sábado, 28 de novembro de 2009

ARTILHARIA PESADA PARA DERRUBAR NAU VILACONDENSE

De regresso à Liga, no rescaldo do recente desaire diante do Chelsea, o FC Porto vai receber o Rio Ave, sexto classificado com apenas uma derrota, numa altura em que os Dragões não vencem para o Campeonato à duas jornadas consecutivas (empate com o Belenenses e derrota com o Marítimo).

Espera-se dos vilacondenses uma toada defensiva, na tentativa de travar o natural ímpeto atacante dos portistas, razão pela qual, as dificuldades de penetração daí inerentes a somar à habitual falta de soluções da equipa azul e branca, ainda longe de produzir um futebol demolidor, vão certamente fazer-se sentir.

Creio que vamos continuar a assistir à «catrefada» de passes mal executados, de lançamentos compridos mal dirigidos, à perda de bolas inacreditáveis, de alguns remates caricatos e de oportunidades escandalosamente desperdiçadas. Sinceramente gostava que tal não passasse de mero e injustificado pessimismo da minha parte. A ver vamos.

Apesar de tudo continuo a acreditar que vamos ganhar! Trata-se da chama do Dragão, que no meu caso, permanece eternamente intensa, quaisquer que sejam as performances e os resultados.

Jesualdo Ferreira deixou de novo Helton fora das opções, aparentemente por motivos de incapacidade física. Fucille de regresso é a boa notícia. Os convocados são os seguintes: Beto, Nuno, Fucille, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, Raul Meireles, Belluschi, Guarín, Valeri, Hulk, Silvestre Varela, Falcao, Farías e Cristian Rodríguez

EQUIPA PROVÁVEL


Competição: Liga Sagres - 11ª Jornada
Jogo: FC Porto - Rio Ave
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Árbitro: Paulo Costa - A.F. Porto
Hora e dia do jogo: 20:15 H de Domingo (29.11.09)
Transmissão: RTP1

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PARADA DE ESTRELAS

PAVÃO nasceu em Chaves no ano de 1947. O seu nome completo era Fernando Pascoal das Neves, mas desde cedo lhe puseram a alcunha de «Pavão» porque fintava os adversários com os braços abertos.

Deu os primeiros pontapés, no Desportivo local. O mestre Artur Baeta reconheceu-lhe talento e trouxe-o para as Antas. Corria então o ano de 1964. Ingressou nos juniores ainda com idade de juvenil e foi logo campeão da categoria cuja equipa integrava entre outros, Artur Jorge, Vieira Nunes e Sucena.

A chamada à equipa principal não tardaria. Flávio Costa iria lança-lo, com apenas 18 anos, num jogo contra o Benfica, nas Antas, com a tarefa de vigiar Mário Coluna, o «motor» dos lisboetas, missão extraordinariamente executada pois não permitiu ao benfiquista explanar o seu futebol, para além de rubricar uma grande exibição que esteve na base de uma saborosa vitória por 2-0. Chegou mesmo a capitão, assumindo-se como a estrela da companhia.

Pavão tornou-se um ídolo para a maior parte dos portistas! Era um jogador genial, com uma visão de jogo impressionante, um predestinado dos mais dotados jogadores portugueses que vi jogar. O facto de ter sido jogador do FC Porto tê-lo-há impedido de alcançar uma maior projecção ao nível da Selecção Nacional.

A auspiciosa carreira viria a ser brutalmente interrompida, no dia 16 de Dezembro de 1973, num jogo, no Estádio das Antas, frente ao Vitória de Setúbal, equipa então treinada por Pedroto que liderava o campeonato, a contar para a 13ª jornada. Aos 13 minutos de jogo, quando os Dragões já ganhavam e as bancadas estavam em festa, depois de ter ganho um lance a meio-campo e endossado a bola com rigor milimétrico a António Oliveira, Pavão deu mais um passo em frente e caiu de bruços. O médico do Clube, Dr. José Santana, assistiu o atleta no lugar da queda e ordenou que fosse transportado para o Hospital de S. João, apercebendo-se imediatamente da gravidade da situação.

O jogo prosseguiu sob uma atmosfera quase dramática. Ao intervalo, aos altifalantes do estádio, apelava-se à calma indicando uma indisposição como razão da ida de Pavão ao Hospital. No final do encontro, foi anunciada a sua morte na sequeência da difusão da notícia pela rádio. Foram momentos de estupefaccção, dor e lágrimas que não consegui evitar e jamais esquecerei.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DIFERENÇA NA EFICÁCIA... E NÃO SÓ!

FICHA DO JOGO

(Clicar no quadro para ampliar)

A visita do Chelsea ao Dragão colocava algumas interrogações. Com que FC Porto poderíamos contar? Com o amorfo dos últimos jogos ou o que se apresentou em Stamford Bridge? Esta prolongada paragem na competição terá sido útil ou pelo contrário? Seria o FC Porto actual capaz de cumprir a ambição de ser o líder do Grupo?

O jogo desta noite deu todas as respostas.

Jesualdo Ferreira começou por surpreender ao deixar Hulk no banco, dando o seu lugar ao recuperado Silvestre Varela que cumpriu sob o ponto de vista defensivo, cobrindo o flanco direito na ajuda a Sapunaru quando se impunha. No ataque pareceu-me menos incisivo mas creio ter feito o suficiente para justificar a aposta do treinador.

A inclusão de Bellushi no onze titular trouxe ao meio campo a natural criatividade com que na primeira parte os Dragões justificariam a vantagem no marcador, não fora a maldita ineficácia, principalmente em dois lances construídos pelo argentino (os mais perigosos do primeiro tempo), sendo que no primeiro o seu remate esbarrou em Petr Cech, sobrando a bola para Falcao fazer a recarga sem êxito, enquanto no segundo foi a barra a impedir o golo.

Raul Meireles, em clara subida de forma, contribuiu também para um maior ascendente portista, contudo, a habitual falta de qualidade de passe acabou por fazer perder boas jogadas, cortando de algum modo a iniciativa portista e proporcionando aos ingleses um maior controlo do jogo.

A etapa complementar forneceu mais do mesmo, com as duas equipas a interpretar o futebol algo desligado, o do FC Porto, e o de melhor qualidade, o do Chelsea.

Não é possível continuarmos a recuperar bolas para de seguida «oferecer» ao adversário; Construir jogadas para queimar com o último passe; Insistir em passe longos geralmente mal direccionados; não ser capaz de municiar o ponta de lança com lances capazes de conclusão eficaz.

Jesualdo experimentou lançar Hulk mas o brasileiro não trouxe grandes melhorias, pelo contrário. Sapunaru ficou mais exposto e foi mesmo pelo seu lado que nasceu o lance do golo inglês, concretizando a primeira vitória de Chelsea ao terceiro jogo no Dragão.

Conclusão, o FC Porto de hoje ficou a meio caminho entre as últimas exibições e a tal de Londres. A paragem na competição foi útil para a recuperação de Varela e pouco mais (pelo menos para este jogo). A equipa não cumpriu a ambição de ser líder do Grupo e, em minha opinião, está ainda longe para ambicionar mais do que já conseguiu, os oitavos-de-final.

Hoje gostei mais de Raul Meireles, cuja exibição ficou ainda abaixo das suas possibilidades (como ficou demonstrado nos dois jogos pela selecção) e do Belluschi, mesmo com altos e baixos (bem a atacar e a rematar mas frágil a defender).

terça-feira, 24 de novembro de 2009

QUE FC PORTO PODEMOS ESPERAR?

O futebol de alta competição vai estar de regresso ao Dragão, o palco dos sonhos portista, com mais um jogo da Liga dos Campeões.

É o regresso depois de uma longa ausência (o último encontro oficial disputou-se no já longínquo e fatídico dia 8 do corrente mês, na Madeira, com o resultado que sabemos...).

As paragens longas não costumam trazer-nos boas recordações, bem pelo contrário. Contudo, desta vez, creio que o grupo de trabalho, apesar de mutilado pelos internacionais que deram o seu contributo nas diferentes selecções, pôde recuperar alguns dos lesionados e preparar minimamente o próximo encontro.

O opositor é de respeito, nada mais, nada menos que o Chelsea, o actual líder da Premier League e também o líder do Grupo D, com apenas mais um ponto que o FC Porto, ambos já qualificados para os oitavos-de-finais da prova.

É pois uma oportunidade para os Dragões experimentarem o assalto ao primeiro lugar, desiderato que estou certo, atletas e equipa técnica ambicionam.

Tarefa sempre complicada naturalmente, mas dependente do FC Porto que se vai apresentar amanhã. Se o dos últimos jogos, de qualidade duvidosa e pouco habitual, ou o «verdadeiro», o capaz de entusiasmar e fazer vibrar a sua dedicada massa associativa.

Espero evidentemente este último.

Jesualdo Ferreira fez as suas escolhas, na certeza de não poder contar ainda com Fucile e Helton, a braços com as suas lesões mas com recuperação para breve e ainda o seu idolatrado Mariano Gonzalez, a cumprir o último jogo de castigo. Assim, a convocatória recaíu sobre os seguintes atletas: Beto, Nuno, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Maicon, Álvaro Pereira, Fernando, Raul Meireles, Guarín, Valeri, Tomás Costa, Belluschi, Hulk, Falcao, Farías, Varela e Cristian Rodriguez.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: 5ª jornada do Grupo D - Champions League
Equipas: FC Porto - Chelsea
Estádio: Dragão - Porto - Portugal
Árbitro: Jonas Eriksson - Suécia
Hora do Jogo: 19:45 h
Transmissão: RTP 1

sábado, 21 de novembro de 2009

POLÉMICA? OLHEM QUE NÃO!

O adiamento do jogo Oliveirense - FC Porto para a quarta eliminatória da Taça de Portugal, determinada pelo árbitro Bruno Paixão, está a ser motivo de grande polémica.

O juiz setubalense recorreu-se dos regulamentos, após verificação das condições precárias do terreno agravado pelas condições meteorológicas ocorridas durante a manhã, estendendo-se há hora do jogo.

Há quem defenda que a atitude do árbitro foi imposta pelo «poder» que Pinto da Costa «deterá» nas altas esferas do futebol nacional (!), cujas declarações e comunicados antes do jogo terão funcionado como factores de pressão. Só falta acusarem-no de ter feito complot com o S. Pedro.

Ora esta corrente de opinião é a mesma que tanto criticou as condições em que Portugal foi obrigado a jogar na Bósnia;

É também a mesma que considera normal arrancar as cadeiras das bancadas para duplicar a lotação, ignorando as normas de segurança;

É também a mesma que tolera que num estádio lisboeta se «obrigue» a instalar 3000 adeptos portistas num espaço destinado a 1000;

A mesma que defende que o Campeonato Nacional de Juniores devia ser ganho à pedrada;

É ainda a mesma que entende como perfeitamente normal a mudança de um jogo a contar para a Liga Profissional, do Estoril para o Algarve, passando por cima dos regulamentos, para servir interesses instalados.

Alvitram que a Oliveirense defrontou os últimos dois adversários para a Liga Vitális, nas mesmas condições (Carregado e Gil Vicente), como se um erro justificasse um cento; que o futebol profissional deveria ser encarado como o amador, enfim... o folclore do costume.


Parece-me evidente que o presidente José Godinho se aproveitou da grandeza do FC Porto para estrategicamente procurar sensibilizar a comunidade oliveirense para a necessidade da construção de um novo estádio. As suas palavras são inequívocas: «Espero que seja irreversível o processo para a construção de novo estádio. Demonstrámos a toda a comunidade oliveirense que para estarmos numa competição não podemos ter este estádio, ou então teremos de descer de divisão.»

Considero legítimo que a Oliveirense pretenda efectuar o jogo no seu estádio. Foi esse o sentido do sorteio. Para tal, deverá esforçar-se no sentido de apresentar as condições minimas regulamentares, sem o recurso a expedientes ou a saloiadas. Seria agradável conseguir ter o Sol na eira e a chuva no nabal, mas tal não será possível como ficou evidente.

IMPEROU O BOM SENSO

Perante um relvado muito mal tratado, agravado pela intempérie que se abateu na manhã e principio da tarde de hoje, Bruno Paixão, o árbitro designado para dirigir o encontro, decidiu pelo adiamento por não haver condições mínimas para a sua realização.

Os atletas ainda fizeram o aquecimento no lamaçal que ameaçava ficar num completo batatal à medida que ia sendo pisado.

O jogo fica assim adiado para data a determinar.

Sobre o assunto, parece-me pertinente uma série de criticas:

1 - Como é que a Liga Profissional permitiu e continua a permitir a realização de jogos da Liga Vitalis, nas mesmas condições? É desta forma que se defende o futebol? Santa incompetência!

2 - A Federação Portuguesa de Futebol que foi tão crítica quanto às más condições encontradas na Bósnia, lavou as mãos como Pilatos, deixando para o árbitro a decisão que ela própria tinha a obrigação de tomar. Não têm olhos na cara? Covardia tem limites!

3 - As preocupações e reacções dos dirigentes e equipa técnica portista tinham, como se verificou, toda a razão de ser.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PARADA DE ESTRELAS

CUSTÓDIO PINTO representou o FC Porto da época de 1961/62 a 1970/71. Começou por jogar a médio, mas José Maria Pedroto descobriu-lhe talento para avançado, lugar que ocupou nos últimos anos da sua carreira, conseguindo belos golos de cabeça que lhe valeram o epíteto de «cabecinha de ouro».

Disputou 242 jogos no campeonato, marcando 80 golos. Foi capitão da equipa durante alguns anos e nessa condição coube-lhe erguer a Taça de Portugal conquistada em 1967/68, o único título do longo jejum de 19 anos.
Vestiu a camisola da Seleccção Nacional por treze vezes, estreando-se contra a Suíça num jogo amigável que Portugal perdeu por 2-3. Fez parte da Selecção dos «Magriços» mas apenas foi utilizado contra a Roménia, precisamente o último jogo da fase de qualificação para a fase final em Inglaterra, onde esteve com a camisola 19, não lhe tendo sido dada a oportunidade de se estrear. Ainda participou num Portugal-Grécia, a 4 de Maio de 1969, a contar para o apuramento do Mundial de 1970.

Terminada a carreira de futebolista, ainda foi treinador dos juniores do FC Porto.