páginas em formato A4
Interior impresso a 4/4 cores em couché brilho 135 g
Capa impressa em 4/0cores em couché 250 grs
Acabamentos em brochado

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ROBERTADA DE EDUARDO PRECIPITOU O NAUFRÁGIO

FICHA DO JOGO

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De «robertada» em «robertada», Portugal vai hipotecando a possibilidade de uma classificação honrosa para a fase final do Europeu/2012.

Agostinho Oliveira, promoveu três alterações em relação ao jogo contra Chipre. Sílvio, no lugar de Miguel; Miguel Veloso, em vez do lesionado Fábio Coentrão e Tiago ocupando a posição de Dany.

Apesar destas alterações, a equipa portuguesa começou por acusar sinais de intranquilidade, não evitando dois ou três calafrios em jogadas aéreas, na sequência principalmente de lançamentos laterais compridos e bem executados.

Recompôs-se rapidamente, tomou conta do jogo e criou a mais soberana ocasião de golo, estavam decorridos apenas cinco minutos. Miguel Veloso desmarcou Raul Meireles, que sem oposição e na cara de Knudsen, preferiu rematar de primeira, fazendo a bola sair muito por cima da trave da baliza.

A atravessar um momento menos bom, Eduardo que já não esteve bem em Guimarães, voltou a pôr em risco as suas redes ao sair em falso a um cruzamento, colocando a Noruega a centímetros do golo, um pouco antes de cometer a «robertada» que precipitaria o descalabro.

Aos 22 minutos, Sílvio atrasou a bola com absoluta segurança e Eduardo, com espaço e todo o tempo do mundo, permitiu displicentemente a aproximação de Carew, que em carrinho tocou a bola para Huseklepp empurrar para as redes desertas, inaugurando o marcador. Inqualificável!

Portugal procurou reagir e, por duas vezes, ficou perto de restabelecer o empate. Primeiro num perigoso remate de longe de Manuel Fernandes, à passagem do minuto 27 e, depois, num pontapé livre cobrado por Hugo Almeida, que sofreu um desvio num defesa e quase enganou o guardião, Jon Knudsen. Eram por demais evidentes as dificuldades portuguesas para construir lances perigosos frente ao bem organizado bloco norueguês, pelo que o resultado não sofreu alterações até ao intervalo.


Portugal surgiu sem alterações no seu xadrês e, logo a abrir o segundo tempo a Noruega esteve muito perto de avolumar o resultado, por duas ocasiões. A selecção portuguesa parecia aturdida e sem capacidade de reacção, acusando incapacidade para dar a volta ao resultado e pior que isso, incorrendo em infantilidades defensivas, como a de Ricardo Carvalho ao oferecer a bola dentro da área a um adversário que se encontrava nas suas costas.

Agostinho Oliveira demorou a mexer na equipa. Aos 72' fez entrar Danny para o lugar de Tiago mas pouco mudou. Os ataques portugueses continuavam a morrer no sólido muro norueguês e a defesa sempre que os nórdicos colocavam em campo mais velocidade e determinação, entrava em pânico. Liedson ainda foi chamado aos 84' , quando a expectativa de virar o resultado já era praticamente uma miragem.

Destaques positivos para o estreante Sílvio, Tiago e em alguns momentos Ricardo Quaresma.

Resta acrescentar que os três portistas desta selecção ficaram sentados no banco!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

VENCER, A ÚNICA POSSIBILIDADE PARA SONHAR

Sem Fábio Coentrão afastado por lesão muscular contraída frente ao Chipre, a Selecção Nacional treinou esta segunda-feira em Oslo, numa sessão à porta aberta em que Agostinho Oliveira contou com todos os restantes jogadores, com alterações no «onze» à vista.

Para o lado esquerdo da defesa deve entrar Miguel Veloso, admitindo-se ainda que Sílvio ganhe lugar na lateral direita, face ao descalabro exibicional de Miguel, em Guimarães. Prevejo também alterações no meio-campo (espero ver a titular João Moutinho, um dos três portistas convocados).

Portugal defronta a Noruega (vencedor por 2-1, na Islândia na 1ª jornada) em Oslo, no segundo jogo de qualificação para o Euro 2012 e quatro dias depois do embaraçoso empate caseiro com o Chipre, a quatro golos.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Euro/2012 - Fase de qualificação - 2ª Jornada Grupo H
Palco:
Estádio
Ullevaal - Oslo
Data e hora:
7 de Setembro de 2010 às 19:30 h
Árbitro:
Laurent Duhamel - França
Transmissão:
RTP 1

sábado, 4 de setembro de 2010

DESASTRE DEFENSIVO!

FICHA DO JOGO


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A equipa nacional cedeu um inesperado empate frente a uma equipa de menor classe e potencial, muito graças a erros defensivos de palmatória.

O Chipre nunca antes sequer tinha empatado frente a Portugal e, mais impressionante ainda, só tinha logrado marcar dois golos nas oito anteriores partidas entre as duas selecções. Os visitantes precisaram apenas de três minutos para ganharem vantagem no Estádio D. Afonso Henriques.

Com Miguel alheado da jogada, Aloneftis combinou bem com Konstantinou aparecendo isolado perante Eduardo, que tinha saído da baliza a tentar encurtar o ângulo, com o médio cipriota a executar um "chapéu" fazendo a bola entrar calmamente na baliza portuguesa.

Portugal reagiu bem à adversidade e restabeleceu a igualdade cinco minutos volvidos, quando Nani cruzou bem da direita, aparecendo Hugo Almeida a facturar com um vistoso desvio de cabeça para o poste mais distante da baliza à guarda de Georgallides.

O Chipre voltaria a beneficiar de novo erro defensivo de Portugal para fazer o 2-1 aos 11 minutos. Raul Meireles, ao tentar controlar uma bola enviada para as costas do sector defensivo português, colocou a bola ao alcance de Konstantinou que agradeceu o brinde aproveitando para tirar Eduardo do caminho, atirando a contar.

Novamente obrigado a correr atrás do prejuízo, Portugal lançou-se desesperadamente no ataque, logrando os seus intentos ao minuto 29, num remate de fora da área de Raul Meireles que bateu Georgallides. Apesar do intenso domínio e do desperdício de boas oportunidades, a verdade é que o intervalo chegou com as duas equipas empatadas a dois golos.

Na etapa complementar Portugal apareceu disposto a fazer reverter o resultado a seu favor. Aos 50 minutos, Ricardo Quaresma cobrou um canto no lado esquerdo que a defesa cipriota não conseguiu anular por completo, tendo o esférico sobrado para Coentrão, que parou no peito e cruzou para o cabeceamento vitorioso de Danny.

Todos acreditaram que, com Portugal pela primeira vez em vantagem no marcador, já não deixaria fugir a vitória, contudo, sete minutos volvidos os cipriotas voltariam a aproveitar a desconcentração da defesa portuguesa para repor a igualdade.

Portugal foi rápido a responder e três minutos mais tarde, Manuel Fernandes ao desferir um remate indefensável de pé direito ainda de fora da área, dava nova vantagem à equipa portuguesa. Estava feito o 4-3.

O ritmo frenético da partida e do marcador abrandou finalmente, apesar de Nani e Liedson ainda terem acertado nos ferros da baliza cipriota. Tal desperdício viria a revelar-se fatal aos 89 minutos, já que Avraam aproveitou nova falha defensiva portuguesa para apontar o 4-4 final.

Resultado que castiga a péssima prestação defensiva da equipa portuguesa.

Destaque para os bonitos golos portugueses e para a exibição de Ricardo Quaresma, o melhor jogador em campo.

O portista João Moutinho foi chamado ao jogo a dez minutos do final, sem tempo para se fazer notar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SEM QUEIRÓS, MAS PARA GANHAR!

A selecção nacional está a preparar o jogo de amanhã, em Guimarães frente à congénere cipriota, sem o treinador principal Carlos Queirós, como se sabe, vítima de mais uma arbitrariedade da justiça desportiva à portuguesa.

O grupo acusa algumas ausências importantes: Deco, Paulo Ferreira e Simão Sabrosa por renúncia; Bosingwa, Pepe, Duda, Pedro Mendes e Cristiano Ronaldo, por lesão. Também Silvestre Varela, apesar de inicialmente convocado, acabou dispensado igualmente por problemas físicos.

Apesar de todas as contrariedades, a aposta desta equipa continua a ser garantir a presença de Portugal na sétima fase final consecutiva de uma grande competição (quinto Europeu seguido).

LISTA DOS CONVOCADOS

FC PORTO: Beto, Rolando e João Moutinho
Braga: Sílvio
Sporting:Nuno André Coelho, Yannick Djaló e Liedson
Benfica: Fábio Coentrão
Zénit São Petersburgo: Bruno Alves e Dany
Liverpool: Raul Meireles
Werder Brenen: Hugo Almeida
Besiktas: Ricardo Quaresma
Real Madrid: Ricardo Carvalho
Génova: Eduardo e Miguel Veloso
Valência: Miguel e Manuel Fernandes
Atlético Madrid: Tiago
Manchester United: Nani

Portugal faz parte do Grupo H, com Chipre, Noruega, Dinamarca e Islândia.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Euro/2012 - Fase de qualificação - 1ª Jornada Grupo H
Palco:
Estádio D. Afonso Henriques - Guimarães
Data e hora:
3 de Setembro de 2010 às 20:45 h
Árbitro:
Mark Clattenburg - Inglaterra
Transmissão:
RTP 1