terça-feira, 16 de setembro de 2008

AÍ ESTÁ A CHAMPIONS QUE "OS OUTROS" QUERIAM!

O Futebol ao seu mais alto nível vai regressar ao Dragão amanhã com a 1ª jornada do Grupo G da Champions League desta época.

Integrado num grupo muito equilibrado, o FC Porto vai ter que apelar a toda a capacidade dos seus jogadores para levar de vencida a turma turca do Fenerbahçe, orientada pelo treinador espanhol campeão da Europa, Luis Aragonés.

Jesualdo Ferreira ao que parece vai regressar ao seu habitual 4x3x3 já que poderá contar com o ala Mariano Gonzalez, recuperado que está de uma lesão que o afastou do jogo da Luz.

São os seguintes os jogadores convocados: Helton, Nuno, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Benítez, Pedro Emanuel, Lino, Raúl Meireles, Tomás Costa, Lucho Gonzalez, Fernando, Mariano Gonzalez, Lisandro Lopez, Cristian Rodriguez, Candeias, Hulk e Farías.

EQUIPA PROVÁVEL

Jogo no Estádio do Dragão às 19,45 h
Árbitro: Bertrand Layec - França
SporTV 1

TASSSSSS... MESMO BEM!

O Tas acabou de desferir um rude golpe nas convicções das carolinas, das pinhões, dos botelhos, dos vieiras, dos delgados, dos mánhas, dos santos, dos vasconcelos, dos searas, dos ricardos, dos freitas, dos platinis e dos marginais do CJ da fpf, para mim todos farinha dos mesmo saco (O do xico-espertismo, falta de carácter e incompetência), ao ARRASAR o Apito final e ilibar o FC Porto.

Num país civilizado, a exoneração dos cargos dos irresponsáveis que dirigem Orgãos responsáveis, deveria ser o passo seguinte já que os respectivos pedidos de demissão estão obviamente fora de causa.

Quanto aos clubezecos que tudo fizeram para que os Dragões ficassem fora da Champions, paguem a despesa e remetam-se à vossa insignificância. É o que acontece a pigmeus com a mania que são gente!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

JOGAR BEM NÃO CHEGOU

Portugal desperdiçou ontem uma boa oportunidade de continuar líder do seu grupo de apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo de Futebol que se vai realizar na África do Sul em 2010, ao perder em Alvalade por 2-3.

Não chegou explanar futebol de qualidade, há muito ausente na turma das quinas, frente a uma Dinamarca que se constituiu um adversário complicado e a oferecer réplica a condizer.

O que se pode dizer deste jogo é que estiveram em campo duas selecções de muita qualidade em
que o resultado final ficou a dever-se à eficácia ou falta dela.

Portugal jogou mais e melhor mas não foi capaz de concretizar quatro ocasiões soberanas de matar o jogo. J
á a Dinamarca, jogando menos concretizou, com alguma fortuna à mistura, as oportunidades suficientes para lhe garantir a vitória.

Enfim, aconteceu futebol!

Deco foi o homem do jogo pela soberba exibição que nos ofereceu. Bravo! Merecia sem dúvida outro resultado.

Tal como no primeiro jogo Raúl Meireles exi
biu-se em bom plano e jogou o tempo todo. Bruno Alves esteve no banco.

Portugal ocupa agora a 4ª posição com três ponto atrás de Albânia, Suécia e Dinamarca, todos com quatro pontos.
O próximo confronto será contra a Suécia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

BAÚ DE MEMÓRIAS

Depois de uma época completamente atípica e confrangedora, caracterizada por um somatório de erros e más decisões, onde não faltou, desde três treinadores (Del Neri, Victor Fernandez e José Couceiro), passando pelo contentor de reforços até ao eclodir do famigerado Apito Dourado, tornava-se imperioso encontrar alguém capaz de repor a ordem. Mas quem?

PULSO HOLANDÊS NO REGRESSO ÀS VITÓRIAS

Pinto da Costa mais uma vez surpreendeu ao apostar num treinador pouco ou nada mediático, sem títulos no seu curriculum, mas considerado um formador e disciplinador por excelência, Jacob Adriaanse, holandês de 54 anos, cujo maior feito tinha sido o atingir das meias-finais da Taça UEFA à frente da desconhecida equipa do seu país AZ'67 Alkmar. Esperava-o tarefa difícil. Devolver à principal equipa do Clube a dignidade, a disciplina, o respeito e o prestígio que na época de transição tinham sido postos em causa.

A equipa técnica sofreu completa modificação. Jan Old Riekerink, Wilhelmus Coort e Rui Barros coadjuvaram Adriaanse. O plantel conheceu uma nova renovação. Saíram muitos jogadores com destaque para Costinha, Maniche, Derlei (todos para o Dínamo de Moscovo), Nuno Valente (Everton), Nuno e Seitaridis (Dínamo de Moscovo), Luis Fabiano (Sevilha), Jankauskas (Hearts), Hélder Postiga (St. Etienne, por empréstimo) e Jorge Costa (Standard de Liége).

Para compensar entraram Lucho Gonzalez (ex-River Plate), Lisandro Lopes (ex-Racing Club), Jorginho (ex-V. Setúbal), Sokota (ex-Benfica), Helton (ex-U. Leiria), Alan (ex-Marítimo), Anderson (ex-Grémio), Sonkaya (ex-Besiktas), Marek Cech (ex-Sparta de Praga), Adriano (ex-Cruzeiro), Paulo Ribeiro (ex-V. Setúbal) e os regressados Hugo Almeida, César Peixoto, Bruno Moraes, Bruno Alves, Paulo Assunção e os promovidos Bruno Gama e Hélder Barbosa.

A pré-época trouxe aos portistas uma expectativa muito grande e uma esperança redobrada na recuperação de todos os desideratos, pois a equipa começava a patentear um rendimento interessante, por vezes até espectacular.

Mas desde cedo Adriaanse deu mostras de algum equívoco, como por exemplo querer transformar Hélder Postiga num nº10, para mais tarde emendar a mão e prescindir de forma abrupta dos seus serviços.

Teve alguma dificuldade em perceber (ou coragem para assumir) qual o melhor sistema a implantar e quais os melhores intérpretes em quem confiar. Fez experiências, mudanças, correcções, enfim, tudo aquilo que afinal um treinador nas suas condições tem de fazer para aquilatar da qualidade da matéria-prima. O treinador holandês foi percebendo que nem sempre há espaço para o futebol espectáculo num campeonato em que os adversários jogam fechados.

Tudo isto, naturalmente depois de alguns insucessos (eliminação prematura da CL), gerador do descontentamento de algum sector da massa adepta que chegou a pôr em causa o seu trabalho e a sua competência, tendo experimentado até momentos mais exaltados dos amantes da "vitória a qualquer preço".

Tomou decisões tão polémicas quanto corajosas, como as dispensas de Postiga e Jorge Costa; O afastamento de Diego; a condição de suplente de Vítor Baía; a inclusão assídua dos mal amados Jorginho e Alan em detrimento (durante algum tempo) do "Mustang", entre outras.

Outras menos polémicas face aos resultados positivos, como as reabilitações de Quaresma, Pepe, Raúl Meireles e Paulo Assunção.

Todos estes desenvolvimentos se passariam sem sobressaltos se o Clube em causa não fosse o bicampeão Mundial e Europeu, "obrigado" a todos os anos ter de erguer um troféu de valor e prestígio sem o qual a massa apoiante logo se sentirá vilipendiada.

Adriaanse teve o mérito de, pelo menos internamente onde as exigências competitivas são mais ténues, manter a calma e a serenidade, sempre apoiado pelo Presidente Pinto da Costa, fazer a leitura correcta atempadamente e tomar as decisões mais aconselháveis para a implantação do seu sistema de jogo preferido, o arriscado 3x3x4, que acabaria por o levar ao triunfo. A eliminação na LC, na fase de grupos, garantiu-lhe a possibilidade de se poder dedicar ainda cedo (cedo de mais) apenas e só às competições nacionais, facto que lhe proporcionou uma melhor gestão do plantel.

O futebol praticado passou a ser mais ofensivo e bonito, corrigidas que foram as debilidades defensivas, onde Sonkaya, Ricardo Costa, Pepe, Bruno Alves, Pedro Emanuel e César Peixoto (adaptado a lateral esquerdo) alternavam na formação, abrindo brechas, colocando Vítor Baía em sobressalto, originando resultados que constituíram completas desilusões. o FC Porto/Artemédia na Liga dos Campeões e o FC Porto/Benfica, foram os expoentes dessa confusão. Adriaanse parecia determinado a jogar para o espectáculo e nas suas entrevistas sempre transmitiu confiança de ver a sua filosofia atacante frutificar.

A verdade é que, apesar de tudo, a equipa conseguia comandar o campeonato, dado que a concorrência patenteava ainda mais fragilidades. O FC Porto foi campeão de Inverno e voltaria a ser derrotado, agora na Amadora, resultado que terá determinado uma viragem quer no sistema táctico adoptado, quer na composição da equipa. O holandês decidiu-se definitivamente pelo tal sistema ousado (3x3x4), onde Pepe, na defesa, Paulo Assunção a trinco, Lucho no meio campo e a aquisição de Inverno, Adriano na frente mais a magia de Quaresma transfiguraram a equipa e o rendimento passou a ser mais efectivo.

Tal alteração teve como consequência o afastamento de Vítor Baía e Diego para o banco, situação que alguns adeptos não aceitaram.

O terceiro confronto com os rivais redundou numa nova derrota, frente ao Benfica na Luz por 1-0, que permitiu ao Sporting aproximar-se ficando apenas a dois pontos de distância, que se manteria até à 30ª jornada, altura em que os Dragões se deslocaram a Alvalade para discutir o título.

A esperança dos portistas era enorme, apesar de pesar o facto do FC Porto ter perdido os três clássicos já disputados. Todos sabiam que uma vitória azul e branca quase sentenciaria o desfecho do campeonato. Talvez por isso o jogo foi muito táctico, jogado com cautelas por ambas as formações. O FC Porto soube anular as principais referências do opositor que nunca pode exercer o controlo da partida. Os Dragões impuseram-se e saíram de Alvalade com um precioso triunfo por 1-0, golo marcado por Jorginho, dando um passo decisivo na conquista do Campeonato Nacional, que haveria de ser concretizado em termos matemáticos na 32ª jornada em Penafiel com a vitória portista, por 1-0 com golo de Adriano.

O V. de Guimarães foi o adversário que visitou o Dragão para encerrar as contas da competição. O ambiente foi de festa, o estádio encheu e o espectáculo, em três actos, começou. Primeiro com a apresentação ao vivo do CD "O Porto está na rua", com o tema que lhe deu o nome, escrito por Carlos Tê, musicado por Luis Jardim. Isabel Silvestre que cantou "Filhos do Dragão" e Maria Amélia Canossa que interpretou a nova versão do Hino do FC Porto, foram outras animadoras; Depois com o jogo de futebol que os Dragões venceram por 3-1. Aos 70' Adriaanse provocou uma nova explosão de alegria. Mandou Vítor Baía render Helton. Ninguém conseguiu ficar indiferente à emoção contida naquele gesto singular. Lindo e justo; Finalmente, depois de uma ida aos balneários para se pintarem, enquanto o grupo "Dance for Kids" desenvolvia algumas coreografias no relvado, os jogadores começaram a ser chamados um a um para serem ovacionados num percurso até ao centro do terreno onde tinha sido montado um palco. A festa no Estádio terminou com a volta de honra dos atletas e equipa técnica e prosseguiu fora dele por toda a cidade.

A época haveria de encerrar com o triunfo na Taça de Portugal, frente ao V. de Setúbal, com mais um golo de Adriano aos 40'.



JORGE COSTA

Defesa-central, nascido para o futebol no clube da sua terra natal, o FC Foz, da cidade do Porto, foi captado para as camadas jovens do FC Porto onde fez quase toda a sua formação.

De estampa atlética apreciável, cedo começou a impor a sua capacidade física à medida que evoluía tecnicamente, adicionando espírito competitivo e de liderança, que fez dele um central de elevada capacidade. Jogador trabalhador, raçudo, corajoso e dedicado, qualidades que lhe granjearam o respeito e admiração de quantos vivem o fenómeno futebolístico.

Foi o herdeiro natural da braçadeira de capitão bem como o nº 2 na camisola, de João Pinto, um dos maiores valores simbólicos do Clube.

Antes de se impor na equipa principal, Jorge Costa, como outros valores portistas, teve de rodar para ganhar experiência de 1ª Divisão em clubes secundários e entre 1990 e 1992, esteve emprestado ao Penafiel e ao Marítimo. Regressou em 1992/1993 já mais maduro. O seu amor ao FC Porto aliado à enorme vontade de vencer e à sua voz de comando fizeram-lhe ganhar a alcunha de o Bicho.

Jogador carismático, duro, apaixonado pela sua profissão, foi em 2002 vítima do mau feitio do treinador/lavrador, Octávio Machado, que não tolerou uma atitude menos correcta do atleta, quando após uma substituição com que Jorge Costa não concordou, projectou a braçadeira para o relvado valendo-lhe o afastamento imediato da equipa. Terminou essa época em Inglaterra, no Charlton, onde rapidamente conquistou o respeito e admiração dos ingleses que o apelidaram de Tanque, pela sua presença atlética e capacidade defensiva. Queriam que ele continuasse, mas o afastamento de Octávio Machado, ainda com a época a decorrer e a respectiva entrada de Mourinho, contribuíram para o seu regresso no final dessa época.

Voltou para continuar a ser feliz e prosseguir a sua carreira vitoriosa com mais títulos nacionais e internacionais, abruptamente interrompida com a chegada ao Clube do holandês Co Adriaanse, em 2005/2006.

Ainda que Jorge Costa não possuísse já todas as suas faculdades, a verdade é que era um símbolo do Clube ainda com capacidades para discutir o seu lugar na equipa, onde sonhava concluir a sua carreira condignamente. Pinto da Costa ciente da situação melindrosa foi resistindo às pressões do treinador, mas não pode evitar a decisão de mudança de ares do atleta, entretanto colocado como última opção no seu lugar. Jorge Costa sempre foi um jogador de fibra, activo, muito profissional e brioso. A inactividade provocava-lhe mau estar, por isso renunciou ao seu sonho e abalou de malas e bagagens para a Bélgica, com destino ao Standard de Liége onde jogava o seu amigo e antigo companheiro Sérgio Conceição. Talvez a mágoa com que saiu do Clube do coração o tivesse feito reflectir tendo terminado a sua carreira de futebolista em Outubro de 2006, com 35 anos.

Teve também um papel bem vincado com o emblema das quinas ao peito. Fez parte da denominada geração de ouro que venceu dois campeonatos do Mundo de sub-20. Na selecção nacional A realizou 50 partidas, esteve em duas fases finais de campeonatos da Europa e num Mundial, como titular.

Abraçou entretanto a carreira de treinador. Todos os portistas, estou certo, lhe desejam os maiores êxitos e esperam um dia voltar a vê-lo a ajudar o FC Porto a ser ainda maior.

Palmarés:

Campeonato nacional: 92/93, 94/95, 95/96, 96/97, 97/98, 98/99, 02/03 e 03/04
Taça de Portugal: 93/94, 97/98, 99/00, 00/01 e 02/03
Supertaça Cândido de Oliveira: 93/94, 94/95, 98/99, 99/00, 01/02, 03/04 e 04/05
Taça Uefa: 02/03
Liga dos Campeões: 03/04
Taça Intercontinental: 04/05
Campeão mundial de sub-20 em 1991

sábado, 6 de setembro de 2008

MALTA PORREIRA!

A selecção Nacional de Portugal estreou-se hoje a ganhar no primeiro compromisso da qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo que se disputará na África do Sul em 2010.

O jogo realizou-se no Estádio Nacional Ta'Qali, em La Valletta e teve como opositor a congénere de Malta.

Carlos Queiroz voltou a repetir a equipa que treinou contra as ilhas Faroe, em jogo de preparação.

Portugal construiu uma goleada frente a uma equipa modesta (Malta ocupa o 133º lugar do ranking) e lidera desde já o seu grupo, dado que foi a única selecção a vencer.

0-4 foi o resultado final com golos de Brian Saide (25' na pb), Hugo Almeida (63'), Simão (73') e Nani (78').

Suécia, Hungria, Dinamarca e Albânia completam o Grupo 1, com um ponto cada resultante dos empates de hoje.

Raul Meireles e Bruno Alves são os Dragões desta selecção. Enquanto o defesa viu o jogo do banco, o médio jogou o tempo todo e são dele as afirmações:

«É sempre importante começar a ganhar, ainda para mais com uma boa exibição. Lideramos o grupo, mas só pensamos em vencer o jogo. Esse é que era o objectivo. Com a Dinamarca vamos ter a mesma atitude, vamos pensar em ganhar o jogo.»

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

BAÚ DE MEMÓRIAS

As vitórias internacionais conseguidas nas épocas anteriores fizeram concentrar, inevitavelmente as atenções dos grandes emblemas europeus no nosso plantel e equipa técnica, esta aliás a primeira a ser contratada pelo Chelsea, na parte final da época anterior.

Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho (ambos para o Chelsea), Deco (Barcelona), Pedro Mendes (Tottenham) e Alenitchev (Spartak de Moscovo) foram os atletas que receberam luz verde para assinarem contratos milionários e fortalecerem os cofres do Clube.

Outros foram abordados e passaram o defeso com a cabeça noutras paragens a pensar em grandes melhorias financeiras, que não se concretizaram, provocando-lhes um sentimento de desconforto que acabou por marcar as suas performances durante toda a época.

A Sad começou por cometer um lapso ao contratar o desconhecido Luigi Del Neri para substituir Mourinho, que viria a ser dispensado antes ainda da época oficial começar.

Para o seu lugar surgiu o espanhol Victor Fernandez.

2004/2005 O MUNDO DE NOVO AOS NOSSOS PÉS

Do plantel campeão europeu saíram os atletas já acima referidos. Para os seus lugares chegaram alguns nomes sonantes, Diego (ex-Santos), Quaresma (ex-Barcelona), Seitaridis (ex-Panathinaicos), Hélder Postiga (ex-Tottenham) e Luís Fabiano (ex-S. Paulo) a que se juntaram ainda Hugo Leal (ex-Paris S. Germain), Areias (ex-Beira-Mar), Raúl Meireles (Ex-Boavista), Pepe (ex-Marítimo), Hugo Almeida (ex-União de Leiria onde estava emprestado), para além de um "contentor" de brasileiros que foram chegando por alturas da reabertura do mercado, tornando a época num movimentado ritual de entradas e saídas.

Da esquerda para a direita, em baixo: César Peixoto, Quaresma, Carlos Alberto, Pedro Emanuel,Ricardo Costa, Diego, Costinha, Jorge Costa, Maniche, Derlei, Nuno Valente, Seitaridis, Raúl Meireles e Maciel; Ao meio: José Luis e Eduardo Braga (Enfermeiros), Nélson Púga (Médico), Daniel Gaspar (Treinador de guarda-redes), José Luis Arjol (Preparador Físico) André (Adjunto), Pinto da Costa (Presidente), Victor Fernandez (Treinador), Reinaldo Teles (Director), Narcís Júlia e Aloísio (Adjuntos), José Carlos Esteves (Médico),José Mário (Enfermeiro) e Brandão (Roupeiro); Em cima: Pepe, Areias, Hugo Almeida, McCarthy, Bruno Vale, Vítor Baía, Nuno, Luis Fabiano, Hélder Postiga Bosingwa e Hugo Leal.

A época transformou-se rapidamente numa sucessão de experiências, de alterações, de avanços e recuos de que o futebol produzido sofreu as devidas consequências.

Salvaram-se desta confusão dois momentos muito felizes: A conquista da Supertaça Cândido de Oliveira, a 20 de Agosto de 2004, disputada em Coimbra frente ao Benfica de Trapattoni, por 1-0 com golo de Quaresma e a vitória da Taça Intercontinental, disputada em 12 de Dezembro de 2004, na cidade de Yokohama no Japão, com o resultado de 8-7, nas grandes penalidades.

Foi uma vitória sofrida frente ao Once Caldas da Colômbia, que se revelou um adversário complicado, face à enorme preocupação defensiva mas sempre à espreita de uma falha portista para chegar ao triunfo.

A verdade é que os colombianos não demonstrarem em momento nenhum capacidades para lutar pela vitória, deixando evidente a intenção de levar o jogo para a lotaria das grandes penalidades. Tal desiderato foi conseguido à custa de muita sorte e principalmente pelo mau desempenho da equipa de arbitragem.

Quatro bolas nos ferros da baliza de Henao e dois golos limpos anulados a McCarthy contribuíram para um resultado injusto até ao minuto 120.

Nas grandes penalidades o FC Porto foi mais forte e conquistou com o maior merecimento mais uma importante competição internacional.


Na foto a equipa que iniciou o jogo no Japão. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Jorge Costa, Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Seitaridis e Costinha; Em baixo: Maniche, Diego, Luis Fabiano, Derlei e McCarthy.

O jogo foi disputado no Estádio Internacional de Yokohama, no Japão

Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)auxiliado por Ariel Ardin e Victor Rédegui.

FC PORTO: Vítor Baía (Nuno aos 10' do prolongamento), Seitaridis, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Ricardo Costa; Costinha, Maniche, Diego e Derlei (Carlos Alberto 68'); Luis Fabiano (Quaresma 78') e McCarthy.

Suplentes não utilizados: Pepe, Bosingwa, Hélder Postiga e César Peixoto.

ONCE CALDAS: Henao; Rojas, Vanegas, Cambindo (Cataño 46'), Garcia e Viafara; Velasquez, Soto (Alcazar 96'), Fabro; De Nigris e Arango (Diaz 61').

Suplentes não utilizados: Gonzalez, Jiménez, Araújo e Moreno.

Acção disciplinar: Cartões amarelos para Arango (34') Diego (51' e 2º após a concretização da grande penalidade por bocas), Fabbro (60'), Jorge Costa (78'), Seitaridis (85'), De Nigris (117'); Cartão vermelho para Diego na sequência do 2º amarelo).

Assistência: Cerca de 50.000 espectadores.

Os «penalties»: 0-1 Vanegas, 1-1 Diego, 1-2 Alcazar, 2-2 Carlos Alberto, 2-3 Viafara, 3-3 Quaresma, 3-4 De Nigris, 3-4 Maniche atira à barra, 3-4 Fabbro acerta no poste, 4-4 McCarthy, 4-5 Velasquez, 5-5 Costinha, 5-6 Diaz, 6-6 Jorge Costa, 6-7 Cataño, 7-7 Ricardo Costa, 7-7 Garcia atira por cima da baliza, 8-7 Pedro Emanuel que explode de alegria.

Venha daí mais um caneco! E que caneco!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

ARRIVEDECI RAGAZZO...

...Grazie per tutto, felicitá!

Acabou finalmente a longa metragem que constituiu a transferência prevista de Ricardo Quaresma para o Inter de Milão.

De acordo com o comunicado do FC Porto, o acordo foi fixado em 24,6 milhões de euros seis dos quais resultantes da aquisição dos direitos de inscrição desportiva de Pelé, a título definitivo.

Ressalta antes de mais que a direcção nerazurri conseguiu baixar significativamente os números inicialmente exigidos por Pinto da Costa (40 milhões), que diga-se em abono da verdade, era uma verba completamente irrealista. O braço de ferro acabou, à primeira vista, por beneficiar os transalpinos, a menos que Pelé se torne a médio prazo, também ele num activo cobiçado pelos grandes emblemas europeus.

Ricardo Quaresma ingressou no FC Porto na época 2004/2005. Curiosamente, veio envolvido no negócio da trasnsferência de Deco para o Barcelona, clube onde jogava o "Mustang", tendo o seu passe sido avaliado em 6 milhões de euros (na altura muitos consideraram exagerado).

Fez o primeiro jogo oficial pelo FC Porto no jogo da Supertaça europeia jogado no Mónaco, frente ao Valência, que o Porto perdeu por 2-1, pertencendo-lhe o golo de honra. Nessa época marcou também o golo da vitória frente ao Benfica na Supertaça Cândido de Oliveira e contribuiu nos penalties de desempate frente ao Once Caldas que sagrou os Dragões Bicampeões do Mundo.

Era já um jogador virtuoso, de inegáveis capacidades técnicas mas muito individualista. Foi com a chegada do holandês Co Adriaanse que Quaresma se tornou num jogador mais completo, disciplinado e a praticar um futebol mais colectivo e competitivo, que o tornou novamente cobiçado. A famosa trivela voltou ao vocabulário desportivo, depois da era Drulovic, de forma mais frequente. Passes e golos de trivela fizeram as delícias dos desportistas em geral e dos portistas em especial.

No FC Porto Ricardo Quaresma triunfou a Taça Intercontinental (2004/2005), o Tricampeonato (2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008), a Taça de Portugal (2005/2006) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (2005/2006).

Foi o futebolista português do ano em 2005 e 2006.

Espero e desejo que continue a crescer!