domingo, 20 de dezembro de 2009

ESCORREGÃO NO «BATATAL»

FICHA DO JOGO

(Clicar no quadro para ampliar)

Não foi feliz o FC Porto na deslocação ao «batatal» da luz, numa noite fria e chuvosa.

Nos primeiros cinco minutos os Dragões deram a ideia de querer resolver rapidamente a contenda, remetendo o seu adversário a defesa porfiada, contudo foi sol de pouca dura já que o ímpeto inicial foi-se desvanecendo por culpa própria face às perdas de bola frequentes, num regresso ao futebol do passado recente, incaracterístico, irritante e improfícuo.

Disso se aproveitou o rival, ganhando os lances no meio campo portista, aparecendo com mais frequência junto à área contrária. Acabaria por chegar ao golo, na sequência de um lance perigoso que Álvaro Pereira tinha resolvido perto da linha de golo, Meireles completou o alívio de cabeça já no limite da área, enviando a bola para o meio campo. David Luiz, de primeira lançou de novo para a área, apanhando toda a defensiva portista completamente a dormir. Saviola atento, marcou sem oposição, já o ponteiro tinha percorrido a primeira vintena do jogo.

Só na segunda metade o FC Porto foi capaz de esboçar uma reacção visível, tão mal estavam a sair os passes, as desmarcações e os raros remates. Com perigo efectivo, só depois de decorrida a primeira hora, precisamente aos 61', o FC Porto foi capaz de fazer tremer o seu adversário num remate forte de Álvaro Pereira, obrigando Quim a defesa vistosa e três minutos depois num disparo de Raul Meireles, tendo a bola sofrido um desvio em Falcao, acabando por sair muito perto do poste com o guarda-redes completamente batido.

Até final, as interrupções de jogo, as demoras na reposição da bola, as simulações de lesões e outras artimanhas, com o intuito de quebrar o ritmo de jogo, foram os argumentos dos lisboetas para garantirem os três pontos.

A derrota foi o castigo certo para o mau desempenho dos jogadores portistas.

Depois de dois jogos bem conseguidos (Guimarães e A. Madrid), esta exibição demonstrou que os problemas não estão ultrapassados. Jesualdo vai ter duro trabalho para os debelar.

5 comentários:

dragao vila pouca disse...

Só me apetece dizer o seguinte: quem joga para empatar, normalmente, perde.

O meio-campo? Qual foi a pior exibição da época? Na Madeira frente ao Marítimo, certo? Quem foi o meio-campo? Pois é, Fernando, Meireles e Guarín. Não acrescento mais nada e não foi pelo terreno que ele meteu o colombiano, pois então o que dizer da entrada do Belluschi quando o terreno estava quase impraticável?

Um abraço

O Dragãozinho disse...

Um jogo fraco, muito fraco.
Não esperava nada disto, espero que não se repita nos próximos jogos..
Aquele relvado, mais parecia um lamaçal..

Gaspar

P.S.: espero, com certeza, que isto não se volte a repetir e que tenha sido 'apenas' um mau jogo.

Anônimo disse...

Os benficistas habiam de se calar com as festa porque no fim e que se vai ver quem e o campiao!!!!1

jOSUE VITORIANO

AZUL DRAGÃO disse...

Meu caro :

..."A derrota foi o castigo certo para o mau desempenho dos jogadores portistas."...


Infelizmente !


Um abraço

Anônimo disse...

TV, tecnologia e comentadores

Confesso que, por razões pessoais, só comecei a ver o Benfica-FC Porto pela TV aí aos 5 minutos de jogo e que nem vi o lance do golo em directo. Só o pude ver completo já após o apito final quando a SportTv o repetiu.


Estava a ver o jogo sozinho e já da primeira vez que tinha visto, de relance, a jogada, me parecera que havia algo suspeito: o fora-de-jogo de Urretavizcaya, que passou despercebido ao meu amigo Miguel Prates, que estava a fazer o jogo para aquele canal de televisão, como aos restantes comentadores que o ajudaram a observar a partida. Um fora-de-jogo discreto mas, obviamente, com grande influência na jogada que deu o golo.

Não tinha ouvido comentário nenhum sobre o lance na SportTv e, como não tinha hipótese de escutar a rádio, telefonei a dois amigos, para perceber se era eu que, com os meus óculos novos, tinha visto coisas que não existiam. Um disse-me que também achava que sim, outro nem sequer tinha reparado apesar dos seus olhos bem treinados por muitos anos a analisar as coisas da bola (e de não precisar de óculos). Rui Santos, na SIC N, também não vira (tanto quanto ouvi). Jesualdo Ferreira também não me pareceu informado do facto.

No dia seguinte, os jornais eram omissos. Os três árbitros que normalmente constituem o painel de "O Jogo" nem se referiam ao lance, sinal de que a distracção foi dos árbitros até aos jornalistas que recolhem as suas opiniões, que não o perguntaram. O Record idem, a A Bola aspas.

Não quero tirar muitas conclusões disto, mas sublinhar duas coisas: a primeira é que mesmo os meios tecnológicos às vezes não dão para ver tudo e no futebol, acho eu, só devem ser utilizados em casos muito concretos (a linha de baliza); a segunda é que se esse fosse o único lance do jogo que Lucílio não viu bem, eu perdoaria ao árbitro, mas infelizmente foi apenas um de entre muitos, muitos.
Manuel Queiroz (in trivela)