sexta-feira, 26 de setembro de 2008

NO TRILHO DA VITÓRIA... COM PASSO INCERTO


FICHA DO JOGO

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O jogo de hoje voltou a pôr a nu as fragilidades com que o FC Porto se depara esta época. Durante cerca de vinte minutos os Dragões conseguiram explanar um futebol de bom quilate, com todas as peças a movimentar-se a preceito, que lhes permitiu o domínio da partida e a obtenção de um golo bem arquitectado, da autoria de Raúl Meireles, um dos poucos que manteve a regularidade da sua exibição durante todo o tempo cotando-se o melhor em campo.

Vinte e cinco minutos de afrouxamento, de passes transviados, de desconcentrações, de ineficácia e desperdícios de oportunidades foi o que se seguiu até ao intervalo. Farías ausente mais uma vez do jogo, Lisandro infeliz no remate e Sapunaru incerto foram provavelmente alguns dos responsáveis desse período esquisito da equipa.

O segundo tempo não trouxe grandes diferenças. O Paços de Ferreira apareceu mais atrevido, a trocar bem a bola e a causar alguma instabilidade na defesa azul e branca. Ao contrário o Porto continuava a apostar na mediocridade, como que um convite aos "assobiadores juramentados" que não se fizeram rogados, e aí vai disto!

Mais uma vez Jesualdo demorou a mexer na equipa. Tirou os dois piores jogadores, Farías e Sapunaru lançando no jogo Candeias e Guarín que por sinal também não foram muito felizes. Só com a entrada de Hulk aos 70' é que os azuis e brancos voltaram a ser mais incisivos. Três minutos depois o brasileiro bem servido por Raúl Meireles só teve de empurrar para as redes lançando a tranquilidade nos adeptos. Este segundo golo teria ainda o condão de deitar por terra a reacção dos pacences que até final se viram de novo dominados, ainda que sem a qualidade dos vinte minutos iniciais.

Raúl Meireles foi o homem da noite. Marcou e ofereceu o segundo golo. Esteve sempre bem. Fernando fez também um belo jogo, demonstrando que com mais alguma rotina se transformará no trinco que a equipa necessita. Rodriguez alternou bons momentos com outros de menor qualidade e Lino esteve expedito no ataque.

O resultado não merece contestação apesar de ser bem melhor que a exibição.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PASSOS IMPORTANTES CONTRA O PAÇOS

Lucho Gonzalez e Fucile são duas ausências de vulto na convocatória de Jesualdo Ferreira para o jogo da 4ª jornada da Liga Sagres, contra o Paços de Ferreira, exclusões aparentemente relacionadas com a gestão do plantel com vista à deslocação a Londres para defrontar o Arsenal, na segunda jornada do Grupo G da Liga dos Campeões.

Se a ausência de Fucile é relativamente pacífica já a de Lucho Gonzalez parece ser de risco, uma vez que o argentino é o cerebro da manobra ofensiva do FC Porto.

O jogo contra o Paços de Ferreira não se afigura tarefa fácil, não só pelo valor do adversário como tambem pela irregularidade e intranquilidade que os Dragões têm vindo a patentear nos últimos jogos.

Aparentemente o plantel dispõe de soluções para suprir a falta de jogadores influentes mas face ao clima actual não me parece prudente abdicar do "motor" da equipa.

Entretanto o Professor chamou os seguintes jogadores: Helton, Nuno, Sapunaru, Rolando, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Lino, Benítez, Fernando, Raúl Meireles, Tomás Costa, Guarín, Mariano Gonzalez, Lisandro Lopez, Cristian Rodriguez, Candeias, Hulk e Farías.

A minha equipa seria: Nuno; Sapunaru, Rolando, Bruno Alves e Lino; Fernando, Raúl Meireles e Tomás Costa; Candeias, Lisandro Lopez e Cristian Rodriguez.

Tendo em conta que o treinador é Jesualdo a formação não deverá andar longe da que indico no quadro:

EQUIPA PROVÁVEL

Espero que os adeptos portistas que se vão deslocar ao Dragão o façam com o intuito de apoiar a equipa mas estou certo que se as coisas não correrem pelo melhor os "assobiadores juramentados" não deixarão ficar os seus créditos por lábios alheios.

Jogo marcado para o Estádio do Dragão às 21:15 h de amanhã, Sexta-feira, dia 26.
Árbitro: Hugo Miguel - A.F. Lisboa
Transmissão: RTP 1

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

BAÚ DE MEMÓRIAS

Com os títulos conquistados, Co Adriaanse dissera à entrada da pré-época que tais conquistas o fizera sentir-se um «treinador de top» e que com ele o FC Porto iria espantar a Europa na Liga dos Campeões! Prescindiu dos serviços de Diego, César Peixoto e Hugo Almeida e avalizou a venda de Benni MacCarthy, para "forçar" a sua aquisição fetiche, o holandês Vennegor of Hesselink, um avançado que actuava no PSV e em que Adriaanse depositava uma confiança ilimitada. O clube holandês exigia oito milhões de euros que a Sad portista considerou um disparate.

Gerou-se à volta desta hipotética aquisição uma telenovela diária de avanços e recuos que terminou com a recusa dos responsáveis portistas em abrir os cordões à bolsa, o aborto da transferência e o amuo do treinador.

Entretanto os Dragões perderam o Torneio de Amesterdão, com o resultado desfavorável de 3-1 frente ao Manchester United e Co Adriaanse surpreendeu ao afirmar que afinal tinha «jogadores com talento limitado. Não há dinheiro para um avançado? Então continuaremos a fazer exibições divertidas mas a perder esses jogos».

Naturalmente que estas palavras rapidamente criaram um ambiente escaldante no seio do plantel que conheceu dias de grande instabilidade. O mau feitio do holandês veio ao de cima e o caldo entornou-se... num jantar! O resultado foi o pedido de demissão apresentado pelo treinador holandês, a 9 de Agosto, seguida de deserção imediata, deixando a equipa entregue a Rui Barros, com o compromisso muito próximo da disputa da Supertaça Cândido de Oliveira e o arranque do campeonato nacional.

2006/2007 O 7º BICAMPEONATO

Pinto da Costa não perdeu tempo e contratou Jesualdo Ferreira, que se encontrava a treinar o Boavista, contra a indemnização aos axadrezados de um milhão de euros. O plantel não sofreu grandes alterações e depois das saídas já referidas foi reforçado com Ezequias (ex-Académica), Diogo Valente (ex-Boavista), João Paulo (ex-União de Leiria) e o regresso de Hélder Postiga.

O FC Porto, ainda comandado por Rui Barros iniciou a época oficial em 19 de Agosto, em Leiria com a disputa da Supertaça Când
ido de Oliveira, frente ao Setúbal.

Na imagem da esquerda para a direita, em cima: Helton, Marek Cech, Bosingwa, Pepe e Adriano; Em baixo: Quaresma, Raúl Meireles, Alan, Anderson, Ibson e Paulo Assunção.

Começou com um triunfo claro e inequívoco. Os Dragões exibiram-se em bom nível. Curiosamente ou talvez não, manteve o sistema de jogo do holandês que estava já mecanizado rendendo-lhe uma saborosa vitória por 3-0. Adriano, Anderson e Vieirinha foram os marcadores dos golos.

Apesar das contrariedades o FC Porto entrou bem no campeonato obtendo quatro vitórias consecutivas. à 5ª jornada os azuis e brancos conheceram o sabor amargo da derrota na deslocação a Braga, com o resultado a favorecer os minhotos por 2-1.


O primeiro embate frente aos rivais aconteceu à 7ª jornada, em Alvalade onde o FC Porto conseguiu uma igualdade algo lisonjeiro para o adversário. Na jornada seguinte receberam o outro rival, o Benfica, que bateram por 3-2, no jogo em que Anderson sofreu uma violenta entrada de Katsouranis merecedora de cartão vermelho que o árbitro desvalorizou, apesar do jovem brasileiro ter sido afastado do jogo com fractura do perónio que o afastou até ao final da época. As atitudes quer do jogador grego quer do árbitro foram dissecadas durante bastante tempo com a habitual tolerância e branqueamento dos "pasquins amestrados" de Lisboa.


Seguiram-se uma série de vitórias até Dezembro que nos deixaram confortavelmente na 1ª posição.
A prolongada paragem por alturas do Natal e Ano Novo parece ter influenciado o rendimento da equipa, que apesar de tudo ainda foi vencer o Aves, no reatamento, terminando a 1ª volta com sete pontos de avanço sobre o Sporting, segundo classificado.

A segunda volta começou com duas derrotas, primeiro em Leiria e depois no Dragão frente ao Estrela da Amadora que permitiu aos perseguidores acalentarem esperanças de ainda terem tempo de nos despojar do lugar de comando. Na 22ª jornada o FC Porto recebeu o Sporting com o qual perdeu por 0-1, num golo obtido por Tello de livre directo. Os Dragões mantiveram no entanto o primeiro lugar com apenas um ponto de vantagem para o Benfica que era o segundo e 6 pontos do Sporting que era o terceiro.

A deslocação à Luz era logo a seguir...
Os lampiões viveram a semana que antecedeu o jogo verdadeiramente eufóricos. Todos eles, incluindo a chamada comunicação social, vaticinavam uma mudança de posições e a estocada final nas aspirações portistas. Pura ilusão! O FC Porto assumiu o jogo e Pepe logrou marcar aos 40' abalando o entusiasmo e fé dos vermelhos. Valeu-lhes no entanto a infelicidade de Lucho Gonzalez que introduziu o esférico na própria baliza, aos 83', fazendo a igualdade e ainda a azelhice de Renteria que muito perto do fim não foi capaz de acertar com a baliza lisboeta que se encontrava à sua mercê.

Numa nova série de vitórias o FC Porto voltou a alargar a diferença que à 26ª jornada era já de quatro pontos para o Sporting, que tinha recuperado o segundo lugar e de cinco ponto para o Benfica que tinha descido ao terceiro. A ponta final voltaria a ficar perigosamente equilibrada com a derrota dos campeões nacionais no reduto do Boavista (2-1) e o empate em Paços de Ferreira (1-1), na penúltima jornada.

Um ponto era agora a vantagem sobre o Sporting pelo que era obrigatória a vitória no último jogo no Dragão frente ao Aves, para selar o título.
Com o Estádio do Dragão completamente cheio e em ambiente de festa, o jogo começou pausado. Sentia-se alguma ansiedade e nervosismo entre os portistas e foi mesmo o Aves a criar os primeiros dois lances de perigo, a dar a sensação que para ganhar os Dragões teriam de apelar a todo o seu empenho e concentração. A ideia confirmou-se, apesar do primeiro golo portista. Não fora a aplicação dos comandados de Jesualdo e dificilmente mudariam o rumo dos acontecimentos quando aos 30' os avenses empataram o jogo. Foi um balde de água fria no Dragão e uma explosão de alegria em pelo menos dois estádios bem longínquos, onde os "sonhadores" davam largas às suas preces, uns fazendo cálculos e contabilizando os segundos em que virtualmente se sentiam campeões e outros na expectativa que o título não se repetisse no Dragão.

Depois do intervalo os Dragões impuseram a sua classe e resolveram o jogo a seu favor colocando o ponto final quer na partida quer no campeonato, ao marcar mais três golos.
Vítor Baía foi reclamado pelos mais de 50.000 adeptos que encheram o Dragão e Jesualdo acedeu fazendo-o render Helton sob um forte aplauso que a plateia fez questão de sublinhar de pé.

Terminado o jogo seguiu-se a festa do 22º título de campeão nacional para o FC Porto, o primeiro na longa carreira de Jesualdo Ferreira como também para Fucile, Vieirinha, Renteria, Lucas Mareque, João Paulo, Castro, Tarik Sektioui, Diogo Valente e Ezequias.



Adriano que na reabertura do mercado foi considerado dispensável e que graças à sua determinação continuou de azul e branco, foi o melhor marcador do FC Porto ao apontar 11 dos 65 golos da equipa.


VÍTOR BAÍA

Foi para mim o melhor jogador de todos os tempos do FC Porto. Decidiu abandonar a carreira no final da temporada 2006/2007, depois de passar toda a época no banco. Merecia terminar como titular mas o destino não cooperou. Aqui fica o relembrar da minha homenagem a este símbolo do Clube: SIMPLY THE BEST

terça-feira, 23 de setembro de 2008

DE NOVO NA SERTÃ

O FC Porto vai de novo à Sertã, em 18 de Outubro, para defrontar o Sertanense, em jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Recordo que este foi o adversário que os Dragões afastaram a época passada nos oitavos-de-final desta prova, quando venceram por 4-0, com golos de Farías que bisou, Tarik Sektioui e Kazmierczak.

O Sertanense milita na Série D da III Divisão. Pode ver o resultado completo do sorteio.

domingo, 21 de setembro de 2008

SEM CHAMA, O DRAGÃO ADORMECEU


FICHA DO JOGO

(Clicar no quadro para ampliar)

O FC Porto passou pelo Estádio dos Arcos ainda no ritmo dos 60' finais do jogo contra os turcos.

E foram necessários ainda mais 60' para finalmente acordarem, contudo já completamente atrasados para fazer funcionar o marcador. Aliás este foi mais um jogo em que a sensação foi que poderiam jogar a noite inteira que jamais marcariam.

Foi realmente uma pobreza de futebol onde não consigo fazer destaques pela positiva, antes pelo contrário.

Continuo a não entender a falta de decisão do treinador portista que só ao fim dos 60' acordou e lá fez com que o jogo abanasse um pouco. Enfim, pessoal a dormir à sombra da bananeira talvez a contar com o ovo no cú da galinha. Com esta atitude não vamos lá.

E hoje não vou alongar-me mais pois afinal só gosto de falar de futebol e o que aconteceu hoje em V. do Conde foi tudo menos isso!.

sábado, 20 de setembro de 2008

NOS ARCOS SÓ A VITÓRIA INTERESSA

O FC Porto vai deslocar-se amanhã a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave, no Estádio dos Arcos, jogo no âmbito da 3ª jornada da Liga Sagres.

Os Dragões apresentam-se quase na máxima força, já que o único impedimento continua a ser o marroquino Tarik Sektioui, que apesar de recuperado de uma arreliadora lesão ainda não terá o ritmo necessário para poder dar o seu contributo.

São os seguintes os jogadores convocados por Jesualdo Ferreira: Helton, Nuno, Sapunaru, Fucile, Rolando, Pedro Emanuel, Bruno Alves, Benitez, Lino, Fernando, Raúl Meireles, Tomás Costa, Lucho Gonzalez, Mariano Gonzalez, Candeias, Lisandro Lopez, Hulk, Farías e Cristian Rodríguez.

Só a vitória interessa ao FC Porto pelo que se espera muita entrega, concentração e eficácia dos nossos jogadores.

Eu poria a jogar de início Nuno na baliza, Fucile e Lino nas laterais. Na frente daria o lugar de ala ao jovem Candeias em detrimento de Mariano Gonzalez. O Professor no entanto vai continuar a confiar na equipa quase habitual:

EQUIPA PROVÁVEL


Jogo às 20:15 h em Vila do Conde
Árbitro: Pedro Proença - AF Lisboa
Transmissão: SporTv1

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

PROMESSA NÃO CUMPRIDA


FICHA DO JOGO

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Foi melhor o resultado que a exibição!

Os primeiros vinte minutos dos Dragões foram muito prometedores, mas...

O FC Porto entrou determinado, mandão e concentrado o que lhe permitiu comandar o jogo, dominar o adversário, marcar dois bonitos golos e explanar um futebol vistoso e eficaz. O marcador funcionou por duas vezes num espaço de três minutos. Primeiro Lisandro, aos 11' a acorrer a uma desmarcação no coração da área, num passe bem medido de Raúl Meireles e depois Lucho Gonzalez, aos 13' a concretizar com um belo remate, uma assistência primorosa de Rodriguez.

Lisandro ainda desperdiçou um oportunidade soberana, quando apareceu isolado frente ao guarda-redes turco que saíra a encurtar o ângulo, com um chapéu mal executado.

Inexplicavelmente o FC Porto, depois dos 2-0 partiu para uma exibição apagada, amorfa e desinspirada, que lhe custou um golo e pior que isso alguma instabilidade e até os apupos dos "assobiadores juramentados". A verdade é que quase até final o FC Porto sentiu grandes dificuldades para manter o score, que só não foi alterado por manifesta influência da estrelinha da sorte, a tal que acompanha normalmente os campeões.

Jesualdo Ferreira jogou no último minuto uma derradeira cartada, fazendo entrar Lino para substituir Rodriguez e foi muito feliz. Lino entrou e marcou, assegurando a vitória e sossegando os adeptos mais nervosos e impacientes.

Num jogo mal jogado a maioria do tempo, parece-me justo destacar Rolando, sempre muito sereno e autoritário a demonstrar que se trata realmente de um óptimo reforço, para mim a melhor exibição portista desta noite.

Era importante entrar a ganhar, ainda para mais em casa. Pelo menos isso foi conseguido.