quarta-feira, 19 de março de 2008

BAÚ DE MEMÓRIAS

Nem só de futebol se cimenta prestígio aquém e além fronteiras do FC Porto. Também as modalidades de alta competição têm dado a sua contribuição.

O Hóquei em patins há muito que era uma modalidade querida dos adeptos portugueses em geral e dos portistas em particular. Pinto da Costa passou mesmo pela secção em 1952, no início do seu percurso de dirigente desportivo.

O CONSUMAR DE UM SONHO

Quando tomou posse como Presidente, com a colaboração de Ilídio Pinto, Director da secção de hóquei em patins, acarinhou de forma muito especial e dotou-a de argumentos para discutir a hegemonia que o Clube viria a conquistar.

A partir da época de 1981/1982, o FC Porto encetou uma caminhada imparável rumo à invejável colecção de títulos nacionais e internacionais que hoje possui. Tornou-se numa potência mundial na modalidade.

Começou a nível nacional logo com um "Penta" (1982/1983 a 1986/1987), enquanto isso teve ainda arte e engenho para vencer duas Taças das Taças (1981/1982 e 1982/1983), várias Taças de Portugal e Supertaças nacionais.

Faltava-lhe a mais cobiçada: A Taça dos Clubes Campeões Europeus.

28 de Junho de 1986 foi então uma data inesquecível. Finalmente o tão desejado troféu viajava para as Antas!
Comandados por Cristiano, um ex-atleta prodigioso, que dava os seus primeiros passos como treinador, os jogadores portistas (na imagem de cima para baixo) Alves, Tó Neves, Domingos Carvalho, Vítor Bruno, Realista, Almas, Vale, Domingos, Franquelim e Vítor Hugo, depois de terem afastado nas meias-finais o colossal Barcelona, receberam a 21 de Junho a equipa italiana do Novara, no pavilhão Dr. Américo de Sá, na primeira-mão da final. O resultado foi de 5-3 para as nossas cores. Demasiado curto para o inferno que previsivelmente iríamos encontrar em Itália.

A segunda-mão foi mesmo o que se esperava.Um ambiente hostil e assustador marcaram demasiadamente o desenrolar da partida com o Porto a sair para o intervalo com o resultado desfavorável de 5-1. O Novara conseguíra anular e superar a desvantagem da primeira-mão. Chegamos a pensar que o sonho iria ser mais uma vez adiado.

Porém é na adversidade que se mede a estatura de uma equipa. O "cinco" portista regressou ao rinque disposto a alterar o rumo dos acontecimentos. Com quatro golos em 13 minutos chegou à igualdade.

O Porto passava então a respirar capacidade física, anímica e desportiva e não foi com surpresa que a sua performance rendeu mais dois golos fixando o resultado final em 5-7.

Os Tiffosi italianos exageraram no seu mau perder, inviabilizando o prosseguimento do jogo que esteve interrompido durante 10 minutos, no fim dos quais, por falta de condições para prosseguir, o árbitro suíço Francis Brulhart, cumprindo os regulamentos, deu por concluída a partida.

O público não consentiu a cerimónia de entrega da Taça que foi entregue no balneário.

Estava consumado o sonho!

ILÍDIO PINTO

Dirigente dedicado e exemplar, comandou a secção de Hóquei em Patins desde 1973. Projectou a secção a um nível invejável criando uma verdadeira escola.

É o mentor de todos os êxitos da sua modalidade de eleição, cujo departamento organizou, apetrechou com recursos humanos de muita competência, valorizou e modernizou, transformando o Clube numa referência mundial no hóquei patinado e a segunda modalidade em ordem de preferência dos associados, coleccionando títulos sem parar, razão pela qual é conhecido por "papa títulos".

Em 1986 viu o seu trabalho reconhecido pelo Clube ao ser galardoado com um DRAGÃO DE OURO, prémio para o Dirigente do ano.
Actualmente faz parte da Administração da Sad.

3 comentários:

dragao vila pouca disse...

É meu caro Dragaopentacampeao, com a derrota de domingo, estas recordações ainda custam mais.Grande equipa, grandes glórias do hóquei portista e português.
Um abraço

Gardagami disse...

See here or here

The Blue One disse...

Caro Dragão Pentacampeão é como diz o Dragão Vila Pouca, ainda custa aceitar a derrota frente ao Vic... Mas tanto o Hóquei Patinado Tuga como o FC Porto tem perdido força na Europa... Será por falta de competitividade interna? È que aqui em Portugal poucos sãos os clubes que investem nesta modalidade...

Não é Portista quem quer, é Portista quem pode.