quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MELHORES ARTILHEIROS AZUIS E BRANCOS

Cada geração desportiva tem os seus ídolos. São jogadores capazes de em cada momento estabelecer a diferença. Autores de verdadeiros momentos de magia, ficam gravados na memória, pela determinação, pela arte, pelo saber com que interpretam um dos mais simples e apreciados desportos do Mundo.

Desde que se começaram a disputar os Campeonatos Nacionais em Portugal, que se remonta à já longínqua época de 1934/1935, o FC Porto sempre dispôs de grandes talentos e alguns especialistas na arte de introduzir a bola nas redes adversárias. Por vinte e uma vezes, os «artilheiros» portistas suplantaram a concorrência.

A distinção aos melhores marcadores do Campeonato, só foi instituída uns anos mais tarde, na época de 1952/53, numa criação do Jornal «A Bola», com o troféu chamado «Bola de Prata».

Para trás, ficaram sem prémio jogadores portistas, que nem por isso deixaram de merecer o nosso reconhecimento, como fica expresso na imagem que elaborei com os artilheiros portistas que fizeram jus a este nome por terem sido os melhores marcadores dos Campeonatos Nacionais em que participaram.

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Destaque para os 6 troféus de Fernando Gomes e os 4 de Mário Jardel.

Como grande Clube europeu, o FC Porto viu também consagrados dois dos seus atletas como melhores marcadores da Europa. A «Bota de Ouro», assim se chama o troféu, instituído pela revista francesa «France Football», para premiar o melhor marcador dos campeonatos europeus, desde 1967/68.

Fernando Gomes (1982/83 - 36 golos e 1984/85 - 39 golos) e Mário Jardel (1998/99 - 36 golos), foram os jogadores portistas consagrados.


AGRADECIMENTO ESPECIAL: Ao amigo Armando Pinto pela disponibilização da foto do Azumir, permitindo desta forma ilustrar fielmente a história dos melhores marcadores portistas. Um bem haja!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

TRÊS OLÉS COM MUITO SALERO!

FICHA DO JOGO

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Foi com chave de ouro que o FC Porto encerrou a fase de grupos da Champions League, ao vencer com números esclarecedores o Atlético de Madrid no Vicente Calderón.

Sou dos que defendeu, na antevisão do jogo, apesar da qualificação já garantida, uma postura da equipa, responsável, ambiciosa, capaz de defender o prestígio, na prova rainha do futebol mundial, mas que alguns portistas parece terem menorizado pelo simples facto de termos como opositor «este» Atlético.

O FC Porto desta noite, sem ter feito um futebol maravilhoso, longe disso, confirmou melhorias, pelo menos em termos ofensivos, garantindo um resultado expressivo que lhe rendeu uma vitória desportiva e também financeira (800 mil euros, que para alguns não aquece nem arrefece! Gente rica!).

Os Dragões entraram muito bem no jogo e marcaram logo aos dois minutos e aos catorze já venciam por 0-2, deixando os colchoneros perplexos e tornando a tarefa portista ainda mais facilitada. Os azuis e brancos passaram então a controlar a partida permitindo a iniciativa dos madrilenos que remataram muito mas geralmente sem grande perigo, encontrando Helton sempre muito atento, corrigindo a má impressão da época passada onde tinha sofrido um frango.

Com Maicon no Lugar de Rolando, Valeri em vez de Belluschi e Varela no banco, a equipa respondeu relativamente bem, sem no entanto conseguir evitar entregas de bolas ao adversário, em situações, principalmente de contra-ataque com vantagem numérica, desperdiçando de forma infantil boas oportunidades para construir um resultado ainda mais volumoso.

A etapa complementar proporcionou manter a toada morna já que o Atlético não tinha ideias e o FC Porto mantinha-se na expectativa. Foi um período de futebol de menor qualidade, com muitas bolas perdidas, passes transviados e sem grandes oportunidades de golo. Falcão ainda deu a ideia de poder marcar, mas, já dentro da área completamente à vontade não foi capaz de bater Asenjo.

Acabaria por ser Hulk a alterar o marcador, com um remate violento, aos 76', depois de assistido por Guarín. Fizeram-se ouvir os olés dos adeptos portistas.

Destaques para Helton, Fucille e Bruno Alves.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

EM DEFESA DO PRESTÍGIO... E DO CAPITAL!

Com a passagem aos oitavos-de-final garantida à quarta jornada e condenado à segunda posição do Grupo, face à derrota caseira frente ao Chelsea, resta ao FC Porto, nesta deslocação a Madrid, para defrontar o Atlético, a defesa do prestígio e dos interesses financeiros.

Ocasião privilegiada para testar as melhorias exibicionais patenteadas, principalmente frente ao Vitória de Guimarães, na passada Sexta-feira.

O jogo da próxima terça-feira poderá ter dificuldades acrescidas, pela incerteza da manutenção do 3º lugar actual dos colchoneros, ainda em compita com os cipriotas do Apoel, na corrida pela continuidade nas provas europeias, que é como quem diz, no acesso à Liga Europa.

Aparentemente, o discurso de Jesualdo Ferreira, aponta para alguma gestão do plantel, sendo desde já certo que Maicon será titular face à indisponibilidade de Rolando que não viajou para Madrid, a braços com síndroma gripal.

Para além do citado defesa central, o Professor convocou os seguintes jogadores: Helton, Beto, Fucille, Miguel Lopes, Sapunaru, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Guarín, Belluschi, Raúl Meireles, Valeri, Mariano Gonzalez, Varela, Hulk,Falcao, Farías e Cristian Rodriguez.

EQUIPA PROVÁVEL


Competição: 6ª jornada do Grupo D - Champions League
Equipas: Atlético Madrid - FC Porto
Estádio: Vicente Calderón - Madrid - Espanha
Árbitro: Stéphane Lannoy - França
Hora do Jogo: 19:45 h
Transmissão: RTP 1

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

FINALMENTE À CAMPEÃO!

FICHA DO JOGO


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O futebol tem destas coisas, o difícil pode transformar-se em fácil e vice-versa de acordo com a atitude, o acerto e a eficácia, ou o seu contrário.

Esta deslocação ao berço da nação nesta altura, face ao atraso pontual, somado ao momento menos bom da equipa, não esquecendo o do adversário que vinha em ascenção, fazia prever imensas dificuldades e alguma apreensão.

Jesualdo, durante a semana, foi dando recados quer para o interior como para o exterior, quiçá com a intenção de provocar reacções no plantel e na massa adepta. Acabou até por surpreender ao deixar no banco Hulk, promovendo os regressos de Helton e Rolando.

A verdade é que após uma série de jogos medíocres a equipa fez finalmente um jogo, em especial na primeira parte, de categoria. Entrou forte, arrojado, determinado e dominador, não permitindo ao Vitória o controlo do jogo, nem a construção de jogadas perigosas.

Com boa troca de bola e certeza no passe, dispôs de boas oportunidades para conseguir cedo um resultado volumoso, mas alguma ineficácia não o permitiu. Raul Meireles e Falcao, este em duas ocasiões, tiveram o golo à sua mercê. Tanto domínio acabaria por dar os seus frutos e assim, aos 12' Varela, em mais uma transição rápida, descaído sobre a direita rematou forte e colocado sem hipótese de defesa. Novo golo aconteceu aos 31' da autoria de Falcao, na conclusão de um livre marcado por Raul Meireles. O colombiano apareceu muito oportuno, libertando-se da marcação, na cara do guarda-redes e, desta vez, não pordoou. O Vitória estava atarantado e sem reacção.


Porém, em cima do intervalo, depois de uma recuperação de bola, aconteceu aquilo que tanto irrita Jesualdo e, estou certo, todo o universo portista. Belluschi, displicentemente coloca a bola nos pés de um adversário que aproveitou a oferta conduzindo a bola até perto da área onde Fernando não teve outra alternativa senão cometer a falta «cirúrgica» , tendo por isso visto o cartão amarelo. Da marcação do respectivo livre directo surgiu o golo vimaranense, num remate irrepreensível de Andrezinho.

Na etapa complementar o Vitória apareceu moralizado, mais rápido sobre a bola, mais dinâmico e endiabrado, completamente transfigurado à procura do golo do empate, que esteve para acontecer pelo menos em três ocasiões. Agora eram os Dragões os dominados, completamente asfixiados pelo pendor atacante adversário. Foram cerca de 20 minutos de sufoco. Graças à ineficácia dos vimaranenses e a alguma sorte, os azuis e brancos safaram-se de males maiores e ainda foram premiados com mais um golo aos 66', o terceiro, desta vez completamente contra a corrente do jogo, em mais um livre marcado por Raul Meireles a que Bruno Alves deu o melhor seguimento. Este golo teve o condão de aniquilar e fazer parar a torrente vimaranense. O FC Porto voltou a carregar e a construir novas ocasiões, aproveitando o adiantamento do adversário, das quais viria a aproveitar mais uma. Rodriguez bem assistido por Guarín rematou violentamente de pé esquerdo sem hipóteses de defesa.


Vitória justa e importante mas por números um tanto exagerados face à réplica dos vitorianos nos vinte minutos iniciais da segunda parte.

Os meus destaques vão para Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Raúl Meireles e Varela, um conjunto de jogadores que estiveram francamente bem.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

NO BERÇO... SEM ADORMECER!

A próxima jornada da Liga Sagres vai-nos colocar pela frente um osso mais duro de roer. Precisamente a deslocação a Guimarães para defrontar o Vitória local.

Como se sabe, os Dragões continuam à procura da melhor forma, que diga-se em abono da verdade tarda a aparecer.

Jesualdo vai tentando, com os seus discursos optimistas após os jogos, injectar confiança nos seus pupilos, transparecendo a sensação de não estar a ser nada convicto.

Esta semana desdobrou-se em entrevistas bastante curiosas, revelando algumas das suas preocupações, irritações e filosofia nas escolhas da equipa. Deu-nos a conhecer: a natural preocupação pela deslocação a um estádio que considera difícil e onde espera um adversário mais competitivo, agora moralizado pelos últimos resultados conseguidos; os nervos e a chatice que lhe provocam as recuperações de bola seguidas da sua perda no primeiro passe e, por exemplo, as quatro opções (equipa, alternativas para a equipa, prémio e punição) a ter em conta na formação dos onze titulares e seus suplentes.

O Professor demonstrou estar atento às dificuldades da equipa e (digo eu) por isso mais preparado para as superar.

Os regressos de Helton e Mariano Gonzalez são as notas mais salientes da lista de convocados que conta ainda com Beto, Sapunaru, Fucille, Rolando, Maicon, Bruno Alves, Álvaro Pereira, Fernando, Raul Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Varela, Hulk, Farías, Falcao e Cristian Rodriguez.

Jesualdo Ferreira afirmou querer empregar para este jogo toda a potência disponível. Se bem interpreto as suas palavras o onze inicial deverá pois sofrer alguns ajustes.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Liga Sagres - 12ª Jornada
Jogo: Vitória de Guimarães - FC Porto
Palco: Estádio D. Afonso Henriques - Guimarães
Árbitro: Jorge Sousa - A.F. Porto
Hora e dia do jogo: 20:15 H de Sexta-feira (04.12.09)
Transmissão: Sport TV1

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

PARADA DE ESTRELAS

TEÓFILO CUBILLAS nasceu no dia 8 de Março de 1949 na cidade de Lima, no Peru. Foi uma das estrelas máximas do futebol peruano da década de 70 e um dos melhores futebolistas sul-americanos de todos os tempos.


Iniciou a sua carreira no Alianza de Lima. Com apenas 16 anos teve a sua estreia na equipa principal e logo no ano seguinte, em 1966, foi o melhor marcador do campeonato com um registo de 19 golos. Repetiu o feito em 1970 ao apontar 22 golos.

Em 1972 foi eleito o melhor jogador sul-americano relegando para o segundo lugar Pelé. Nesse mesmo ano foi o marcador máximo da Taça dos Libertadores e na época seguinte foi contratado pelo FC Basel da Suiça onde apenas permaneceu seis meses, o bastante para se sagrar campeão.

Na temporada de 1973/74 transferiu-se para o FC Porto onde durante três épocas foi o dono da camisola número 10, apontando 65 golos em 108 jogos oficiais. Para o contratar foi feito um esforço financeiro tremendo. Os sócios foram chamados a comparticipar para pagar a transferência deste peruano e até os jogadores do Clube tiveram de vender «rifas» para angariar fundos que permitissem ter na equipa tão talentoso jogador.

Era um número 10 inconfundível. Elegante, com imenso suplesss, jogava de cabeça levantada, punha a bola onde queria, defendia, atacava, marcava golos e era genial a forma como ultrapassava os adversários. Com ele tudo parecia mais fácil.

Apesar de não ter conquistado nenhum título na sua passagem pelos azuis e brancos, foi o autor de grandes golos que ainda hoje são recordados pelos adeptos que tiveram o privilégio de o verem jogar e que o consideram o melhor jogador estrangeiro que passou por Portugal. É com imenso orgulho que posso dizer: «Eu vi jogar Cubillas!».


Curiosamente o FC Porto viria a vencer a Taça de Portugal na época em que Cubillas deixou os Dragões, em 1976/1977.

O peruano também brilhou com a camisola da sua Selecção. Em 1970 o Peru qualificou-se para o Campeonato do Mundo realizado no México, depois de ter eliminado a Argentina que fazia parte do seu Grupo. Nesse Mundial, o Peru chegou aos quartos-de-final onde foi eliminado pelo Brasil, por 4-2 com os golos peruanos a serem apontados por Cubillas. O Mundial de 1974 disputou-se sem a presença de Selecção peruana que não conseguiu a qualificação, mas venceu no ano seguinte a Copa América. Em 1978 o Campeonato do Mundo teve lugar na Argentina e depois de na primeira fase o Peru ter ficado em primeiro lugar, com Cubillas a apontar 3 golos, não foram além da segunda fase. O último Mundial em que participou foi no ano de 1982 em Espanha, mas a Selecção peruana ficou em último lugar no grupo.

domingo, 29 de novembro de 2009

MAIS DO MESMO!


FICHA DO JOGO

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A vitória, mais uma sofrida, não chega para disfarçar o momento periclitante que a equipa do FC Porto atravessa.

Na noite chuvosa e fria de hoje, tenho que enaltecer a pachorra de 22.512 espectadores que, corajosamente se deslocaram ao Dragão para assistir a mais um jogo medíocre dos azuis e brancos.

Tal como havia vaticinado na antevisão a «catrefada» de passes mal executados, de lançamentos compridos mal dirigidos, a perda de bolas inacreditáveis, alguns remates caricatos e oportunidades escandalosamente desperdiçadas foram uma realidade.

O futebol desta equipa mete dó! Fiquei estupefacto com as declarações, de Jesualdo após o jogo quando defendeu tratar-se de um jogo bem jogado! Francamente!

A equipa, para além dos defeitos acima apontados, denotou grandes dificuldades para criar espaços, muito pouca imaginação, ineficácia, intranquilidade na defesa,(onde a novidade foi a presença de Maicon no lugar de Rolando) e ainda pouca lucidez.

O primeiro golo portista resultou de uma investida de Hulk, que depois de tabelar com Falcao, foi feliz em dois ressaltos aparecendo na cara de Carlos a desfeitea-lo. No entanto, a vantagem portista desfez-se um minuto depois pela cabeça de João Tomás, ao saltar mais alto que Fucille, na zona de juridisção de Maicon (!). O Porto sentiu o golpe, desuniu-se um pouco mas recuperou a calma e voltou a tentar novo golo, quase sempre da pior maneira.


Na segunda metade, os Dragões mantiveram a toada mais atacante e beneficiaram de uma grande penalidade muito duvidosa sobre Fucille, mas Falcao não aproveitou fazendo a bola esbarrar na barra. O guarda-redes vilacondense galvanizado, efectuou um punhado de excelentes defesas negando o golo em tres ou quatro ocasiões. O jogo parecia condenado a terminar empatado. O Professor decidiu-se finalmente por fazer entrar Silvestre Varela e, coincidência ou não, foi ele que desencravou o resultado aproveitando com todo o oportunismo o toque de cabeça de Farías, após um canto para atirar a contar, aos 81'.


Os minutos finais foram de algum dramatismo, com o FC Porto a defender a vantagem. O Rio Ave por pouco não empatou, deixando a sensação que poderia ter conseguido um resultado bem diferente se fosse mais ousado.

O meu destaque vai para Varela pela importância do golo que marcou.