sábado, 16 de janeiro de 2010

MAIS UM ROUBO DE CATEDRAL!

FICHA DO JOGO

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Este campeonato está mesmo viciado! Depois do descarado «colinho» e do «andor» aos lampiões, do «roubo» na Luz e dos castigos por tempo indeterminado, junta-se agora, em dois jogos consecutivos no Dragão, a invalidação de três golos limpos ao FC Porto! Desta vez com influência no desfecho da partida.

Estamos no «ponto» pela qual a corja vermelha tanto lutou: Fazer as coisas por outro lado impunemente. É esta a verdade desportiva que tanto reclamam. Ela aí está em todo o seu esplendor, servida em bandeja dourada.

Não é que o FC Porto esteja isento de culpas. Todos sabemos da necessidade dos Dragões se terem de apresentar duplamente mais fortes que os rivais, para poder lutar contra tudo e contra todos. Esta época, esta necessidade parece não ter sido convenientemente acautelada, ou então os famosos processos do Professor tardam a funcionar.

Hoje contra o Paços de Ferreira, equipa sem ambições ofensivas, o FC Porto mostrou-se mais dinâmico mas muito pouco eficaz. Falcao desperdiçou oportunidades mais que suficientes para construir um resultado dilatado e ainda foi vítima do árbitro auxiliar que lhe sonegou um golo limpo.


Com Tomás Costa no lugar de Fernando, o FC Porto tomou conta do domínio do jogo, depois de cerca de dez minutos incaracterísticos onde o nervosismo e alguma falta de confiança foram evidentes.

Depois de serenados os ânimos, as maiores dificuldades surgiram no último terço do relvado, onde os castores se organizaram numa defesa cerrada, adiando o golo portista.

Embora sendo capazes de construir jogadas de ruptura na área adversária, os azuis e brancos não foram eficazes, pagando por isso bem caro.

A partir dos 60' Jesualdo mexeu na equipa. Tirou Tomás Costa, que fez um bom jogo, metendo Farías para colocar ainda mais pressão na área pacense. Abdicou do defesa Fucile, jogando com apenas três defesas, suficientes para anular as débeis tentativas adversárias.

Curiosamente, o Paços de Ferreira acabaria por explorar essa situação para chegar ao golo, a sete minutos do fim, muito consentido pela defensiva portista, na altura imprudentemente descompensada.

Os últimos minutos traduziram-se em ataque frenético que acabou por render o golo do empate e um punhado de grandes defesas de Cássio.

Resultado injusto, face ao golo mal anulado e às oportunidades desaproveitadas de forma escandalosa.

O trabalho do árbitro fica marcado por uma série de lances mal avaliados com destaque, para além do já referido, da injusta expulsão de Ozéia, nos últimos minutos da partida.

Com este empate o FC Porto terá hipotecado de vez a possibilidade de lutar pelo título.

3 comentários:

dragao vila pouca disse...

Assim fica difícil manter a chama acesa.
Tudo bem que o árbitro errou e o andor segue o seu caminho pela pouca vergonha desportiva, mas meu caro, o meu, o nosso Porto, até era capaz de lutar contra o destino, se fosse preciso.
É difícil engolir este empate. Sinto-me muito desiludido.

Um abraço

Pedro Rocha disse...

Todos dizemos que o FCP se tem que exibir duplamente forte para contrariar todas as contrariedades que saltam à vista de cada um. Isso para mim é tão evidente com ilógico. O FCP não deveria ter que se exibir mais do que os outros o têm que fazer só porque já se sabe de antemão que alguma coisa vai correr mal, que o senhor do apito está lá para nos prejudicar. Num país livre e democrático tal não deveria de acontecer. Mas estamos em Portugal onde a liberdade está apenas presente nos livros de história que estão a ganhar pó numa qualquer biblioteca. É triste irmos ao Dragão para sairmos do mesmo roubado, com um sentimento de imensa derrota e tudo porque um anormal se decidiu a não ver que o Falcao estava em jogo. Também desperdiçamos muitas oportunidades, e isso é um aspecto claramente a rever para uma equipa que tal como já falei em cima, necessita fazer muito mais do que as outras para ganhar um partida diante do medíocre Paços de Ferreira.

Abraço

Gaspar disse...

Jogámos lindamente na primeira parte, e dominámos! Mais uma vez, um golo anulado a Falcao, injustamente, e mais uns quantos foras-de-jogo que não percebo de onde vêm.. Na segunda parte o ritmo acalmou mas continuámos a liderar o jogo. Assim foi, até ao Paços marcar o golo..
Vem aí Ruben Micael, pode ser que dê uma ajuda.

Gaspar