domingo, 16 de novembro de 2008

DE INOCÊNCIO A BRUNO, SEMPRE A MESMA PAIXÃO!

A polémica arbitragem de Bruno Paixão no jogo Sporting-Porto da Taça de Portugal, suscitou vários tipos de apreciação.

Os pasquins amestrados dirigiram-lhe criticas cerradas, alinhadas aliás pelos comentários de Paulo Bento e Soares Franco, como não poderia deixar de ser. De repente o árbitro setubalense passou para essa gente de bestial a besta. A causa próxima foi a eliminação do Sporting da Taça de Portugal.

Há muito que os portistas vêem manifestando indignação pelas exibições deste pseudo árbitro tais as atrocidades que vem cometendo com o beneplácito da APAF, da Comissão de Arbitragem da Liga, do Concelho de Arbitragem da FPF e dos Orgãos de Informação em geral, dos paquins amestrados em particular.

O jogo Campomaiorense-FC Porto de 19 de Fevereiro de 2000 constituiu para mim um dos maiores escândalos registados em campos de futebol mundial. Bruno Paixão esteve nesse jogo igual a si próprio numa clara demonstração de incompetên
cia a roçar até a falta de honestidade.

A Comunicação Social (dita especializada e de referência) no entanto, decidiu branquear e colocar-se ao lado do prevaricador dado que tal exibição serviu para oferecer o título dessa época ao Sporting. Os fins justificaram os meios.

Na última edição do programa Trio de Ataque da RTPN o representante benfiquista prometeu oferecer ao Dr. Rui Moreira recortes dos jornais sobre o jogo Benfica-Cuf apitado por Inocêncio Calabote, onde a verdadeira história sobre este árbitro, segundo ele se encontra desmitificada, demonstrando que o juiz afinal não passou de uma vítima.

Meu caro cineasta, nós portistas conhecemos a tradição jornalística deste país. Já todos estamos habituados ao branqueamento quando os prejudicados somos nós. Toda e qualquer literatura que o senhor possua não apagará o que efectivamente se passou. De resto, remeto-o para os relatos do badalado jogo Campomaiorense-FC Porto onde a performance do árbitro Bruno Paixão foi considerada excelente o que demonstra a falta de seriedade com que alguma CS desde sempre abordou estas questões.

Mas numa coisa tem razão, Inocêncio Calabote foi efectivamente uma vítima. Vítima do sistema que protegia descaradamente os clubes de Lisboa; vítima do sistema que concertava a eleição do FPF apenas e só entre os clubes de Lisboa e principalmente vítima da "justiça" que castigou o corrompido deixando impune o corruptor.

OS FACTOS:

Antes da última jornada do Campeonato Nacional de 1958/1959 FC Porto e Benfica encontravam-se com o mesmo número de pontos, com vantagem para os portistas de quatro golos no goal-avarage. O FC Porto deslocava-se a casa do último classificado, o Torriense e o Benfica recebia a Cuf do Barreiro, que se encontrava a meio da tabela. Durante a semana, o esquema foi urdido no sentido de garantir o título à equipa da Capital. Valdivieso, treinador adjunto do Benfica esteve mesmo sentado no banco do Torriense, supostamente na supervisão da orientação técnica do jogo contra o FC Porto.

Enquanto o jogo em Torres Vedras c
omeçou à hora determinada pela Federação, o jogo da Luz foi atrasado em sete minutos, depois de algumas manobras de diversão, apesar do regulamento ser bem claro que os jogos deveriam começar todos à mesma hora. O guarda-redes da Cuf, em tarde tão infeliz a consentir golos atrás de golos, também ele a roçar a desonestidade ao ponto de ter sido substituído a pedido dos seus colegas.

Calabote assinalou três penalties contra a Cuf e expulsou-lhe três jogadores o que provocou uma reacção de indignação de alguns dos seus jogadores que denunciaram o «arranjinho». O resultado final foi de 7-1! Ainda assim curto porque entretanto o FC Porto ganhava ao Torriense por 0-3, com os golos a serem conseguidos nos últimos minutos. Os jogadores e equipa técnica tiveram de ficar à espera do resultado final da Luz para finalmente festejarem o título.

Clemente Henriques, árbitro portuense da altura afirmou sobre Calabote:
«Cheguei a ouvir uma conversa, em Lisboa. Ouvi o Calabote, à distância, dizer a uns senhores que ainda faltavam 20 contos para que o Benfica lhe pagasse a última prestação» In JN 30.Maio.1998

Inocêncio Calabote acabaria irradiado.

Apesar de campeões nacionais, nós os portistas não nos calaremos e reagiremos às frequentes manobras de bastidores. É que não andamos cá por ver andar os carros eléctricos!

3 comentários:

Anônimo disse...

Estejam atentos...

Amanhã espera-se que Rui Moreira dê a devida «reposta» ao «fiteiro» Pedro Vasconcelos.

Pelo menos habilitamo-lo com «material» suficiente.


ACO

Vitor Daniel disse...

Boas caro amigo Portista, gostaria de pedir que adicionasse o meu blog nos seus links http://varanda-do-dragao.blogs.sapo.pt , eu vou adicionar o seu ao meu blog.

Um Abraço.

dragao vila pouca disse...

Eu no lugar do Rui Moreira já tinha calado o Vasconcelos a propósito do Calabote.
Mas o que é necessário é estar atento aos novos tempos, pois se nós não temos reagido, mais até que o clube, tinhamos passado por sermos beneficiados em Alvalade, pois o filme já estava a ser preparado.
Um abraço