domingo, 10 de janeiro de 2010

SOFRER, OUTRA VEZ!

FICHA DO JOGO

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Esta equipa do FC Porto bem como o seu treinador, só podem ter espírito masoquista!

Depois de ter entrado bem na partida, conseguir um golo no primeiro quarto de hora, de estar a dominar o adversário, decidiu oferecer o empate com um frango de Helton!

Já na parte final do encontro, depois de se colocar novamente em vantagem no marcador, após a substituição de Miguel Lopes por Farías, tornando o ataque mais dinâmico, viu o adversário ficar reduzido a dez unidades e em vez de manter intenso o ataque para consolidar a vitória, o treinador Jesualdo Ferreira preferiu voltar ao esquema inicial, retirando Falcao e Belluschi, para as entradas de Mariano e Tomás Costa, recuando no terreno para defender a vantagem.

As consequências do medo do Professor só não resultaram em fracasso porque Helton se redimiu ao defender, nos últimos minutos do tempo de compensação, uma grande penalidade cometida inexplicavelmente por Fernando.


A primeira surpresa aconteceu com a presença de Miguel Lopes, que nem estava convocado, no lugar de Fucile, ao que parece vítima de uma indisposição. Depois foi um início de jogo tranquilo, agradável, com boa circulação de bola e transições rápidas, aqui e ali sublinhado por bons desempenhos técnicos, quer de Belluschi, quer de Varela, até mesmo de Falcao, hoje mais desinibido e com engodo pela baliza. O colombiano chegou mesmo cedo ao golo, bem invalidado por ter sido apanhado no limite do fora de jogo e repetiria a dose poucos minutos depois numa recarga plena de oportunidade.

O jogo estava com tudo para se tornar num passeio, mas Helton «borrou» a escrita ao consentir o empate, num livre de Ronny para a entrada da área onde surgiu o defesa Diego Gaúcho a cabecear, beneficiando primeiro da indecisão do guarda-redes portista, sem saber se sair ou não e depois do deficiente gesto técnico no contacto com a bola, permitindo que resvalasse para as redes.

Um golo contra a corrente do jogo, nada previsível e nada merecido face à incapacidade do ataque Leiriense. O FC Porto teve o condão de não esmorecer e partir de imediato à procura do golo que não tardou pela cabeça certeira de Bruno Alves, na sequência de um canto superiormente marcado por Raúl Meireles. Estava reposta a verdade do jogo aos 37 minutos com o Porto balanceado no ataque à procura da consolidação do resultado.

Tudo parecia bem encaminhado, quando, já no segundo tempo, Ronny aproveitando uma falha de marcação atirou com o seu pé canhão um remate, ainda desviado por Rodriguez que desta vez Helton não podia evitar. Novo balde de água fria, numa noite já de si molhada e gelada.

Jesualdo apostou forte. Tirou do jogo o lateral Miguel Lopes e introduziu o avançado Farías que veio dar outra dinâmica ao ataque. Quatro minutos após Falcao voltou a fazer vibrar as despidas bancadas do Dragão. Mais uma vez oportuno apareceu no tempo e no sítio certo para empurrar a bola depois de um remate de cabeça de Rolando que o guarda-redes leiriense não conseguiu afastar.

Quando aos 68' Elmano Santos, o árbitro madeirense, deu ordem de expulsão a Djuricic por pretensa defesa com as mãos fora da área, parecia que tudo estava finalmente decidido.

Foi então que o Professor decidiu complicar o que parecia fácil. Tirou do jogo Belluschi e Falcao para colocar Tomás Costa e Mariano Gonzalez, fazendo a equipa recuar no terreno e interromper o assédio à baliza contrária. Dir-se-ia temer novo revés da sorte, preferindo jogar pelo seguro já que o resultado lhe era favorável. As contas saíram-lhe furadas, muito por culpa, diga-se em abono da verdade, de Fernando, primeiro ao ver um ridículo mas justo amarelo e pouco depois ao provocar uma grande penalidade infantil, vendo de imediato um novo amarelo seguido do vermelho.

Este não foi um balde de água fria, foi mais uma pipa de gelo! Parecia-mos condenados a mais um resultado injusto.

Foi então o momento de Helton passar de vilão a herói, defendendo a grande penalidade, garantindo os três pontos e redimindo-se do frango sofrido.

Portista sofre!!!

O meu destaque vai para Falcão, o melhor homem em campo.





sábado, 9 de janeiro de 2010

CONTRA A UNIÃO, GANHAR, GANHAR

O Campeonato Nacional - Liga Sagres vai regressar ao Dragão, amanhã, para a disputa da última jornada da 1ª volta.

O União de Leiria será o adversário com quem os Dragões vão esgrimir na luta pelos três pontos.

De regresso aos convocados estão os habituais titulares, depois do descanso proporcionado pela rotatividade na Taça da Liga, onde Jesualdo entendeu proceder a uma saudável gestão do plantel. Assim, Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Raul Meireles e Belluschi, bem como os recuperados de lesões Fernando, Farías e Falcao, juntam-se a Beto, Maicon, Álvaro Pereira, Guarín, Valeri, Tomás Costa, Mariano Gonzalez, Silvestre Varela e Cristian Rodríguez, formando o lote de convocados para este jogo.

Neste período de futebol portista pouco vistoso e algo incaracterístico, não é de esperar grandes desempenhos nem facilidades para ultrapassar este adversário, pelo que, a somar ao frio previsto, constituirão certamente entraves de peso a uma assistência condigna.

Apesar de tudo, acredito na vitória, desiderato necessário para manter a chama e a ambição numa cada vez mais complicada recuperação. É que o Braga não desarma!

EQUIPA PROVÁVEL



Competição: Liga Sagres - 15ª Jornada
Jogo: FC Porto - União de Leiria
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Árbitro: Elmano Santos - A.F. da Madeira
Hora e dia do jogo: 20:15 H de Domingo (10.01.2010)
Transmissão: Sport TV1

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

VOCAÇÃO INTERNACIONAL

José Monteiro da Costa, o refundador do FC Porto, alimentava a esperança de que o clube havia de ser grande, não se limitando a defender o bom nome da cidade, mas também o de Portugal em pugnas desportivas contra estrangeiros.

Por isso, desde cedo se empenhou em alargar horizontes. Foi mesmo a primeira equipa portuguesa a receber um adversário de outro país, o Real Fortuna Foot-Ball Club, de Vigo, em 15 de Dezembro de 1907 e também o primeiro Clube português a jogar no estrangeiro, em 1908.

Em 23 de Abril de1911, a equipa do FC Porto, formada totalmente por jogadores ingleses (a maior parte dos quais pertencentes à equipa de 1893) , recebeu a equipa francesa, a primeira a jogar em Portugal, Vie au Grand Air du Médoc, de Bordéus. O resultado foi uma honrosa derrota por 1-0.

Equipa do FC Porto, constituída por jogadores ingleses, alguns ainda da equipa fundadora de 1893. Sentados da esquerda para a direita: Harry Dutton, John Jones, Jansen, Alex Caw e Harrison; De pé: Webber, Watson, Kendall, Albert d'Almeida, Brugmann e Stanley Charles

A morte prematura de José Monteiro da Costa, com apenas 29 anos, ocorrida no ano de 1911, não fez esmorecer a ambição, antes pelo contrário.

A 17 de Março de 1912, os azuis e brancos deslocaram-se a Espanha para defrontar o Vigo F.C., a quem venceram por 4-1.

Depois, foi um desfilar de adversários, alguns dos mais poderosos do mundo. Em 1921, por exemplo, o FC Porto seria visitado pelo Real Madrid, por quem foi derrotado por 5-0, suscitando imediata reflexão crítica, seguida de mudanças drásticas em todos os sectores da equipa e do Clube.

Em 1923 foi a vez dos húngaros do Ferencvaros visitar o Porto.

A «vocação internacional» do FC Porto, profetizada por José Monteiro da Costa, manifestou-se repetidamente ao longo dos anos 30. No dia 1 de Janeiro de 1931, os Dragões receberam, na Constituição, os espanhóis do Desportivo da Corunha, a quem infligiram uma pesada derrota por 6-0.

Três dias depois voltaram a ganhar, por 6-3, frente ao Meteor de Praga, da Checoslováquia.

No dia de S. João, 24 de Junho frente a outro clube galego, o Celta de Vigo, o FC Porto perdeu por 3-2 e em Julho, a 19 e a 26, são os brasileiros do Vasco da Gama os adversários. O Vasco ganhou o primeiro encontro por 3-1, mas não evitou a «resposta» do Porto, oito dias depois, no Estádio do Lima, por 2-1. Esta vitória portista despertou um enorme regozijo entre os portugueses no Rio de Janeiro, considerando a vitória uma proeza, ao ponto de mandarem executar um troféu comemorativo: uma estatueta de bronze intitulada «Vitória».

Taça Vitória

Na década de 30, o FC Porto disputou ainda os seguintes encontros com equipas estrangeiras:

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A II Guerra Mundial afectou o intercâmbio desportivo e só a 3 de Junho de 1945, o FC Porto retomaria os contactos internacionais, defrontando e vencendo, no Lima, o Real Madrid, por quatro bolas a uma.

Fontes: FC Porto - Fotobiografia, de Rui Guedes e FC Porto - 100 Anos de História, de Álvaro Magalhães e Manuel Dias

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

VITÓRIAS SEM BRILHO... O DESÍGNIO DESTA ÉPOCA!

FICHA DO JOGO

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Mais um jogo, mais uma vitória, mas novamente sem brilho. Parece ser o desígnio desta época, quaisquer que sejam os jogadores utilizados por Jesualdo Ferreira, utilizada que foi a segunda linha, face à quantidade de jogos agendados para este mês de Janeiro, para cumprir o calendário das várias provas em que o FC Porto se encontra inserido.

Depois da Taça de Portugal seguiu-se a Taça da Liga, de nome mais verdadeiro «Taça Lucílio Baptista», que Jesualdo, ousadamente, diz querer ganhar! Nem as pensa!

O interesse desta partida, revestia-se essencialmente na possibilidade de apreciar o desempenho dos jogadores menos utilizados, hoje chamados quase na totalidade para formar o elenco titular.


A grande maioria desperdiçou mais uma das poucas ocasiões para apresentar credencias com vista a projectar-se na equipa principal. Um fiasco completo!

Miguel Lopes, Maicon, Prediger, Tomás Costa, Mariano Gonzalez e Orlando Sá, foram uma completa nulidade; Nuno André Coelho e Valeri um pouco menos mal e Nuno, a par dos titulares Varela e Álvaro Pereira, as três figuras do encontro. Muita parra e pouca uva, portanto.

Jogo de fraca qualidade, frio, triste, desinspirado e sem atractivos. É tudo quanto me ocorre neste momento. A reduzida assistência é demonstrativa do divórcio dos associados perante tão frágeis espectáculos, apesar do convite de Jesualdo. Acho que deveria servir de reflexão para a equipa técnica e jogadores.

Fico assim, ainda mais preocupado, numa altura em que as lesões e os castigos estão a fazer mossa. Já para não falar do «colinho» dos rivais.

Enfim, vida difícil em perspectiva!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

SEGUE-SE A TAÇA LUCÍLIO BAPTISTA

Num mês recheado de competição, o FC Porto terá amanhã novo embate, agora para a cognominada «Taça Lucílio Baptista» ou «Calabote», frente ao Leixões.

Jesualdo Ferreira disse que é mais uma prova que quer vencer, mas sinceramente não acredito.

Vai, isso sim, dar minutos de jogo aos menos utilizados, numa forma de avaliar de forma mais correcta o valor real do plantel e quiçá tirar as devidas ilações.

É pois sem surpresa, salvaguardados que estão os impedimentos por castigos ou lesões de quase meia dúzia de atletas (Sapunaru, Hulk, Falcao, Farías e Fernando) e depois do jogo da Taça de Portugal disputado no Sábado passado, as chamadas de Beto, Nuno, Miguel Lopes, Maicon, Nuno André Coelho, Abdoulaye, Álvaro Pereira, Prediger, Valeri, Guarín, Tomás Costa, Alex, Sérgio Oliveira, Silvestre Varela, Orlando Sá, Yero, Cristian Rodriguez e Mariano Gonzalez.

EQUIPA PROVÁVEL


Competição: Taça da Liga - 3ª fase - 1ª jornada Grupo A
Palco: Estádio do Dragão - Porto
Data e hora: 05 de Janeiro de 2010 às 19:45 h
Árbitro: Vasco Santos - A.F. do Porto
Transmissão: SIC

sábado, 2 de janeiro de 2010

MANUTENÇÃO DOS SINAIS PREOCUPANTES

FICHA DO JOGO

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O jogo que bem poderia ter sido utilizado como um bom treino, tornou-se lamentavelmente num péssimo ensaio, onde foram repetidos os defeitos há muito instalados no seio da equipa, quaisquer que sejam os jogadores utilizados.

Hoje não jogaram Guarín e Hulk. A equipa venceu mas não convenceu!

Num relvado irregular e frente a um adversário de uma fragilidade atroz, esta equipa do FC Porto voltou a ser uma caricatura demasiado esbatida, sem classe e sem chama, a praticar um futebolzinho pobre, desgarrado, desinspirado, aos repelões, bem ao estilo das partidas entre solteiros e casados.

Se é com este futebol que o Professor pensa atacar o que falta das competições, estamos arrumados.

Sinto-me completamente defraudado quer com a exibição quer com as declarações finais de jogadores e treinador. Não consigo de forma nenhuma vislumbrar os atributos por eles evocados.

Eu sei, o defeito é meu, assumo. Estava habituado a espectáculos bem mais dignificantes...

Sobra disto tudo o resultado final, a vitória e a passagem aos oitavos-de-final da prova, onde vai defrontar o Belenenses em jogo agendado para o dia 19 de Janeiro, no Restelo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

PALAVRA DE ORDEM: GANHAR!

Parece que finalmente e após as férias de Natal, vai ser possível disputar a 4ª eliminatória da Taça de Portugal, que o péssimo relvado do estádio Carlos Osório aliado ao mau tempo fez adiar, tendo agora como palco o estádio Municipal de Águeda.

Será o primeiro desafio dos Dragões no novo ano. A avaliar pela convocatória, Jesualdo encara a partida com o máximo respeito pelo adversário, obedecendo naturalmente à certa política da ambição mais que legítima de enriquecer o seu palmarés.

Com Sapunaru e Hulk impedidos em função da suspensão preventiva, originária dos desacatos no antro da Luz, Falcao e Farías entregues aos cuidados do departamento médico e Helton normalmente dispensado da Taça de Portugal, o Professor convocou todos os principais atletas disponíveis, a saber: Beto, Nuno, Fucile, Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves, Abdoulaye, Álvaro Pereira, Fernando, Raúl Meireles, Belluschi, Guarín, Tomás Costa, Mariano Gonzalez, Silvestre Varela, Orlando Sá, Yero e Cristian Rodriguez.

Destaque para a estreia do avançado Orlando Sá, finalmente recuperado da lesão que o atormentou desde a época passada ao serviço do Braga, bem como as presenças dos jovens da formação Abdoulaye e Yero.

EQUIPA PROVÁVEL

Competição: Taça de Portugal - 4ª eliminatória
Palco: Estádio Municipal de Águeda
Data e hora: 02 de Janeiro de 2010 às 20:15
Árbitro: Carlos Xistra - A.F. Castelo Branco
Transmissão: Sport TV1